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sábado, 17 de janeiro de 2009

Técnicos de resgate e Agente da Polícia Rodoviária de São Paulo socorrendo vítima de acidente



Paramédicos existem nos Estados Unidos e lá eles são treinados para passarem o tubo, iniciarem a Ventilação Mecânica, iniciarem a hidratação e também medicamentos que são prescritos por um médico em contato constante que supervisiona a tudo pelo rádio. Aqui, nesta ambulância, o que foi feito foi a "reboque terapia" que consiste em colocar o paciente na ambulância e "voar" para o hospital mais próximo. Acidentes também acontecem com ambulâncias... Observei que na estrada que liga o Rio de Janeiro a Nova Friburgo também não há médicos nas ambulâncias, apesar de pagarmos pedágio.

Bem, a ambulância não tinha médico, não tinha tubo. Cheguei a pedí-lo para eu mesmo tentar colocá-lo. O paciente foi colocado, corretamente, sobre uma prancha rígida e transportado para o hospital mais próximo que ficaria em Bertioga, segundo fui informado.

De parabéns, os policiais da Polícia Rodoviária de São Paulo. Bola Preta para a Polícia Rodoviária de São Paulo e para o DER. Os guardas somente tinham muita boa vontade e luvas de látex. Nenhum equipamento para socorro imediato e quanto à ambulância do DER, uma lástima. Como é que com tudo que pagamos o DER de São Paulo tem a coragem de colocar ambulâncias sem médicos para atendimentos de acidentados graves nas rodovias de São Paulo? É coragem ou canalhice?

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Oportunidade para a Embraer com cargas pesadas?

Observando constantemente enormes caminhões transportando cargas pelas estradas, observo peças enormes, de dezenas de toneladas, volumosas e pesadas a ponto de necessitarem batedores, tomando a estrada e criando congestionamentos. Imagino o custo astronômico que deve ser a realização de tais transportes. Os caminhões são enormes, dirigem em velocidades muito baixas, as carretas possuem dezenas de pneus, há o custo dos batedores, dos pedágios, custos de toda ordem.
Em uma de minhas viagens rodoviárias, ao observar o transporte de várias peças avantajadas por vários caminhões, parei em um posto de gasolina para fazer perguntas e me foi dito que são transportadas peças de até 200 toneladas. Ocorreu-me então que já estaria na hora de pensarmos em uma solução inovadora.

Ontem, 11 de fevereiro de 2009, deparei-me com a carreta da foto acima parada no acostamento da Av. Brasil, no Rio de Janeiro. Fotografei-a e fiz perguntas. Fiquei sabendo que a carga pesava 210 toneladas, a potência do motor do cavalo da carreta é de 660 cavalos e todo o conjunto tem 210 pneus. A carreta parou devido a muitos pneus furados que tiveram que ser reparados para que pudesse seguir viagem. Como resultado disso, um congestionamento monstro na Av. Brasil, com custos não contabilizados para todos nós.
Quando o Brasil fez a opção de desenvolvimento centrada nas rodovias, deixou de lado o transporte costeiro, a navegação de cabotagem, o transporte ferroviário e também o transporte aéreo. As enormes distâncias de nosso território, aliadas à distância física que nos separa dos centros econômicos mais pujantes da América do Norte, da Europa e da Ásia, devem nos fazer valorizar mais o transporte aéreo.
Claro que o avião já está competindo com o ônibus nos trajetos mais longos. Isso para o transporte de passageiros. No entanto, o avião não serve para o transporte de cargas pesadas. No máximo, um Hércules pode transportar um tanque de guerra, suponho. Há cargas mais pesadas do que isso em nossas estradas todos os dias e o mesmo deve estar acontecendo na América do Norte, na Europa, na Oceania e também na África.

Acho que precisamos de um conceito diferente para o transporte de cargas pesadas por via aérea e em http://pt.wikipedia.org/wiki/LZ_127_Graf_Zeppelin vim a saber que os dirigíveis alemães de antes da 2ª Guerra Mundial chegavam a tranportar 62 toneladas. Portanto, um dirigível que tivesse um volume três vezes maior estaria bem próximo das 200 toneladas. Ora, esses dirigíveis tinham 213 m de comprimento e como queremos um dirigível com capacidade de carga três vezes maior, por uma questão de geometria espacial, o comprimento dessa nave será menor do que 3 vezes 213m. Hoje temos materiais mais leves e resistentes, a Embraer tem engenharia e computadores avançados o suficiente para desenvolver um modelo matemático que possa demonstrar a viabilidade econômica e física para a utilização de dirigíveis no transporte de grandes cargas de cerca de 200 toneladas.



Assim, proponho que a Embraer comece a desenvolver estudos para dirigíveis de carga e que o governo brasileiro financie o estudo, desenvolvimento e construção de dirigíveis de carga, possivelmente através do BNDES.
Gostaria muito de receber comentários sobre este texto, aos quais antecipadamente agradeço.