“O saneamento é provavelmente o investimento mais importante em saúde pública, afinal grande parte dos parasitas são transmitidos pela água." A afirmação do doutorando em Biologia da Universidade do Novo México (EUA) não vem de uma preocupação propriamente com as doenças infecciosas, mas com a relação negativa entre elas e o coeficiente de inteligência (QI). A suspeita de Christopher Eppig e equipe partiu do fato de que alguns parasitas se alimentam de partes do corpo humano e a reposição desse dano tem alto custo energético – uma energia que poderia ser descontada da atividade cerebral. Em um recém-nascido, 87% das calorias absorvidas na alimentação vai para o cérebro – porcentagem que cai para 23% na fase adulta. Daí a preocupação em se saber como doenças que “roubam” energia das crianças pode afetar seu desenvolvimento intelectual. Causas da inteligência A diarreia, por exemplo, é apontada como maior causa de morte em crianças com menos de cinco anos. No Brasil, a doença mata sete crianças por dia. As que sobrevivem provavelmente são prejudicadas em sua atividade cerebral. Isso porque, enquanto o cérebro é a parte do corpo que mais gasta energia, o sistema imunológico é o segundo. Aos cinco anos de idade, metade da energia consumida vai para o cérebro. Quando a criança adoece, a ativação do sistema imunológico passa a exigir mais de 30% das calorias que ela ingere. Diversos estudos nos últimos anos procuraram relacionar o coeficiente de inteligência com causas biológicas. Já se evidenciou, por exemplo, que a simetria do corpo tem relação direta com a qualidade do cérebro, devido a uma maior capacidade pulmonar. A obesidade também foi constatada como fator de baixo desenvolvimento cerebral, enquanto a longevidade está ligada aos altos QIs. As pesquisas mais recentes mostraram que os fatores educação e complexidade do emprego também são influências positivas do QI, que se liga negativamente a fatores como mortalidade infantil e clima. Relação direta Apresentada aos jornalistas ontem durante o fórum Água em Pauta, em Jundiaí (SP), a pesquisa de Eppig não se soma aos estudos anteriores, mas procura integrá-los: doenças infecciosas também prejudicam a formação simétrica do corpo, enquanto o clima de altas temperatura e umidade – já anteriormente apontado como fator para um baixo QI na média populacional – é ainda um fator de proliferação de doenças tropicais, como a malária. Para provar a relação, mediu-se a média de QI populacional em 184 países, usando testes, como de Raven, que não usam números ou letras e cuja avaliação e, portanto, independem da cultura dos avaliados. Os resultados foram comparados com os “DALYs” de cada país - um DALY, unidade usada pela Organização Mundial de Saúde, significa um ano perdido com doenças infecciosas a cada 100 mil habitantes. No Brasil, os 1628 DALYs corresponderam a um QI médio. Com 13 milhões de habitantes sem acesso a banheiro (OMS/UNICEF), o país é o nono nesse ranking mundial “da vergonha”. Outra direção Os gráficos que cruzam os dados de QI e DALYs desenham retas diagonais, provando uma relação direta tanto em âmbito internacional quanto em focos regionais. “Mas a melhor variável não é a única”, inflexiona Eppig. “Há outra direção nessa lógica”, ele previne, antes que a conclusão seja a simples constatação de que é preciso cuidar das doenças infecciosas. “Talvez pessoas mais inteligentes sofram menos com o desgaste de uma infecção. Com mais educação, menos pessoas se infeccionam. Parte dos casos de obesidade é causada pelas infecciosas. Em um país mais rico, é possível investir mais em saúde, o que também contribui para a longevidade”, dispara o pesquisador, ressalvando em seguida que “riqueza não significa disposição para investir”. No Brasil, onde há mais redes de telefonia do que de esgoto, faleceram no hospital 2409 vítimas de infecções gastrointestinais em 2009. Delas, 1277 poderiam ser salvas pelo acesso universal ao saneamento básico. Hoje não se sabe se é possível reverter os danos causados ao cérebro pelas doenças infecciosas. Mas o pesquisador sugeriu em sua apresentação três reversões de prioridade nas políticas públicas: medicina preventiva, educação e saneamento básico. Na oportunidade, a representante do Instituto Trata Brasil, Milena Serro, desejou “que a política seja usada para se fazer o saneamento, e não o contrário.” (Envolverde) (Agência Envolverde) | |
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terça-feira, 22 de março de 2011
SANEAMENTO E DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Agricultura no município do Rio de Janeiro
Acabo de receber e-mail sobre a importância da agricultura neste município e trancrevo parte dele:
Viviane:
Em 19 de julho de 2010 09:00, Viviane Oliveiraescreveu:
Ingo, bom dia, tenho contatos em Vargem Grande, Seropédica, Campo grande e estou batalhando para reuní-los, o problema é que aquelas reuniões do CIEP, só serviram para criar mais descrença em qualquer tipo de ajuda, e esses produtores estão querendo se reunir de forma a serem um associação independente de qualquer apoio governamental. Fico em cima do muro. Se conseguir de fato reuní-los, tenho vou conseguir guiar o grupão para a melhor proposta. Todos esses de meu conhecimento são pequenos produtores como Memeu e eu, ou pouco maiores do que nós, há uma descrença generalizada de que os grandes produtores se estiverem envolvidos vão bloquear o crescimento dos paquenos, acreditam que verbas agrícolas só acontecem para os grandes, olha! tudo muito difícil. Apresente uma proposta concreta, objetiva que envolva uma liberação de verba imediata para cada produtor, mesmo que essa verba tenha um destino objetivo por ex. destinada à sombrite vasos ou ao espaço de comercialização destinado à produtores, o que tenho vários inclusive um que acho ótima opção que é na Vargem Pequena em frente à Record, existe também a opção de utilizar o espaço destinado na prefeitura para essa finalidade que é ao entre a sagap e antigo anjos do Rio em frente ao posto Ipiranga próx. à Fazenda Modelo. Precisamos de mais ação, se conseguirmos alguma coisa neste sentido objetivo/imediato conseguimos todos os produtores unidos num só objetivo "o cescimento individual dentro de um gupo cescendo junto e colocando o estado num ranking de produtor à nível nacional" Por favor não deixe de responder, estou batalhando um grupo de 50 à 100 produtores. Obrigada Viviane
Responde Ingo:
temos uma grande luta para conseguir apoio dos pequenos agricultores, mas o fato é o seguinte:
O nosso municipio não tem Secretaria de agricultura e querem extinguir em etapas a possibilidade de se pagar INCRA, pois querem recolher IPTU.
Se querem verbas antes de agir, isto não existe.
Se não há agricultura, não se obtem credito agricola nem Pronaf ( que é verba federal).
Deverá haver um movimento para exigir a mudança na legislação municipal que mostre que a agricultura existe sim.
Para isto deveriamos organizar passeata e ir na Alerj e reinvindicar a existencia do setor.
Este é o primeiro passo.
Querer verbas será o segundo passo.
Sem agricultura não haverá agua limpa nesta cidade, pois a agricultura precisa de nascentes e água limpa para poder existir e ai atrás tem que existir a floresta.
Se todos venderem seus sitios ao redor da cidade, vão virar condominios clandestinos e favelas.
Os filhos dos agricultores tem que ter estimulo para continuar no trabalho dos pais.
Para isto temos que agir e mostrar que a agricultura existe, a receita pode ser menor que industrias , mas mantem parte da popuulação fora das favelas e haverá verde .
A sustentabilidade do planeta mostra que os produtos tem que vir de perto, para reduzir os fretes.
O Rio de Janeiro tem agricultura e querem sufocar ela até morrer.
Nós vamos achar os meios de reverter esta situação.
Quem mais pode se pronunciar e apresentar soluções e ideias de ação concreta???
abços, Ingo
Viviane:
Em 19 de julho de 2010 09:00, Viviane Oliveira
Ingo, bom dia, tenho contatos em Vargem Grande, Seropédica, Campo grande e estou batalhando para reuní-los, o problema é que aquelas reuniões do CIEP, só serviram para criar mais descrença em qualquer tipo de ajuda, e esses produtores estão querendo se reunir de forma a serem um associação independente de qualquer apoio governamental. Fico em cima do muro. Se conseguir de fato reuní-los, tenho vou conseguir guiar o grupão para a melhor proposta. Todos esses de meu conhecimento são pequenos produtores como Memeu e eu, ou pouco maiores do que nós, há uma descrença generalizada de que os grandes produtores se estiverem envolvidos vão bloquear o crescimento dos paquenos, acreditam que verbas agrícolas só acontecem para os grandes, olha! tudo muito difícil. Apresente uma proposta concreta, objetiva que envolva uma liberação de verba imediata para cada produtor, mesmo que essa verba tenha um destino objetivo por ex. destinada à sombrite vasos ou ao espaço de comercialização destinado à produtores, o que tenho vários inclusive um que acho ótima opção que é na Vargem Pequena em frente à Record, existe também a opção de utilizar o espaço destinado na prefeitura para essa finalidade que é ao entre a sagap e antigo anjos do Rio em frente ao posto Ipiranga próx. à Fazenda Modelo. Precisamos de mais ação, se conseguirmos alguma coisa neste sentido objetivo/imediato conseguimos todos os produtores unidos num só objetivo "o cescimento individual dentro de um gupo cescendo junto e colocando o estado num ranking de produtor à nível nacional" Por favor não deixe de responder, estou batalhando um grupo de 50 à 100 produtores. Obrigada Viviane
Responde Ingo:
temos uma grande luta para conseguir apoio dos pequenos agricultores, mas o fato é o seguinte:
O nosso municipio não tem Secretaria de agricultura e querem extinguir em etapas a possibilidade de se pagar INCRA, pois querem recolher IPTU.
Se querem verbas antes de agir, isto não existe.
Se não há agricultura, não se obtem credito agricola nem Pronaf ( que é verba federal).
Deverá haver um movimento para exigir a mudança na legislação municipal que mostre que a agricultura existe sim.
Para isto deveriamos organizar passeata e ir na Alerj e reinvindicar a existencia do setor.
Este é o primeiro passo.
Querer verbas será o segundo passo.
Sem agricultura não haverá agua limpa nesta cidade, pois a agricultura precisa de nascentes e água limpa para poder existir e ai atrás tem que existir a floresta.
Se todos venderem seus sitios ao redor da cidade, vão virar condominios clandestinos e favelas.
Os filhos dos agricultores tem que ter estimulo para continuar no trabalho dos pais.
Para isto temos que agir e mostrar que a agricultura existe, a receita pode ser menor que industrias , mas mantem parte da popuulação fora das favelas e haverá verde .
A sustentabilidade do planeta mostra que os produtos tem que vir de perto, para reduzir os fretes.
O Rio de Janeiro tem agricultura e querem sufocar ela até morrer.
Nós vamos achar os meios de reverter esta situação.
Quem mais pode se pronunciar e apresentar soluções e ideias de ação concreta???
abços, Ingo
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terça-feira, 11 de maio de 2010
A matança continua
Por outro lado, mais de 100 milhões de crianças ficam sem escola anualmente em todo o mundo. O triste disso é que somente com o que é gasto com produtos de beleza no Reino Unido seria suficiente para mantê-las estudando.
Sempre podemos fazer mais e melhor do que temos feito.
sábado, 19 de setembro de 2009
Abate Humanitário de Animais
Rildo Silveira Carvalho
Natural de Cruzília, MG, professor da Rede Municipal de Ensino de Caxambu, MG e Personal Trainner. Formado em Educação Física pela Unincor de Caxambu e Pós-Graduado em Fisiologia e Nutrição Esportiva pela Unincor de Três Corações.
Vegetariano há 18 anos e palestrante sobre o tema.
e:mail: rildosilveira@yahoo.com.br
Abate humanitário pode ser definido como o conjunto de procedimentos técnicos e científicos que garantem o bem-estar dos animais destinados ao consumo, desde o embarque na propriedade rural até a operação de sangria no matadouro-frigorífico.
Conceito esse, definido e estampado exclusivamente sob a ótica do lucro.
Tal processo envolve cuidados específicos no embarque, transporte, desembarque no abatedouro, acondicionamento nos galpões de espera, descanso e dieta hídrica, banho de aspersão, condução até a linha de abate, o atordoamento ou insensibilização e finalmente a sangria dos animais.
No transporte, o stress pode provocar contusões e morte.
As contusões afetam a qualidade da carcaça e a privação de alimento e água conduzem à perda de peso do animal.
O stress físico ocasiona a depleção do glicogênio muscular, resultando numa carne dura e escura.
Todos esses fatores afetam o bem estar do animal, mas é um pretexto para encobrir o mal estar daqueles que tiram vantagem do abate de animais: a perda econômica.
O descanso ou dieta hídrica é o tempo necessário para que os animais se recuperem totalmente das perturbações surgidas pelo deslocamento desde o local de origem até ao estabelecimento de abate.
Torna-se interessante o animal readquirir sua normalidade fisiológica, reduzir o conteúdo gástrico para facilitar a evisceração da carcaça e restabelecer as reservas de glicogênio muscular. Estando eles descansados, fornecem uma carne melhor, mais lucrativa, deixando aqueles que tiram vantagens do abate, mais calmos também.
O banho de aspersão foi adotado em substituição ao banho de imersão, evitando deslizamento ou quedas, não danificando a carcaça. As contusões devem ser mínimas, não por causa do animal, mas por melhorar a qualidade final do produto e gerando melhor economia.
A condução até a linha de abate deve ser executada de maneira menos estressante possível. As linhas de condução possuem a forma circular, facilitando sua locomoção uma vez que estes não conseguirão enxergar o que os está esperando à sua frente, avançando com mais facilidade.
São evitados o uso de porretes e objetos pontiagudos, que poderão danificar a carne, o couro e o lucro.
O atordoamento ou insensibilização, conforme o animal é feito por pistola pneumática de penetração, corte da medula ou choupeamento, eletronarcose, processos químicos e algumas vezes, marreta. Instrumentos esses, classificados como "humanitários"...
Finalmente a sangria, realizada pela abertura sagital da barbela com uma ou duas facas. Devido ao pH alto e ao grande teor protéico, o sangue tem uma rápida putrefação. Logo, a capacidade de conservação da carne mal sangrada é muito limitada. Além disso, constitui um problema de aspecto para o consumidor. Portanto, a eficiência da sangria é considerada uma exigência importante das operações de abate para obtenção de um produto de alta qualidade, com preços superiores.
O termo “abate humanitário” é uma bravata verbal criada por aqueles que lucram com essa prática.
É um discurso que expressa a preocupação com o bem-estar do animal, mas que na verdade esconde um sistema cujo único propósito é a economia, através de menores prejuízos.
A preocupação não é com o bem estar do animal, e sim com o maior retorno financeiro que deverá surgir em decorrência das menores perdas durante as operações de abate dos animais e a melhora na qualidade final do produto.
Como os eventos que se sucedem desde a propriedade rural até o abate do animal tinham grande influência na qualidade da carne e no seu preço final, implantaram uma operação tecnológica de alto nível científico, uma cientificidade para matar.
O termo "abate", significa o ato ou efeito de abater animais para o consumo.
O termo "humanitário" significa bondoso, benfeitor, aquele que é humano, que ama.
Abater e amar. Dois termos antagônicos para tentar justificar a industrialização da morte.
Ao tentar minimizar a transgressão pelo assassinato de milhões de animais, estamos desensibilizando as pessoas no tocante ao valor da vida, como se ao reduzir o sofrimento, nos isentamos de culpa.
Poderíamos então, dessa forma, criar a “pena de morte humanitária”.
Será ainda humanitarismo os animais nos matadouros cheirar, ouvir e, muitas vezes, ver o abate dos outros animais que estão à frente deles?
Estabeleceram o termo "carne ética" evitando proferirem "morte ética". E sendo o abate humanitário e a morte ética, porque não estampar as fotos internas dos matadouros nas embalagens? E alguém teria coragem de assistir ao abate industrial em série, ainda que dito "humanitário"?
Pressupõe-se, dessa forma, que os animais sejam “produtos” eticamente aceitáveis.
Criar animais para alimento, independente do rótulo, continua sendo uma atividade prejudicial ao meio-ambiente e um desperdício de alimentos que poderiam ser usados diretamente pelos seres humanos, a um preço muito menor que sua carne.
A criação de animais cuja única finalidade é a matança, ultraja as pessoas em sua dignidade, sendo cruel e extraindo todo o humanismo daqueles envolvidos, tanto no processo de produção quanto no de consumo.
Temos um caminho inteligente a seguir, o de racionalizar e nos tornarmos vegetarianos.
Ou banalizar e chamar a morte de “limpa”, mesmo sabendo do sofrimento de um animal para ser nossa vítima, as condições as quais nasceu, foi criado e abatido.
Ao desconsiderarmos tudo isso, estamos sendo indignos em nossa condição de humanos.
Morte “limpa” é uma fantasmagoria pregada por aqueles interessados em continuar essas práticas hediondas e lucrativas.
Os animais têm consciência da vida e por conseqüência, da morte também.
E os que afirmam o contrário, provavelmente não terão ambos.
O sistema capitalista atropela boa parte das pessoas e procura impor-nos um modo de vida padronizado, baseando e direcionado-nos ao consumismo. Desse modo, propuseram esse antagonismo esdrúxulo, o “abate humanitário de animais”, esperando que não reflitamos e, consequentemente, os empresários ávidos pelo lucro dessas práticas, não sejam questionados.
Esse mesmo capitalismo avassalador fomenta igualmente os meios de comunicação hoje em dia que pouca ou nenhuma crítica fazem aos assuntos relacionados à matança de animais. Comportam-se alheios e estáticos ao sofrimento deles, aos danos causados pelo consumo de carne, como doenças, escassez de água, poluição e a derrubada de nossas últimas florestas para a formação de pastagens e produção de grãos exclusivamente para alimentação animal.
Ao lobby dessa carnificina, interessa apenas que a população se torne mais alienada, de forma a não cobrarem as conseqüências dos animais serem continuamente explorados e tratados como máquinas, sem direito à defesa e dando cada vez mais, lucro a eles. Se essas verdades vierem a público, serão eles, e não a humanidade, que passarão fome.
Podemos, como fantoches, nos refugiar no comodismo da ignorância. Ou podemos, como verdadeiros seres humanos, refletir, exprimindo nossa vontade própria. Temos de impor nossa coragem dizendo a essas pessoas, que abate humanitário é o mesmo antagonismo que subir pra baixo. Ou descer pra cima, se eles assim preferirem.
Desejo um dia, que possamos integrar uma civilização menos mesquinha e mais altruísta. E se tivermos que ter nossas consciências manipuladas, que seja para difundir esses ideais de liberdade para todas as criaturas do mundo.
Um abraço, realmente humanitário, a todos.
Natural de Cruzília, MG, professor da Rede Municipal de Ensino de Caxambu, MG e Personal Trainner. Formado em Educação Física pela Unincor de Caxambu e Pós-Graduado em Fisiologia e Nutrição Esportiva pela Unincor de Três Corações.
Vegetariano há 18 anos e palestrante sobre o tema.
e:mail: rildosilveira@yahoo.com.br
Abate humanitário pode ser definido como o conjunto de procedimentos técnicos e científicos que garantem o bem-estar dos animais destinados ao consumo, desde o embarque na propriedade rural até a operação de sangria no matadouro-frigorífico.
Conceito esse, definido e estampado exclusivamente sob a ótica do lucro.
Tal processo envolve cuidados específicos no embarque, transporte, desembarque no abatedouro, acondicionamento nos galpões de espera, descanso e dieta hídrica, banho de aspersão, condução até a linha de abate, o atordoamento ou insensibilização e finalmente a sangria dos animais.
No transporte, o stress pode provocar contusões e morte.
As contusões afetam a qualidade da carcaça e a privação de alimento e água conduzem à perda de peso do animal.
O stress físico ocasiona a depleção do glicogênio muscular, resultando numa carne dura e escura.
Todos esses fatores afetam o bem estar do animal, mas é um pretexto para encobrir o mal estar daqueles que tiram vantagem do abate de animais: a perda econômica.
O descanso ou dieta hídrica é o tempo necessário para que os animais se recuperem totalmente das perturbações surgidas pelo deslocamento desde o local de origem até ao estabelecimento de abate.
Torna-se interessante o animal readquirir sua normalidade fisiológica, reduzir o conteúdo gástrico para facilitar a evisceração da carcaça e restabelecer as reservas de glicogênio muscular. Estando eles descansados, fornecem uma carne melhor, mais lucrativa, deixando aqueles que tiram vantagens do abate, mais calmos também.
O banho de aspersão foi adotado em substituição ao banho de imersão, evitando deslizamento ou quedas, não danificando a carcaça. As contusões devem ser mínimas, não por causa do animal, mas por melhorar a qualidade final do produto e gerando melhor economia.
A condução até a linha de abate deve ser executada de maneira menos estressante possível. As linhas de condução possuem a forma circular, facilitando sua locomoção uma vez que estes não conseguirão enxergar o que os está esperando à sua frente, avançando com mais facilidade.
São evitados o uso de porretes e objetos pontiagudos, que poderão danificar a carne, o couro e o lucro.
O atordoamento ou insensibilização, conforme o animal é feito por pistola pneumática de penetração, corte da medula ou choupeamento, eletronarcose, processos químicos e algumas vezes, marreta. Instrumentos esses, classificados como "humanitários"...
Finalmente a sangria, realizada pela abertura sagital da barbela com uma ou duas facas. Devido ao pH alto e ao grande teor protéico, o sangue tem uma rápida putrefação. Logo, a capacidade de conservação da carne mal sangrada é muito limitada. Além disso, constitui um problema de aspecto para o consumidor. Portanto, a eficiência da sangria é considerada uma exigência importante das operações de abate para obtenção de um produto de alta qualidade, com preços superiores.
O termo “abate humanitário” é uma bravata verbal criada por aqueles que lucram com essa prática.
É um discurso que expressa a preocupação com o bem-estar do animal, mas que na verdade esconde um sistema cujo único propósito é a economia, através de menores prejuízos.
A preocupação não é com o bem estar do animal, e sim com o maior retorno financeiro que deverá surgir em decorrência das menores perdas durante as operações de abate dos animais e a melhora na qualidade final do produto.
Como os eventos que se sucedem desde a propriedade rural até o abate do animal tinham grande influência na qualidade da carne e no seu preço final, implantaram uma operação tecnológica de alto nível científico, uma cientificidade para matar.
O termo "abate", significa o ato ou efeito de abater animais para o consumo.
O termo "humanitário" significa bondoso, benfeitor, aquele que é humano, que ama.
Abater e amar. Dois termos antagônicos para tentar justificar a industrialização da morte.
Ao tentar minimizar a transgressão pelo assassinato de milhões de animais, estamos desensibilizando as pessoas no tocante ao valor da vida, como se ao reduzir o sofrimento, nos isentamos de culpa.
Poderíamos então, dessa forma, criar a “pena de morte humanitária”.
Será ainda humanitarismo os animais nos matadouros cheirar, ouvir e, muitas vezes, ver o abate dos outros animais que estão à frente deles?
Estabeleceram o termo "carne ética" evitando proferirem "morte ética". E sendo o abate humanitário e a morte ética, porque não estampar as fotos internas dos matadouros nas embalagens? E alguém teria coragem de assistir ao abate industrial em série, ainda que dito "humanitário"?
Pressupõe-se, dessa forma, que os animais sejam “produtos” eticamente aceitáveis.
Criar animais para alimento, independente do rótulo, continua sendo uma atividade prejudicial ao meio-ambiente e um desperdício de alimentos que poderiam ser usados diretamente pelos seres humanos, a um preço muito menor que sua carne.
A criação de animais cuja única finalidade é a matança, ultraja as pessoas em sua dignidade, sendo cruel e extraindo todo o humanismo daqueles envolvidos, tanto no processo de produção quanto no de consumo.
Temos um caminho inteligente a seguir, o de racionalizar e nos tornarmos vegetarianos.
Ou banalizar e chamar a morte de “limpa”, mesmo sabendo do sofrimento de um animal para ser nossa vítima, as condições as quais nasceu, foi criado e abatido.
Ao desconsiderarmos tudo isso, estamos sendo indignos em nossa condição de humanos.
Morte “limpa” é uma fantasmagoria pregada por aqueles interessados em continuar essas práticas hediondas e lucrativas.
Os animais têm consciência da vida e por conseqüência, da morte também.
E os que afirmam o contrário, provavelmente não terão ambos.
O sistema capitalista atropela boa parte das pessoas e procura impor-nos um modo de vida padronizado, baseando e direcionado-nos ao consumismo. Desse modo, propuseram esse antagonismo esdrúxulo, o “abate humanitário de animais”, esperando que não reflitamos e, consequentemente, os empresários ávidos pelo lucro dessas práticas, não sejam questionados.
Esse mesmo capitalismo avassalador fomenta igualmente os meios de comunicação hoje em dia que pouca ou nenhuma crítica fazem aos assuntos relacionados à matança de animais. Comportam-se alheios e estáticos ao sofrimento deles, aos danos causados pelo consumo de carne, como doenças, escassez de água, poluição e a derrubada de nossas últimas florestas para a formação de pastagens e produção de grãos exclusivamente para alimentação animal.
Ao lobby dessa carnificina, interessa apenas que a população se torne mais alienada, de forma a não cobrarem as conseqüências dos animais serem continuamente explorados e tratados como máquinas, sem direito à defesa e dando cada vez mais, lucro a eles. Se essas verdades vierem a público, serão eles, e não a humanidade, que passarão fome.
Podemos, como fantoches, nos refugiar no comodismo da ignorância. Ou podemos, como verdadeiros seres humanos, refletir, exprimindo nossa vontade própria. Temos de impor nossa coragem dizendo a essas pessoas, que abate humanitário é o mesmo antagonismo que subir pra baixo. Ou descer pra cima, se eles assim preferirem.
Desejo um dia, que possamos integrar uma civilização menos mesquinha e mais altruísta. E se tivermos que ter nossas consciências manipuladas, que seja para difundir esses ideais de liberdade para todas as criaturas do mundo.
Um abraço, realmente humanitário, a todos.
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009
PROGRAMA "NO LIMITE"; que limite?
PROGRAMA "NO LIMITE"; que limite?
A bestialidade do homem das cavernas não supera as imagens apresentadas pelo programa "No Limite" que não apresenta limites como responsabilidade do que ventila para o tele-espectador.
O intrumento de mída, como a TV, é como uma arma que para a sua utilização adequada deve haver treinamento e momento reflexivo anterior à liberação de cada cena.
Crianças e jovens assistem estes programas de mau gosto e sem conteúdo educativo e/ou informativo, onde uma sociedade reclama da violência e da falta de valores.
A sociedade acostumou-se ao silêncio e, nada nem ninguém, se coloca na barreira da oposição - que pena, o "laisser faire, laisser passer" de antes trouxe-nos uma sociedade completamente confusa, onde perdemos a nós mesmos...
- Vamos deixar a "coisa" continuar???????? Onde fica a autoridade de pais e mães, de educadores, qual a parcela que nos resta nesta balburdia onde os extremos se tocam sem muito esforço?
A falta de amor próprio dificulta a visão do que é certo e errado e estamos completamente cegos, num mundo onde o respeito à vida é bestializado.
Att.: Lucette Morais
A bestialidade do homem das cavernas não supera as imagens apresentadas pelo programa "No Limite" que não apresenta limites como responsabilidade do que ventila para o tele-espectador.
O intrumento de mída, como a TV, é como uma arma que para a sua utilização adequada deve haver treinamento e momento reflexivo anterior à liberação de cada cena.
Crianças e jovens assistem estes programas de mau gosto e sem conteúdo educativo e/ou informativo, onde uma sociedade reclama da violência e da falta de valores.
A sociedade acostumou-se ao silêncio e, nada nem ninguém, se coloca na barreira da oposição - que pena, o "laisser faire, laisser passer" de antes trouxe-nos uma sociedade completamente confusa, onde perdemos a nós mesmos...
- Vamos deixar a "coisa" continuar???????? Onde fica a autoridade de pais e mães, de educadores, qual a parcela que nos resta nesta balburdia onde os extremos se tocam sem muito esforço?
A falta de amor próprio dificulta a visão do que é certo e errado e estamos completamente cegos, num mundo onde o respeito à vida é bestializado.
Att.: Lucette Morais
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domingo, 15 de março de 2009
UMA FESTA DE ALFABETIZAÇÃO

UMA FESTA DE ALFABETIZAÇAO
Kátia Regina Coutinho
Mais uma história qualquer, de uma festa qualquer?
Não...uma história sim, de uma festa sim...igual a tantas festas por este Brasil afora, mas não uma festa qualquer. A história de uma festa que faz o Brasil cá de baixo pensar.
A história nasce no Alfabetização Solidária, projeto em que trabalho em minha universidade há muitos anos. Atualmente minha atuação é como coordenadora responsável pela alfabetização de jovens e adultos em um pequeno município do interior do Estado de Alagoas. Nem Zona do Agreste pura, nem Sertão declarado ainda.
É para este lugar pequenininho, cuja área urbana fica como que incrustada na terra, agarrando-se fortemente a um pequeno morro da região. que eu viajava quase todos os meses para acompanhar o andamento do Programa, das salas de aula, da atuação dos alfabetizadores, dos responsáveis no município e, principalmente, de como anda a aprendizagem e a vida daqueles a quem nos propomos ensinar a ler, a escrever e a melhor viver, quem nos dera, depois de poderem transmitir e receber os recados da vida com as próprias mãos e olhos!
O município tem cerca de cinco mil (5000) habitantes, quase todos da zona rural e os alunos da alfabetização de adultos, na sua esmagadora maioria, são moradores espalhados pela bonita área rural do município, cercados especialmente por plantações de fumo, de milho e feijão (aquele chamado "de corda" que a gente do Sul e do Sudeste, inveja e importa). São trabalhadores da roça, gente simples e bonita, que dá valor a cada ato do seu dia como se fosse o ato mais importante de toda sua vida.
Eles têm, no caso deste município, entre 16 e 86 anos, todos vividos ali mesmo, na terra que eles cultivam e da qual comem o feijão, o milho, a macaxeira (para nós, sulistas, a mandioca), a manga, a jaca, fazem o cuscuz e o mungunzá, a canjica ou o velho e bom curau e a pamonha.
Todo semestre matriculam-se novos alunos para as classes montadas, na esperança que os que começaram a alfabetizar-se no que os alunos chamam de "Solidária", migrem para a Educação de Jovens e Adultos do município e aí continuem seus estudos.
O que acontece em todos os finais de semestre é uma tristeza muito grande, sentida por eles e repartida conosco da Universidade. Isto porque grupos que se formam e constituem-se como aliados numa guerra difícil que é o analfabetismo, separam-se em alguns meses e dispersam-se como grupo em outras salas, quando não abandonam de vez a escola e a esperança de aprender. Nem chega a parecer absurdo este abandono quando conhecemos as condições de algumas salas de aula cuja iluminação, em muitas delas, é feita com lampião a gás. O percurso até a escola onde estao instaladas as salas é feito a pé em regiões inóspitas e a volta, já com escuridão total no meio do mato ou do nada, não é lá muito convidativa. Mesmo assim, com os olhos e a vida cansada, eles perseguem o sonho da libertação dos olhos e das mãos dos outros para lerem e escreverem sozinhos. E fazem festa quando lá chegamos.
Desta vez a festa foi organizada por três dos alfabetizadores que juntaram muitos dos seus e dos alunos de outras classes e nos fizeram uma surpresa de fim de semestre. Juntar neste caso significa juntar vontade e juntar dinheiro.
No penúltimo dia de nossa estada no município, um dos professores me avisou que teríamos uma festa na escola dele naquela noite e que eu era a convidada especial. Disse ainda ele com olhos espertos e brilhantes: "A senhora vai ver, vai ter um monte de coisas de comer e de falar." E lá fomos nós participar da festa com eles.
A chegada na escola foi interessante pois além dos alunos esperando dentro da escola, estavam também os filhos, os netos, esposos tanto dos alunos quanto dos professores e amigos, todos curiosos, pensava eu. O que eu só descobri mais tarde é que não eram grupos separados. Nossos professores alfabetizam também seus pais, seus avós, seus maridos, suas mulheres. Não é raro uma mesma sala ter mãe, o pai, os irmãos mais velhos, os avós, todos da família de nosso alfabetizador que conseguiu ir mais longe nos estudos.
E os demais da família, se não são alunos, são acompanhantes sérios do trabalho desenvolvido na comunidade e partícipes da festa. Os comentários mostram que eles acompanham o trabalho, torcem pelos que conseguem e choram pelos que desistem.
Depois das apresentações, re-apresentaçoes (alguns desses alunos tínhamos visto apenas uma vez no Módulo todos, visto que nem sempre conseguimos visitar todas as salas da zona rural em uma só visita), vistas em cadernos, conversas sobre o curso e sobre seu final, chega a hora que me pareceu a mais esperada pelos que nos convidaram. Um professor me avisa que vão servir o que prepararam e eu, entre incrédula e emocionada, vejo-os entrar com o "monte de coisas".
Os alunos vão para a lousa junto com o respectivo professor que escreve em letras grandes: "OBRIGADO'.....e cada um de seus alunos escreve embaixo..."José, Cícera, Raimundo, Antonio, José, Josefa, Rosa, Delina, Adelson, Bertolina, Josean, Jailton, Luzia, Marleide, Nelzete, Rosineide, Everaldo, Umbelino, Bernardo, Cláudio Manuel, Serafim, das Dores, Mercedes, Carmo, Domingas, Clara, Maria do Roque, Dorotéia, Salestino, Antonia...e aí vão sendo escritos na pequena lousa de uma pequena escola de um sítiozinho de Alagoas...nomes do Brasil que nem sempre o Brasil conhece!
Eu nem lia direito os nomes nem via os rostos dos donos dos nomes com clareza porque realmente as minhas lágrimas impediam...sou chorona mesmo, mas aquela hora valeu cada lágrima e cada tentativa de leitura a mais de cada um dos nomes ali colocados. Foi um momento de agradecimento e de emoção.
Não bastasse isso, em seguida veio a comida...
Um bolo de milho (feito com o milho plantado e colhido por eles) coberto com o que me pareceu ser goiabada derretida em água - uma combinação que eu nunca tinha visto e que revelou-se para mim como manjar dos deuses naquela hora. Junto a um pequeno pedaço de bolo repartido (quase que milagrosamente pois o bolo me parecia pequeno no começo), eu os vi servir brigadeiros e um biscoito de leite. Mas não pensem que eram bandejas de brigadeiros ou de biscoitos distribuídos amplamente pelas pessoas em pratinhos separados.
Era um pedaço de bolo, um brigadeiro e um pequeno biscoito para cada um de nós. Para beber, serviram café quente pois mesmo lá no interior do Nordeste, as noites de inverno são mais frias que o calor do resto do ano mais seco para eles.
Eu, acostumada as festas de meus filhos, onde muito se estraga do que se faz para comer, nem sei se comportei-me direito tal a emoção ao vê-los tão felizes, tão satisfeitos, com o sentimento de estarmos todos em uma grande festa: emoção da festa da alfabetização iniciada neles, emoção da festa da alfabetização continuada em nós.
Na verdade, a maior festa que eu já fui. Não havia fartura de comida ou de bebida. Havia o suficiente para festejarmos a noite. Havia um início de projeto a ser continuado por eles e perseguido por nós.
Havia comida, café quente, um pequeno rádio tocando forró e muita solidariedade, muita conversa boa. A fartura foi de alegria, de sentimento de estar fazendo o melhor, fartura de comemoração pelo trabalho feito, pela organização da festa, pelo doce diferente (o brigadeiro de chocolate) que nem sempre tinham na mesa e naquela noite de festa era possível ter. Fartura de pessoas. Foi isso que eu senti.
Quis repartir a história dessa festa com mais pessoas. Para que a leiam e possam lembrar-se que, por vezes, estragamos muito...desperdiçamos muito sem fazer bom proveito do que temos.
Não só alimentos e bebidas, mas também ações, idéias, "muitas coisas" que desperdiçamos ao longo de nossas vidas. Ao chegar ao hotel, concluí que o professor fora muito humilde ao dizer que teríamos uma festa com um "monte de coisas" e que eu, ao ouvi-lo, havia pensado apenas em comidas e bebidas como as possíveis "coisas" da festa.
Ele estava certo, foi uma festa com muita coisa.
No fim da festa, que não acabou com o fim da comida (eles continuaram conversando, contando histórias, falando do professor, das aulas, do próximo semestre, de quem aprendeu mais, de que nem aprendeu ainda, quem já sabe ler a Bíblia, quem já ajuda os filhos com as tarefas da escola, quem já pensa em ir para a escola comum porque já não tem vergonha de nem saber o próprio nome), abraçei cada um deles.
Ao abraçá-los, cada um contava mais um pouquinho do filho, do pai, do amigo, da comadre. Do que cada um já consegue fazer com o que conseguem ler e escrever. E em cada abraço de despedida, eu ia me sentindo com mais pena. Não porque eu os estava deixando lá no interior do Nordeste brasileiro. Mas pena de mim porque tinha que vir embora deles.
Este não pretende ser apenas mais um relato de confraternização entre alfabetizadores, alunos, familiares, coordenadores e pessoas do local onde atuamos com o Programa Alfabetização Solidária. Este relato, na verdade, é o relato de uma festa de alfabetização, experiência verdadeira a ser repartida com muitas pessoas,principalmente aqueles que acreditam na possibilidade de um país alfabetizado e letrado.
Os resultados que vimos obtendo com nosso trabalho vão muito além dos resultados numéricos sobre pessoas alfabetizadas em cada Módulo. Os resultados a que nos referimos são os de caráter pessoal e social, aqueles que podem ser usados na vida de cada um de nossos alunos, no dia-a-dia de suas ruas, nas feiras, nos encontros familiares, nos rituais religiosos, nas visitas a mercados e farmácias, enfim, nas necessidades de cada um exercitar sua leitura e sua escrita no cotidiano mesmo. Esses são resultados relatados por eles mesmos na festa que organizaram.
Como conclusão: Alfabetizar vale a pena...!
Muito mais para eles do que para nós mas como é bom nos sabermos participantes desta festa.
Para mim e para eles, sem dúvida, uma festa de alfabetização!
sábado, 18 de outubro de 2008
Motoqueiros: trabalhadores no limíte da bandidagem
, Tive a infelicidade de enfrentar um engarrafamento na Marginal do Tieté nesta sexta feira, 17 de outubro de 2008. Os motoristas de automóveis comportavam-se acima do razoavelmente bem. Somente um ou outro ficava ziguezagueando de uma faixa para outra na tentativa de abreviar o tempo perdido no trânsito. Motoristas de caminhão faziam um espetáculo de civilidade ocupando as duas faixas da direita e com extrema paciência puxavam suas carretas.
Em dado momento, devido ao engarrafamento, fui forçado a parar o carro. Estava na pista pista 1, a da extrema esquerda da Marginal. Ingenuamente parei próximo à faixa, dificultando a passagem de motocicletas. O primeiro incomodado buzinou furiosamente e eu respondi com a buzina. Ganhei um soco no retrovizor e depois outro soco desferido pelo motoqueiro que vinha atrás. Por sorte minha, não quebraram o espelho. Fiquei observando o comportamento deles.
Dizem que morre ao menos um motoqueiro por dia no trânsito de São Paulo. Morrem mais pois não se computam os que morrem dias depois nos hospitais devido aos ferimentos sofridos nos acidentes nos quais se envolvem. Pior do que morrer, muitos ficam tetraplégicos, dependentes de alguém para lhes alimentar e higienizar, prover tratamentos médicos. Nós pagamos a conta do dinheiro perdido, resultado desses acidentes.
Motoqueiros trafegam entre as filas dos carros em velocidades que não lhes permitem defesa em caso de imprevistos. Vi um motoqueiro que quase atropela um automóvel por trás quando este mudou subitamente de uma fila para outra. Buzinam furiosamente, xingam furiosamente aqueles que param seus carros de forma a lhes dificultar a passagem, ainda que corretamente dentro das faixas de trânsito. Agem como se tivessem o direito de trafegar entre os veículos e como se nós todos tivéssemos a obrigação de pararmos nossos carros de forma a que possam utilizar livremente e alta velocidade o espaço entre os carros que param ou mesmo que trafegam em suas faixas. Buzinam furiosamente para que nos afastemos e possam nos ultrapassar, ainda que estejamos em velocidades mais altas, a 60, a 80 Km por hora...Nestas velocidades, querem nos ultrapassar passando entre as faixas de trânsito.
Motoqueiros são trabalhadores que apresentam comportamento limítrofe à bandidagem, que vemos com as violências que cometem ao chutarem os carros. Motoqueiros são seres humanos que dão muito pouco valor a suas vidas. Tratam-se com imenso desrespeito ao se exporem a riscos da forma como se expõem. Portanto, se dão-se tão pouco respeito, o que podemos esperar do comportamento deles em relação a nós?
Geram sofrimento para suas famílias, aqueles que as tem, e despesas para a sociedade com os acidentes que criam. Depois de publicado este texto, recebi o depoimento de uma pessoa que foi atropelada por um motoqueiro na faixa de pedestres, ao atravessar o sinal que estava verde para pedestres. Em seguida ao atropelamento, um outro motoqueiro parou e por puro "espírito de classe", passou a ajudar o atropelador a pressionar o atropelado!
..."é, só pra complementar, quando eu reclamei com ele, dizendo que o sinal estava fechado pra ele e aberto pra mim, ele gritou dizendo que tava vindo buzinando e eu que não tava prestando atenção" O que eles pensam que é a buzina deles, que direito sobrenatural é esse que eles tem sobre nós?
Isso é ou não é banditismo?
Motoqueiros existem também em outras cidades além de São Paulo. No Rio de Janeiro, onde moro, vejo problemas também. Posso estar sendo injusto, mas parece-me que os motoqueiros de São Paulo são mais violentos e irresponsáveis que os do Rio de Janeiro. Corrija-me quem tiver estatísticas confiáveis. Certamente há problemas com motoqueiros em outras megalópoles.
Os políticos que elegemos podem e devem agir de forma a impedir que os motoqueiros continuem a agir da forma que temos visto. Certamente o dinheiro que gastarão com ação policial e pardais, radares, que multem os que trafegam irregularmente, que discipline esses trabalhadores vândalos, irá ser recompensado com diminuição de despesas hospitalares e outras geradas pelos acidentes que criam e, ou se envolvem.
No entanto, de acordo com a tradicional inépcia de nossos políticos, é de se esperar que nada façam, ou que levem mais tempo e dinheiro na educação desses quase bandidos do que o fariam se fossem capazes e honestos. Portanto, proponho que passemos a refletir sobre este problema, que este texto seja repassado a todos os que dirigem automóveis e pilotam motocicletas em busca de soluções para o problema. Uma solução que me ocorre e para a qual acho que devemos nos reunir para discutir seria procurarmos nos colocar legalmente dentro das faixas de trânsito das avenidas em ziguezague de forma a naturalmente criarmos obstáculos à circulação ilegal de motos entre automóveis.
A idéia é posicionarmos nossos carros de forma a atrapalhar ligeiramente esses motoqueiros vândalos, sem que prejudiquemos nosso deslocamento. Aos poucos, mais e mais motoristas apertando...até que eles se vejam forçados a respeitar a lei.
Com isto, acredito que diminuiríamos muito a quantidade de acidentes envolvendo motos. Os mais corajosos começam. Aos poucos, mais e mais motoristas vão tomando coragem e pressionando mais e mais...Coisa para pensarmos e discutirmos.
Este espaço está aberto à publicação de contribuições.
Em dado momento, devido ao engarrafamento, fui forçado a parar o carro. Estava na pista pista 1, a da extrema esquerda da Marginal. Ingenuamente parei próximo à faixa, dificultando a passagem de motocicletas. O primeiro incomodado buzinou furiosamente e eu respondi com a buzina. Ganhei um soco no retrovizor e depois outro soco desferido pelo motoqueiro que vinha atrás. Por sorte minha, não quebraram o espelho. Fiquei observando o comportamento deles.
Dizem que morre ao menos um motoqueiro por dia no trânsito de São Paulo. Morrem mais pois não se computam os que morrem dias depois nos hospitais devido aos ferimentos sofridos nos acidentes nos quais se envolvem. Pior do que morrer, muitos ficam tetraplégicos, dependentes de alguém para lhes alimentar e higienizar, prover tratamentos médicos. Nós pagamos a conta do dinheiro perdido, resultado desses acidentes.
Motoqueiros trafegam entre as filas dos carros em velocidades que não lhes permitem defesa em caso de imprevistos. Vi um motoqueiro que quase atropela um automóvel por trás quando este mudou subitamente de uma fila para outra. Buzinam furiosamente, xingam furiosamente aqueles que param seus carros de forma a lhes dificultar a passagem, ainda que corretamente dentro das faixas de trânsito. Agem como se tivessem o direito de trafegar entre os veículos e como se nós todos tivéssemos a obrigação de pararmos nossos carros de forma a que possam utilizar livremente e alta velocidade o espaço entre os carros que param ou mesmo que trafegam em suas faixas. Buzinam furiosamente para que nos afastemos e possam nos ultrapassar, ainda que estejamos em velocidades mais altas, a 60, a 80 Km por hora...Nestas velocidades, querem nos ultrapassar passando entre as faixas de trânsito.
Motoqueiros são trabalhadores que apresentam comportamento limítrofe à bandidagem, que vemos com as violências que cometem ao chutarem os carros. Motoqueiros são seres humanos que dão muito pouco valor a suas vidas. Tratam-se com imenso desrespeito ao se exporem a riscos da forma como se expõem. Portanto, se dão-se tão pouco respeito, o que podemos esperar do comportamento deles em relação a nós?
Geram sofrimento para suas famílias, aqueles que as tem, e despesas para a sociedade com os acidentes que criam. Depois de publicado este texto, recebi o depoimento de uma pessoa que foi atropelada por um motoqueiro na faixa de pedestres, ao atravessar o sinal que estava verde para pedestres. Em seguida ao atropelamento, um outro motoqueiro parou e por puro "espírito de classe", passou a ajudar o atropelador a pressionar o atropelado!
..."é, só pra complementar, quando eu reclamei com ele, dizendo que o sinal estava fechado pra ele e aberto pra mim, ele gritou dizendo que tava vindo buzinando e eu que não tava prestando atenção" O que eles pensam que é a buzina deles, que direito sobrenatural é esse que eles tem sobre nós?
Isso é ou não é banditismo?
Motoqueiros existem também em outras cidades além de São Paulo. No Rio de Janeiro, onde moro, vejo problemas também. Posso estar sendo injusto, mas parece-me que os motoqueiros de São Paulo são mais violentos e irresponsáveis que os do Rio de Janeiro. Corrija-me quem tiver estatísticas confiáveis. Certamente há problemas com motoqueiros em outras megalópoles.
Os políticos que elegemos podem e devem agir de forma a impedir que os motoqueiros continuem a agir da forma que temos visto. Certamente o dinheiro que gastarão com ação policial e pardais, radares, que multem os que trafegam irregularmente, que discipline esses trabalhadores vândalos, irá ser recompensado com diminuição de despesas hospitalares e outras geradas pelos acidentes que criam e, ou se envolvem.
No entanto, de acordo com a tradicional inépcia de nossos políticos, é de se esperar que nada façam, ou que levem mais tempo e dinheiro na educação desses quase bandidos do que o fariam se fossem capazes e honestos. Portanto, proponho que passemos a refletir sobre este problema, que este texto seja repassado a todos os que dirigem automóveis e pilotam motocicletas em busca de soluções para o problema. Uma solução que me ocorre e para a qual acho que devemos nos reunir para discutir seria procurarmos nos colocar legalmente dentro das faixas de trânsito das avenidas em ziguezague de forma a naturalmente criarmos obstáculos à circulação ilegal de motos entre automóveis.
A idéia é posicionarmos nossos carros de forma a atrapalhar ligeiramente esses motoqueiros vândalos, sem que prejudiquemos nosso deslocamento. Aos poucos, mais e mais motoristas apertando...até que eles se vejam forçados a respeitar a lei.
Com isto, acredito que diminuiríamos muito a quantidade de acidentes envolvendo motos. Os mais corajosos começam. Aos poucos, mais e mais motoristas vão tomando coragem e pressionando mais e mais...Coisa para pensarmos e discutirmos.
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domingo, 21 de setembro de 2008
Ladrões, Assassinos, Candidatos
eLadrões, Assassinos, Candidatos
Como venho apontando há muito tempo, de modo geral, os piores de nós tem se candidatado a cargos eletivos nas esferas governamentais. Agora, são as eleições para vereadores e prefeito. O último prefeito, ainda em exercício, o Sr. César Maia, nada fez para melhorar os salários vergonhosos que paga a professores, enfermeiros e médicos. Gastou montanhas de dinheiro para construir aquele monstrengo na Av. das Américas que chama de Cidade da Música. Como bem o sabemos, professores, enfermeiros e médicos não pagam propinas aos políticos que lhes pagam salários com o dinheiro dos impostos que pagamos. No entanto, a história nos mostra que é muito comum empreiteiras pagarem propinas a políticos.
Ladrões os há não somente entre políticos, mas em todas as classes sociais. Aquela pessoa a quem muitos classificam como humilde e que faz gatos de energia elétrica para o ar condicionado de seu barraco, aquele que rouba energia para fazer caldo de cana na esquina ou na feira, aquele que rouba água da CEDAE, todos estes estão tornando nossa vida mais cara. Essas empresas repassam o prejuízo para as contas que todos nós pagamos.
Agora, temos candidatos que são suspeitíssimos quanto a suas intenções caso eleitos. Prometem atendimento médico. Não vi nenhum prometendo melhores salários para profissionais cujo trabalho esteja ligado à educação ou à saúde. Tenho visto também candidatos que são conhecidos pela população da Zona Oeste como assassinos. Assassinos e ladrões, claro.
Ao renunciarmos às matanças, seja de gente ou de animais, aos roubos, à violência sexual – é bom nos lembrarmos que muitas crianças ainda são violentadas pelo pai às vistas da própria mãe que nada fazendo para defendê-la de seu pai doente, torna-se cúmplice de um dos piores crimes que a humanidade comete contra si mesma – ao renunciarmos ao mau uso da palavra, às fofocas, às mentiras, à maledicência, ao renunciarmos a nos embebedarmos ou nos intoxicarmos com maconha ou cocaína, pior ainda, com crack, vendidas pelo traficante da boca, assim, com esse trabalho de formiguinha, estamos evitando tudo isso que não gostamos em nossa sociedade. Que futuro pode esperar para si uma pessoa que pendura caranguejos ao sol durante horas sob sol intenso, que futuro pode esperar para si uma pessoa que é capaz de colocar esse caranguejo que foi seqüestrado de sua lama, colocado a sofrer sem água, ao sol por horas a fio, coloca-o ainda vivo na água fervendo? Como pode essa pessoa ter seus pedidos de compaixão ouvidos pelos anjos se age de forma tão cruel com caranguejos, galinhas, porcos, vacas, ...crianças! O que pode esperar para si uma pessoa assim cruel? Quais são os candidatos que uma pessoa cruel e ignorante escolhe para governar nossas vidas?
Não temos sistema de governo melhor do que a democracia. O que podemos fazer é escolhermos melhor nossos candidatos. Votar em assassinos e ladrões significa dar a eles 4 anos de boa vida que serão destinados a infernizar nossas vidas. Significa que professoras serão mal pagas, nossos filhos ficarão sem aula, sem futuro. Significa que continuaremos a cair nos inúmeros buracos de nossas ruas. Que vai continuar a faltar água, que a Jabour continuará a nos servir com ônibus superlotados.
No entanto, tenho boas notícias. Meu carro quebrou em Santa Cruz e fui ao acaso procurar profisssionais, oficinas e casas de peças para automóveis. Fui muito bem atendido particularmente pela SR Pneus, em Campo Grande. Aqui em Ilha de Guaratiba agradeço ao socorro prestado pelo Sr. Dilson, mecânico e ao Carlinhos, filho do Pioco que está reformando com muito carinho uma Rural 4X4 65 que possuo desde o início dos anos 90. Só não posso elogiar o serviço de manutenção da HP, o atendimento dos clientes das pizzarias do Supermercado Zona Sul, da Tim, da Oi e da Jabour, empresas que ainda infernizam nossas vidas. Tenho história de maus serviços e maus atendimentos para contar dessas empresas...Se você tem alguma reclamação ou elogio a fazer, conte aqui.
Como venho apontando há muito tempo, de modo geral, os piores de nós tem se candidatado a cargos eletivos nas esferas governamentais. Agora, são as eleições para vereadores e prefeito. O último prefeito, ainda em exercício, o Sr. César Maia, nada fez para melhorar os salários vergonhosos que paga a professores, enfermeiros e médicos. Gastou montanhas de dinheiro para construir aquele monstrengo na Av. das Américas que chama de Cidade da Música. Como bem o sabemos, professores, enfermeiros e médicos não pagam propinas aos políticos que lhes pagam salários com o dinheiro dos impostos que pagamos. No entanto, a história nos mostra que é muito comum empreiteiras pagarem propinas a políticos.
Ladrões os há não somente entre políticos, mas em todas as classes sociais. Aquela pessoa a quem muitos classificam como humilde e que faz gatos de energia elétrica para o ar condicionado de seu barraco, aquele que rouba energia para fazer caldo de cana na esquina ou na feira, aquele que rouba água da CEDAE, todos estes estão tornando nossa vida mais cara. Essas empresas repassam o prejuízo para as contas que todos nós pagamos.
Agora, temos candidatos que são suspeitíssimos quanto a suas intenções caso eleitos. Prometem atendimento médico. Não vi nenhum prometendo melhores salários para profissionais cujo trabalho esteja ligado à educação ou à saúde. Tenho visto também candidatos que são conhecidos pela população da Zona Oeste como assassinos. Assassinos e ladrões, claro.
Ao renunciarmos às matanças, seja de gente ou de animais, aos roubos, à violência sexual – é bom nos lembrarmos que muitas crianças ainda são violentadas pelo pai às vistas da própria mãe que nada fazendo para defendê-la de seu pai doente, torna-se cúmplice de um dos piores crimes que a humanidade comete contra si mesma – ao renunciarmos ao mau uso da palavra, às fofocas, às mentiras, à maledicência, ao renunciarmos a nos embebedarmos ou nos intoxicarmos com maconha ou cocaína, pior ainda, com crack, vendidas pelo traficante da boca, assim, com esse trabalho de formiguinha, estamos evitando tudo isso que não gostamos em nossa sociedade. Que futuro pode esperar para si uma pessoa que pendura caranguejos ao sol durante horas sob sol intenso, que futuro pode esperar para si uma pessoa que é capaz de colocar esse caranguejo que foi seqüestrado de sua lama, colocado a sofrer sem água, ao sol por horas a fio, coloca-o ainda vivo na água fervendo? Como pode essa pessoa ter seus pedidos de compaixão ouvidos pelos anjos se age de forma tão cruel com caranguejos, galinhas, porcos, vacas, ...crianças! O que pode esperar para si uma pessoa assim cruel? Quais são os candidatos que uma pessoa cruel e ignorante escolhe para governar nossas vidas?
Não temos sistema de governo melhor do que a democracia. O que podemos fazer é escolhermos melhor nossos candidatos. Votar em assassinos e ladrões significa dar a eles 4 anos de boa vida que serão destinados a infernizar nossas vidas. Significa que professoras serão mal pagas, nossos filhos ficarão sem aula, sem futuro. Significa que continuaremos a cair nos inúmeros buracos de nossas ruas. Que vai continuar a faltar água, que a Jabour continuará a nos servir com ônibus superlotados.
No entanto, tenho boas notícias. Meu carro quebrou em Santa Cruz e fui ao acaso procurar profisssionais, oficinas e casas de peças para automóveis. Fui muito bem atendido particularmente pela SR Pneus, em Campo Grande. Aqui em Ilha de Guaratiba agradeço ao socorro prestado pelo Sr. Dilson, mecânico e ao Carlinhos, filho do Pioco que está reformando com muito carinho uma Rural 4X4 65 que possuo desde o início dos anos 90. Só não posso elogiar o serviço de manutenção da HP, o atendimento dos clientes das pizzarias do Supermercado Zona Sul, da Tim, da Oi e da Jabour, empresas que ainda infernizam nossas vidas. Tenho história de maus serviços e maus atendimentos para contar dessas empresas...Se você tem alguma reclamação ou elogio a fazer, conte aqui.
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