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sábado, 18 de setembro de 2010

REVISTA SCIENCE CRITICA MUDANÇA DO CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO



Revista Science publica crítica à mudança do Código Florestal brasileiro

Postado em 17/09/2010 ás 09h00 ciclovivo.com.br
A atual edição da revista estadunidense Science – reconhecida internacionalmente no meio científico – traz carta que alerta sobre os perigos da nova proposta do Código Florestal, em votação no Congresso Nacional.
Intitulado de “Perda da biodiversidade sem volta”, o texto tem autoria de Fernanda Michalski, professora do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Tropical da Universidade Federal do Amapá (Unifap); Darren Norris, do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp); e Carlos Peres, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido.
Segundo o documento, se a revisão do Código Florestal brasileiro for aprovada em sua forma atual, o resultado pode ser perdas irreversíveis em nossa biodiversidade. No texto, os pesquisadores apontam que as propriedades privadas correspondem a 39% do território brasileiro e são essenciais para a conservação da biodiversidade florestal.
Mas os “interesses de curto prazo de poderosos grupos econômicos, influentes proprietários de terra e políticos, ao diluir o Código Florestal, ignoram o valor das florestas privadas para a conservação”, afirmam os pesquisadores.
Fernanda explica que a manifestação é um complemento a outra carta publicada na Science, feita por pesquisadores ligados ao Programa Biota - Fapesp. A carta intitulada de “Legislação brasileira: retrocesso em velocidade máxima?”, foi publicada no dia 16 de julho.
O documento, publicado anteriormente, argumentava que as novas regras do Código Florestal reduzirão a restauração obrigatória da vegetação nativa, ilegalmente desmatada desde 1965. Com isso, as emissões de dióxido de carbono aumentarão consideravelmente. Além disso, o estudo diz que o novo código florestal, poderá ocasionar a “extinção de mais de 100 mil espécies, uma perda massiva que invalidará qualquer comprometimento com a conservação da biodiversidade”.
Segundo Fernanda, o objetivo foi colocar em evidência a modificação do código, que ameaça reduzir as Áreas de Proteção Permanente (APP). “A Science abre espaço para que possamos reforçar comentários de edições anteriores. Quisemos fazer isso para enfatizar um pouco mais o problema diretamente ligado à redução das APPs, que está sendo levantado na proposta de reforma do Código Florestal”, afirma a docente da Unifap.
Efeito de borda
O documento também afirma que a reforma da legislação brasileira vai “efetivamente condenar remanescentes florestais e a rebrota em terras privadas no maior país tropical da Terra”. Fernanda diz que a carta reforça uma questão relacionada a um possível aumento do “efeito de borda” – um alteração na estrutura, na composição ou na abundância de espécies na parte marginal da floresta, que acaba tendo impactos sobre a fauna e flora de toda a região.
“O efeito de borda se manifesta à medida que a permeabilidade da matriz aumenta, e cria uma série de efeitos adversos para a flora e para a fauna. Mas, além disso, nossas pesquisas revelaram um outro dado importante que merecia ser destacado: quando a área de proteção é reduzida a menos de 50 metros de cada lado da APP, o resultado é um aumento considerável na mortalidade das árvores”, afirma.
Segundo o texto, os proprietários rurais que seguirem a nova legislação vão acabar fragmentando a paisagem e reduzindo o valor de suas propriedades, por conta da erosão do solo e da má regulação da captação de água nas bacias hidrográficas.
Mas nem tudo está perdido: “A comunidade científica e ambiental, as organizações não governamentais e o Ministério do Meio Ambiente ainda podem se conciliar com os defensores da reforma do Código Florestal”, destacam os autores.
“Para isso, será preciso melhorar a comunicação entre os segmentos da sociedade, desenvolvendo alternativas de gestão inteligente do uso do solo na matriz agropecuária existente e evitando, com isso, a expansão de novas fronteiras de desmatamento”, completam.
Com informações do Estadão

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Agricultura no município do Rio de Janeiro

Acabo de receber e-mail sobre a importância da agricultura neste município e trancrevo parte dele:
Viviane:

Em 19 de julho de 2010 09:00, Viviane Oliveira escreveu:




Ingo, bom dia, tenho contatos em Vargem Grande, Seropédica, Campo grande e estou batalhando para reuní-los, o problema é que aquelas reuniões do CIEP, só serviram para criar mais descrença em qualquer tipo de ajuda, e esses produtores estão querendo se reunir de forma a serem um associação independente de qualquer apoio governamental. Fico em cima do muro. Se conseguir de fato reuní-los, tenho vou conseguir guiar o grupão para a melhor proposta. Todos esses de meu conhecimento são pequenos produtores como Memeu e eu, ou pouco maiores do que nós, há uma descrença generalizada de que os grandes produtores se estiverem envolvidos vão bloquear o crescimento dos paquenos, acreditam que verbas agrícolas só acontecem para os grandes, olha! tudo muito difícil. Apresente uma proposta concreta, objetiva que envolva uma liberação de verba imediata para cada produtor, mesmo que essa verba tenha um destino objetivo por ex. destinada à sombrite vasos ou ao espaço de comercialização destinado à produtores, o que tenho vários inclusive um que acho ótima opção que é na Vargem Pequena em frente à Record, existe também a opção de utilizar o espaço destinado na prefeitura para essa finalidade que é ao entre a sagap e antigo anjos do Rio em frente ao posto Ipiranga próx. à Fazenda Modelo. Precisamos de mais ação, se conseguirmos alguma coisa neste sentido objetivo/imediato conseguimos todos os produtores unidos num só objetivo "o cescimento individual dentro de um gupo cescendo junto e colocando o estado num ranking de produtor à nível nacional" Por favor não deixe de responder, estou batalhando um grupo de 50 à 100 produtores. Obrigada Viviane







Responde Ingo:

temos uma grande luta para conseguir apoio dos pequenos agricultores, mas o fato é o seguinte:


O nosso municipio não tem Secretaria de agricultura e querem extinguir em etapas a possibilidade de se pagar INCRA, pois querem recolher IPTU.

Se querem verbas antes de agir, isto não existe.

Se não há agricultura, não se obtem credito agricola nem Pronaf ( que é verba federal).

Deverá haver um movimento para exigir a mudança na legislação municipal que mostre que a agricultura existe sim.

Para isto deveriamos organizar passeata e ir na Alerj e reinvindicar a existencia do setor.

Este é o primeiro passo.

Querer verbas será o segundo passo.

Sem agricultura não haverá agua limpa nesta cidade, pois a agricultura precisa de nascentes e água limpa para poder existir e ai atrás tem que existir a floresta.

Se todos venderem seus sitios ao redor da cidade, vão virar condominios clandestinos e favelas.

Os filhos dos agricultores tem que ter estimulo para continuar no trabalho dos pais.

Para isto temos que agir e mostrar que a agricultura existe, a receita pode ser menor que industrias , mas mantem parte da popuulação fora das favelas e haverá verde .

A sustentabilidade do planeta mostra que os produtos tem que vir de perto, para reduzir os fretes.

O Rio de Janeiro tem agricultura e querem sufocar ela até morrer.

Nós vamos achar os meios de reverter esta situação.

Quem mais pode se pronunciar e apresentar soluções e ideias de ação concreta???



abços, Ingo

terça-feira, 30 de março de 2010

Créditos de Carbono

Escrito por: Juliana Placidi
A busca incansável dos países desenvolvidos em encontrar Políticas efetivas para Reduzir as Emissões do Desmatamento e Degradação sempre esbarra na falta de projetos qualificados para atender a essa necessidade. Estados Unidos, Japão e a Europa como um todo destacam-se como compradores em potencial de créditos de carbono. Consciente dessa carência, o IBFLORESTAS idealizou o Projeto Carbono Social.



O objetivo deste projeto é viabilizar a comercialização de créditos de carbono voluntários, buscando tornar esse mercado mais acessível a quem quer comprar e vender, além de incentivar o reflorestamento de florestas nativas do Brasil.
Apresentando-se como uma alternativa simples e eficiente, o plantio de árvores em países tropicais e em desenvolvimento como o Brasil, pode contribuir para a ampliação da base de produção do setor florestal e, conseqüentemente, gerar benefícios econômicos, sociais e ambientais para as regiões e/ou países que investem nessas ações.



O Projeto Carbono Social permite a criação de uma rede de financiadores internacionais para projetos de recuperação de matas nativas no Brasil. Para garantir o sucesso do projeto, o IBFLORESTAS participa ativamente de cada projeto de recuperação ambiental elaborando os projetos técnicos, fornecendo as mudas, validando e certificando todo o processo até a geração do crédito.



Devido à grande demanda existente na Alemanha por projetos como esse, Wiliam Aquino, um dos diretores do IBFLORESTAS, estará a partir do dia 23 de Março visitando interessados em financiar projetos no Brasil para adquirir Créditos de Carbono e colaborar com o desenvolvimento sustentável de suas atividades produtivas.