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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Agricultura no município do Rio de Janeiro

Acabo de receber e-mail sobre a importância da agricultura neste município e trancrevo parte dele:
Viviane:

Em 19 de julho de 2010 09:00, Viviane Oliveira escreveu:




Ingo, bom dia, tenho contatos em Vargem Grande, Seropédica, Campo grande e estou batalhando para reuní-los, o problema é que aquelas reuniões do CIEP, só serviram para criar mais descrença em qualquer tipo de ajuda, e esses produtores estão querendo se reunir de forma a serem um associação independente de qualquer apoio governamental. Fico em cima do muro. Se conseguir de fato reuní-los, tenho vou conseguir guiar o grupão para a melhor proposta. Todos esses de meu conhecimento são pequenos produtores como Memeu e eu, ou pouco maiores do que nós, há uma descrença generalizada de que os grandes produtores se estiverem envolvidos vão bloquear o crescimento dos paquenos, acreditam que verbas agrícolas só acontecem para os grandes, olha! tudo muito difícil. Apresente uma proposta concreta, objetiva que envolva uma liberação de verba imediata para cada produtor, mesmo que essa verba tenha um destino objetivo por ex. destinada à sombrite vasos ou ao espaço de comercialização destinado à produtores, o que tenho vários inclusive um que acho ótima opção que é na Vargem Pequena em frente à Record, existe também a opção de utilizar o espaço destinado na prefeitura para essa finalidade que é ao entre a sagap e antigo anjos do Rio em frente ao posto Ipiranga próx. à Fazenda Modelo. Precisamos de mais ação, se conseguirmos alguma coisa neste sentido objetivo/imediato conseguimos todos os produtores unidos num só objetivo "o cescimento individual dentro de um gupo cescendo junto e colocando o estado num ranking de produtor à nível nacional" Por favor não deixe de responder, estou batalhando um grupo de 50 à 100 produtores. Obrigada Viviane







Responde Ingo:

temos uma grande luta para conseguir apoio dos pequenos agricultores, mas o fato é o seguinte:


O nosso municipio não tem Secretaria de agricultura e querem extinguir em etapas a possibilidade de se pagar INCRA, pois querem recolher IPTU.

Se querem verbas antes de agir, isto não existe.

Se não há agricultura, não se obtem credito agricola nem Pronaf ( que é verba federal).

Deverá haver um movimento para exigir a mudança na legislação municipal que mostre que a agricultura existe sim.

Para isto deveriamos organizar passeata e ir na Alerj e reinvindicar a existencia do setor.

Este é o primeiro passo.

Querer verbas será o segundo passo.

Sem agricultura não haverá agua limpa nesta cidade, pois a agricultura precisa de nascentes e água limpa para poder existir e ai atrás tem que existir a floresta.

Se todos venderem seus sitios ao redor da cidade, vão virar condominios clandestinos e favelas.

Os filhos dos agricultores tem que ter estimulo para continuar no trabalho dos pais.

Para isto temos que agir e mostrar que a agricultura existe, a receita pode ser menor que industrias , mas mantem parte da popuulação fora das favelas e haverá verde .

A sustentabilidade do planeta mostra que os produtos tem que vir de perto, para reduzir os fretes.

O Rio de Janeiro tem agricultura e querem sufocar ela até morrer.

Nós vamos achar os meios de reverter esta situação.

Quem mais pode se pronunciar e apresentar soluções e ideias de ação concreta???



abços, Ingo

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Acorda, cara!

Cesar Maia gasta mais de R$560 milhões na construção do prédio da Cidade da Música, na Av. das Américas. É disso que você precisa para viver melhor aqui no Rio de Janeiro? É disso que seus filhos precisam para terem um ensino de qualidade e condizente com as necessidades de nossos tempos?
O Governador Sérgio Cabral desmontou o SAMU. Apesar de todas as reclamações que tínhamos deste serviço, suas ambulâncias estavam mais bem montadas e aparelhadas do que as ambulâncias de muitas empresas particulares que atendem a conveniados de planos de saúde. Os funcionários da SAMU, médicos, enfermeiros e motoristas, entravam nas comunidades faveladas e faziam atendimentos emergenciais. Isto porque haviam conseguido ser respeitados pela bandidagem e que controla essas áreas.
A SAMU existe há pelo menos 4 anos e desde então vinha se desenvolvendo, apesar da interferência negativa de governantes. Agora, o Sr. Sérgio Cabral, ao invés de suprir a SAMU em suas necessidades, colocou todos seus trabalhadores – médicos, enfermagem e motoristas – no olho da rua e entregou todo o sistema ao Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. Você acha que o Sr. Sérgio Cabral fez isso pensando no nosso bem estar, na nossa saúde ou teria ele outras intenções? Quais seriam tais intenções?
Sendo os Bombeiros policiais militares, será que eles continuarão a prestar assistência aos moradores das comunidades faveladas? Ou será que estes habitantes do Rio de Janeiro estarão agora ainda mais desassistidos?
Você que deu seu voto a notórios assassinos e ladrões, agora, peça a eles que façam com que seu filho tenha aulas que o prepare para viver uma vida rica e feliz. Você que vai ao açougue ou a restaurantes e não pára para pensar em como é que o alimento que come chegou a seu prato, não se importa com o que temos feito aos animais e ao meio ambiente, não se importa com os gritos dos animais desesperados frente á faca nos aviários, nos matadouros, implore à natureza que tenha compaixão e proteja sua casa de enchentes, vendavais e marés de azar e destruição.
Você já parou para pensar nas ameaças que pairam sobre sua vida? A morte tem um grande e cruel exército. À qualquer momento poderemos ver ruir toda nossa vida. De um segundo para outro, em um acidente qualquer, podemos ter o pescoço quebrado e nos vermos tetraplégicos, coisa que pode ser pior do que a morte.
Você sabe o que fazer para lidar com políticos que roubam seus filhos do direito de terem boas aulas? Você sabe se é possível fazermos alguma coisa para evitarmos acidentes, doenças dolorosas e mortes pavorosas? O que você tem feito de sua vida? Você é um desses que andam sem cinto de segurança e com os faróis apagados em nossas ruas e estradas à noite? Acorda, cara!

Lino Guedes Pires

domingo, 4 de novembro de 2007

Compromisso

Há coisa de poucos anos atrás um jovem diplomata brasileiro, ao passar pela alfândega de um aeroporto dos EUA, ao ser questionado sobre o conteúde de um volume que carregava, brincando, respondeu ser uma bomba. Foi preso e deportado, apesar das explicações de estar brincando. Èsta cena verídica pode ser interpretada pensando-se que americano não sabe brincar.

Enquanto isso, aqui no Brasil, nosso presidente Lula, promete elevar a idade da aposentadoria, ferindo direitos adquiridos de quem, obrigado por força de lei e muitas vezes contra sua própria vontade, teve que pagar INSS por muitos e muitos anos e quando precisou de hospitais do SUS encontrou-os desaparelhados, seus profissionais mal remunerados, medicamentos básicos em falta, leitos em falta, sendo os doentes muitas vezes amontados pelos corredores. Descalabro é o que se vê na rede pública de hospitais do Rio de Janeiro e também de outros estados.

Se americano não sabe brincar, sabemos nós o que e quando levar a sério?

Como está e assim espero, em seu último mandato, fala de mexer com a aposentadoria e os políticos que pensam em se eleger falam ao contrário. Eleitos, trairão nossos votos e certamente aprovarão novas leis para a aposentadoria que ferirão direitos adquiridos. Por quê fariam isso? Para que o Estado, tendo menos aposentadorias a pagar, fique com mais dinheiro em caixa para tais sacripantas roubarem, ora pois.

Como é possível um infeliz colocar som de funk ao lado do Hospital Estadual Pedro II, em Santa Cruz, Rio de Janeiro, por meses a fio, desafiando autoridades. Que autoridades são estas nossas que não conseguem fazer respeitar o silêncio necessário à recuperação de nossos doentes? Que permitem que Postos de Saúde não tenham aparelhos de eletrocardiograma funcionando em suas Emergências?

Os professores de nossos filhos recebem tão parcos salários que, muitos são exemplo de que é perda de tempo estudar. O aluno vendo o professor tão mal remunerado pode pensar ser perda de tempo o estudo e que melhor seria uma outra atividade. Morando em uma favela, vendo traficantes de roupa nova, usando tênis de marcas famosas, namorando as meninas mais bonitas do pedaço...pode pensar: estudar para quê?

E lá vai a vida. Enquanto o Vasco acumula vice-campeonatos, o povo vê novela, fala do vizinho e os mais vivos fazem o que bem entendem dos que, achando-se muito vivos, investem tempo e dinheiro em cervejadas, churrascadas. Crianças sem professores nas escolas que aprovam depois de anos sem matemática, português, história...Nos hospitais, a morte nos espera a todos. Pais desesperados vendo seus filhos morrerem. Tristemente vemos idosos se acabando em condições abaixo dos limites mínimos da dignidade. Até mesmo um cachorro agonizando, atropelado, na Av. Brasil, onde também cavalos são atropelados, compõe o quadro do dia a dia dos bairros pobres do Rio de Janeiro, imensa favela pontilhada por algumas nuances de urbanismo e paisagens magníficas.

Respirar é preciso, respirar é necessário. Respirar é gostoso, respirar é viver. Respirando aprendemos a ver a morte, o destino, tudo. Respirando temos mais energia para podermos perceber, compreender e melhor lidar com a realidade.
Enquanto tudo isso, continuamos a cuidar de nossas mentes, de nossos corpos, do meio ambiente. Meditamos, estudamos e plantamos árvores.

Lino Guedes Pires