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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Falta de autoridades no Rio? E o que são "autoridades"?

Foi-se o tempo em que chamávamos policiais de autoridades com a legitimidade do termo. Em dicionários, mesmo os online na Internet, encontramos sinônimos de figura de autoridade como a que corresponde ao poder de comandar os outros e levá-los a agir da forma desejada e constitui a base para a responsabilidade. Então vejamos, pensando dessa forma não há falta de Autoridades no Rio de Janeiro. Há excesso de figuras de autoridade que não são mais as que conhecíamos décadas atrás, ou seja, os policiais.
Pois quem tem hoje no Rio o poder de comandar os outros? O poder de levar as pessoas a agir da forma como desejam e quase sempre ordenam? Base para responsabilidade talvez seja o único quesito (usando linguagem carioquês) que não cabe na Autoridade bandida.
Em cidades pequenas (menores que o Rio) existem alguns policiais nos quais confiamos. Nós os chamamos quando vemos alguma coisa irregular mas não é a totalidade que podemos afiançar, mesmo aqui no interior paulista.
Chamo àqueles que hoje publicaram no Yahoo que o Rio não tem autoridade para rever o sentido da palavra e o quanto temos sido esfoliados e mortos por autoridades que não merecem o título. São autoridades hoje os bárbaros traficantes, os bárbaros torturadores de menores inocentes que se vendem pelo prazer de alguns minutos, os animais que pouco se preocupam com a vida, sequer com a própria.
Há que haver em algum lugar, em alguma situação, em alguém...uma resposta para tanta barbárie.
Enquanto isso...continuarei falando.
Dra. Kátia Coutinho
18-9711-5627
katia@assis.unesp.br

domingo, 4 de novembro de 2007

Compromisso

Há coisa de poucos anos atrás um jovem diplomata brasileiro, ao passar pela alfândega de um aeroporto dos EUA, ao ser questionado sobre o conteúde de um volume que carregava, brincando, respondeu ser uma bomba. Foi preso e deportado, apesar das explicações de estar brincando. Èsta cena verídica pode ser interpretada pensando-se que americano não sabe brincar.

Enquanto isso, aqui no Brasil, nosso presidente Lula, promete elevar a idade da aposentadoria, ferindo direitos adquiridos de quem, obrigado por força de lei e muitas vezes contra sua própria vontade, teve que pagar INSS por muitos e muitos anos e quando precisou de hospitais do SUS encontrou-os desaparelhados, seus profissionais mal remunerados, medicamentos básicos em falta, leitos em falta, sendo os doentes muitas vezes amontados pelos corredores. Descalabro é o que se vê na rede pública de hospitais do Rio de Janeiro e também de outros estados.

Se americano não sabe brincar, sabemos nós o que e quando levar a sério?

Como está e assim espero, em seu último mandato, fala de mexer com a aposentadoria e os políticos que pensam em se eleger falam ao contrário. Eleitos, trairão nossos votos e certamente aprovarão novas leis para a aposentadoria que ferirão direitos adquiridos. Por quê fariam isso? Para que o Estado, tendo menos aposentadorias a pagar, fique com mais dinheiro em caixa para tais sacripantas roubarem, ora pois.

Como é possível um infeliz colocar som de funk ao lado do Hospital Estadual Pedro II, em Santa Cruz, Rio de Janeiro, por meses a fio, desafiando autoridades. Que autoridades são estas nossas que não conseguem fazer respeitar o silêncio necessário à recuperação de nossos doentes? Que permitem que Postos de Saúde não tenham aparelhos de eletrocardiograma funcionando em suas Emergências?

Os professores de nossos filhos recebem tão parcos salários que, muitos são exemplo de que é perda de tempo estudar. O aluno vendo o professor tão mal remunerado pode pensar ser perda de tempo o estudo e que melhor seria uma outra atividade. Morando em uma favela, vendo traficantes de roupa nova, usando tênis de marcas famosas, namorando as meninas mais bonitas do pedaço...pode pensar: estudar para quê?

E lá vai a vida. Enquanto o Vasco acumula vice-campeonatos, o povo vê novela, fala do vizinho e os mais vivos fazem o que bem entendem dos que, achando-se muito vivos, investem tempo e dinheiro em cervejadas, churrascadas. Crianças sem professores nas escolas que aprovam depois de anos sem matemática, português, história...Nos hospitais, a morte nos espera a todos. Pais desesperados vendo seus filhos morrerem. Tristemente vemos idosos se acabando em condições abaixo dos limites mínimos da dignidade. Até mesmo um cachorro agonizando, atropelado, na Av. Brasil, onde também cavalos são atropelados, compõe o quadro do dia a dia dos bairros pobres do Rio de Janeiro, imensa favela pontilhada por algumas nuances de urbanismo e paisagens magníficas.

Respirar é preciso, respirar é necessário. Respirar é gostoso, respirar é viver. Respirando aprendemos a ver a morte, o destino, tudo. Respirando temos mais energia para podermos perceber, compreender e melhor lidar com a realidade.
Enquanto tudo isso, continuamos a cuidar de nossas mentes, de nossos corpos, do meio ambiente. Meditamos, estudamos e plantamos árvores.

Lino Guedes Pires