Mostrando postagens com marcador custos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador custos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Oportunidade para a Embraer com cargas pesadas?

Observando constantemente enormes caminhões transportando cargas pelas estradas, observo peças enormes, de dezenas de toneladas, volumosas e pesadas a ponto de necessitarem batedores, tomando a estrada e criando congestionamentos. Imagino o custo astronômico que deve ser a realização de tais transportes. Os caminhões são enormes, dirigem em velocidades muito baixas, as carretas possuem dezenas de pneus, há o custo dos batedores, dos pedágios, custos de toda ordem.
Em uma de minhas viagens rodoviárias, ao observar o transporte de várias peças avantajadas por vários caminhões, parei em um posto de gasolina para fazer perguntas e me foi dito que são transportadas peças de até 200 toneladas. Ocorreu-me então que já estaria na hora de pensarmos em uma solução inovadora.

Ontem, 11 de fevereiro de 2009, deparei-me com a carreta da foto acima parada no acostamento da Av. Brasil, no Rio de Janeiro. Fotografei-a e fiz perguntas. Fiquei sabendo que a carga pesava 210 toneladas, a potência do motor do cavalo da carreta é de 660 cavalos e todo o conjunto tem 210 pneus. A carreta parou devido a muitos pneus furados que tiveram que ser reparados para que pudesse seguir viagem. Como resultado disso, um congestionamento monstro na Av. Brasil, com custos não contabilizados para todos nós.
Quando o Brasil fez a opção de desenvolvimento centrada nas rodovias, deixou de lado o transporte costeiro, a navegação de cabotagem, o transporte ferroviário e também o transporte aéreo. As enormes distâncias de nosso território, aliadas à distância física que nos separa dos centros econômicos mais pujantes da América do Norte, da Europa e da Ásia, devem nos fazer valorizar mais o transporte aéreo.
Claro que o avião já está competindo com o ônibus nos trajetos mais longos. Isso para o transporte de passageiros. No entanto, o avião não serve para o transporte de cargas pesadas. No máximo, um Hércules pode transportar um tanque de guerra, suponho. Há cargas mais pesadas do que isso em nossas estradas todos os dias e o mesmo deve estar acontecendo na América do Norte, na Europa, na Oceania e também na África.

Acho que precisamos de um conceito diferente para o transporte de cargas pesadas por via aérea e em http://pt.wikipedia.org/wiki/LZ_127_Graf_Zeppelin vim a saber que os dirigíveis alemães de antes da 2ª Guerra Mundial chegavam a tranportar 62 toneladas. Portanto, um dirigível que tivesse um volume três vezes maior estaria bem próximo das 200 toneladas. Ora, esses dirigíveis tinham 213 m de comprimento e como queremos um dirigível com capacidade de carga três vezes maior, por uma questão de geometria espacial, o comprimento dessa nave será menor do que 3 vezes 213m. Hoje temos materiais mais leves e resistentes, a Embraer tem engenharia e computadores avançados o suficiente para desenvolver um modelo matemático que possa demonstrar a viabilidade econômica e física para a utilização de dirigíveis no transporte de grandes cargas de cerca de 200 toneladas.



Assim, proponho que a Embraer comece a desenvolver estudos para dirigíveis de carga e que o governo brasileiro financie o estudo, desenvolvimento e construção de dirigíveis de carga, possivelmente através do BNDES.
Gostaria muito de receber comentários sobre este texto, aos quais antecipadamente agradeço.

sábado, 18 de outubro de 2008

Motoqueiros: trabalhadores no limíte da bandidagem

, Tive a infelicidade de enfrentar um engarrafamento na Marginal do Tieté nesta sexta feira, 17 de outubro de 2008. Os motoristas de automóveis comportavam-se acima do razoavelmente bem. Somente um ou outro ficava ziguezagueando de uma faixa para outra na tentativa de abreviar o tempo perdido no trânsito. Motoristas de caminhão faziam um espetáculo de civilidade ocupando as duas faixas da direita e com extrema paciência puxavam suas carretas.
Em dado momento, devido ao engarrafamento, fui forçado a parar o carro. Estava na pista pista 1, a da extrema esquerda da Marginal. Ingenuamente parei próximo à faixa, dificultando a passagem de motocicletas. O primeiro incomodado buzinou furiosamente e eu respondi com a buzina. Ganhei um soco no retrovizor e depois outro soco desferido pelo motoqueiro que vinha atrás. Por sorte minha, não quebraram o espelho. Fiquei observando o comportamento deles.
Dizem que morre ao menos um motoqueiro por dia no trânsito de São Paulo. Morrem mais pois não se computam os que morrem dias depois nos hospitais devido aos ferimentos sofridos nos acidentes nos quais se envolvem. Pior do que morrer, muitos ficam tetraplégicos, dependentes de alguém para lhes alimentar e higienizar, prover tratamentos médicos. Nós pagamos a conta do dinheiro perdido, resultado desses acidentes.
Motoqueiros trafegam entre as filas dos carros em velocidades que não lhes permitem defesa em caso de imprevistos. Vi um motoqueiro que quase atropela um automóvel por trás quando este mudou subitamente de uma fila para outra. Buzinam furiosamente, xingam furiosamente aqueles que param seus carros de forma a lhes dificultar a passagem, ainda que corretamente dentro das faixas de trânsito. Agem como se tivessem o direito de trafegar entre os veículos e como se nós todos tivéssemos a obrigação de pararmos nossos carros de forma a que possam utilizar livremente e alta velocidade o espaço entre os carros que param ou mesmo que trafegam em suas faixas. Buzinam furiosamente para que nos afastemos e possam nos ultrapassar, ainda que estejamos em velocidades mais altas, a 60, a 80 Km por hora...Nestas velocidades, querem nos ultrapassar passando entre as faixas de trânsito.
Motoqueiros são trabalhadores que apresentam comportamento limítrofe à bandidagem, que vemos com as violências que cometem ao chutarem os carros. Motoqueiros são seres humanos que dão muito pouco valor a suas vidas. Tratam-se com imenso desrespeito ao se exporem a riscos da forma como se expõem. Portanto, se dão-se tão pouco respeito, o que podemos esperar do comportamento deles em relação a nós?
Geram sofrimento para suas famílias, aqueles que as tem, e despesas para a sociedade com os acidentes que criam. Depois de publicado este texto, recebi o depoimento de uma pessoa que foi atropelada por um motoqueiro na faixa de pedestres, ao atravessar o sinal que estava verde para pedestres. Em seguida ao atropelamento, um outro motoqueiro parou e por puro "espírito de classe", passou a ajudar o atropelador a pressionar o atropelado!
..."é, só pra complementar, quando eu reclamei com ele, dizendo que o sinal estava fechado pra ele e aberto pra mim, ele gritou dizendo que tava vindo buzinando e eu que não tava prestando atenção" O que eles pensam que é a buzina deles, que direito sobrenatural é esse que eles tem sobre nós?
Isso é ou não é banditismo?
Motoqueiros existem também em outras cidades além de São Paulo. No Rio de Janeiro, onde moro, vejo problemas também. Posso estar sendo injusto, mas parece-me que os motoqueiros de São Paulo são mais violentos e irresponsáveis que os do Rio de Janeiro. Corrija-me quem tiver estatísticas confiáveis. Certamente há problemas com motoqueiros em outras megalópoles.
Os políticos que elegemos podem e devem agir de forma a impedir que os motoqueiros continuem a agir da forma que temos visto. Certamente o dinheiro que gastarão com ação policial e pardais, radares, que multem os que trafegam irregularmente, que discipline esses trabalhadores vândalos, irá ser recompensado com diminuição de despesas hospitalares e outras geradas pelos acidentes que criam e, ou se envolvem.
No entanto, de acordo com a tradicional inépcia de nossos políticos, é de se esperar que nada façam, ou que levem mais tempo e dinheiro na educação desses quase bandidos do que o fariam se fossem capazes e honestos. Portanto, proponho que passemos a refletir sobre este problema, que este texto seja repassado a todos os que dirigem automóveis e pilotam motocicletas em busca de soluções para o problema. Uma solução que me ocorre e para a qual acho que devemos nos reunir para discutir seria procurarmos nos colocar legalmente dentro das faixas de trânsito das avenidas em ziguezague de forma a naturalmente criarmos obstáculos à circulação ilegal de motos entre automóveis.
A idéia é posicionarmos nossos carros de forma a atrapalhar ligeiramente esses motoqueiros vândalos, sem que prejudiquemos nosso deslocamento. Aos poucos, mais e mais motoristas apertando...até que eles se vejam forçados a respeitar a lei.
Com isto, acredito que diminuiríamos muito a quantidade de acidentes envolvendo motos. Os mais corajosos começam. Aos poucos, mais e mais motoristas vão tomando coragem e pressionando mais e mais...Coisa para pensarmos e discutirmos.

Este espaço está aberto à publicação de contribuições.

terça-feira, 1 de julho de 2008

O Preço da Gasolina - a realidade

Estamos prestes a ver alguma coisa forte acontecer.

Pare, observe e pense. No ano 2000 um barril de petróleo custava U$20,00 e um galão de gasolina era vendido nos EUA por U$2,00.

Hoje, um barril de petróleo custa U$140,00 e a gasolina é vendida por U$4,00, nos EUA.

Se vc fosse o dono de uma empresa que refina petróleo e estivesse acostumado a comprar a matéria prima, barris de petróleo, a U$20,00 e vender o produto final no posto de gasolina a U$2,00 e com os últimos aumentos vc conseguisse reajustar o preço de seu produto somente para U$4,00 por galão, o que vc faria?

A Exxon, uma das maiores empresas de petróleo do mundo, já vendeu a Esso distribuidora brasileira à uma empresa que produz álcool e que quer vender seu produto diretamente para o consumidor. Há quem diga que a Exxon está se preparando para deixar de vender gasolina nos EUA.

Como é que vc analisa esta situação?