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sábado, 17 de dezembro de 2011

O agradecimento dos animais pelo Natal – parte 2

o agradecimento dos animais pelo Natal

por Marcio de Almeida Bueno

Agradeço aos Três Reis Magos que perpetuaram a tradição de presentear nesta época do ano. Só assim eu pude sair daquela gaiolinha solitária, em frente a um vidro onde tanta gente passava e me apontava. Havia outros irmãozinhos, pequenos como eu, mas todos sozinhos em suas gaiolas. Me restava comer, dormir e fazer sujeirinhas ali mesmo, que depois o moço limpava. Agora, alguém me pegou no colo, me encheu de perfume e colocou um laço de fita vermelho no meu pescoço. Na casa nova onde cheguei, minha presença foi motivo de festa, e virei o centro das atenções, com sorrisos, brincadeiras, cafunés. Espero que seja assim para sempre. Espero que algum dia eu possa conhecer a minha mãe, e receber atenção também dela, porque eu nem lembro de se passamos algum tempo juntos. Espero que ela esteja bem.

Obrigado Jesus por ter me destinado a uma família de humanos, que me tratou bem. Cuidei da casa em troca da renovação da água do meu pote, e o direito de comer até o final todas as sobras de comida que alguém me jogava, uma vez por dia, religiosamente. Agora estou um pouco velho, meio doído, mais pateta do que sempre fui considerado ser. Ouvi reclamações nos últimos tempos. Esses dias fui levado a um passeio, no carro da família. Fomos para longe, vi lugares que nunca imaginei ver. Abriram a porta para eu tomar um ar fresco, numa estrada bem movimentada. Foram embora antes que eu pudesse perceber, tentei correr atrás mas a idade já não me permite. Estou aqui há alguns dias esperando, porque acredito que vão voltar para me buscar. Passam tantos carros, tantas famílias iguais à minha, alguns olham, mas ninguém pára. A sede é muita aqui neste acostamento, antes eu latia para os carros que eu acreditava serem da minha família, mas faltam forças. Sigo esperando aquelas pessoas conhecidas voltarem para me buscar e eu poder ir para casa. Eu tenho fé.

Obrigado bom Deus pela floresta e toda a natureza que foi o meu lar desde que nasci. Correr livre não tem preço. Mas, nos últimos tempos, ouço muito barulho, vejo humanos e máquinas fazendo limpeza na floresta. Parece que é tudo em nome do progresso, porque quem mora lá longe precisa das coisas que existem aqui na minha casa. Mas acho que as máquinas estão exagerando, pois muita floresta já não existe. Lugares onde eu dormi, comi, esperei a chuva pasar, agora é só chão, sem árvores para subir ou fazer sombra em dias de calor. Estamos todos indo para o outro lado, pois está perigoso ficar aqui. Nesses lugares onde não existe mais floresta, reparei que há animais diferentes, todos iguais e com chifres, comendo o que há no chão o dia todo. Talvez a gente estivesse ocupando muito espaço, e esses irmãos novos precisassem de lugar para ficar. Eu cedo o meu espaço, mesmo triste pela mudança, porque sei que os humanos estudam muito, e sempre sabem o que é certo, o que nós não entederemos jamais.

Obrigado Nossa Senhora, que um dia usou seu manto para envolver seu filho que nascia, e também quando ele morreu. Eu nem conheço meus filhos, mas dei minha própria pele para envolver e aquecer as costas e os pés de tantos humanos de quem não sei o nome. Vivi um bom tempo só comendo, até o dia que um caminhão veio nos buscar, depois tudo foi confuso e assustador, mas atribuo isso à minha incapacidade intelectual. Vi que outras iguais a mim eram penduradas e a pele era gentilmente retirada, já que os humanos não têm proteção e precisam da minha pele, que é grossa e resistente. Acho que pude recompensar quem me deu comida e espaço durante tanto tempo, ofertando um couro que eu já não mais vestiria, pois a morte já me levara a pastar nos campos longínquos onde habita o Nosso Senhor.

Muito obrigado Jesus pelo meu nascimento. Só acho que a minha mãe não gostou de mim, pois logo eu fui retirado de perto dela. Essa é uma dor que não esqueço. Devo tê-la feito chorar, como um dia você fez sua mãe Maria chorar. Eu ainda ouvi seu choro ao longe, e tenho certeza de que ela está na mesma fazenda que eu, mas não nos deixam nos ver. Agora eu fico parado em um lugar desconfortável, onde mal posso me mexer, e não posso nem deitar para dormir. Meu arrependimento é grande. Gostaria que intercedesse e pedisse que a minha mãe me perdoasse do que quer que eu tenha feito. Acho que já me desculpei, e quando este castigo terminar eu poderia tornar a vê-la, pois sei que mãe e filho devem estar sempre juntos, enquanto este for pequeno. Não sei falar a língua dos humanos, então quando eles se aproximam, eu só tenho o meu olhar. Eles dão risadas – o final do ano é sempre uma época de felicidade para todos – e dizem que minha carne vai estar bem macia. Eu não sei o que isso quer dizer, e prefiro não pensar nisso agora. Prefiro fazer força e lembrar dos poucos instantes que vivi ao lado da minha mãe – ela parecia tão grande e forte – em um lugar que, mesmo cercado, dava para esticar as pernas. Aqui eu não posso me virar, tudo é desconforto. Espero, sinceramente, que a ‘carne macia’ que os humanos falaram signifique a minha liberdade. Se eu pudesse escolher, ficaria comportado em uma manjedoura, sem o castigo de ficar fechado e imobilizado. Peça, Jesus, para a minha mãe me perdoar logo.

Deixo aqui minha gratidão a todos os anjos, pois nada mais honrado a um ser do que que poder abrir mão da própria vida em função da felicidade de outros. Quando nasci eu era tão pequeno, com meus irmãozinhos, e minha mãe era tão grande e gorda, que eu mal via seu rosto. Ali a maioria era grande, mas rapidamente eu tive que ir embora, e não lembro se houve um olhar de despedida da minha gorda mãe. Para onde eu fui, todos estavam de branco. Eu acho que eram anjos, pois colocavam muitos irmãos meus, que pareciam desesperados, para descansar. Ouvi dizer que a câmara fria estava nos esperando, mas eu não queria passar frio. Queria o calor da minha mãe. Queria o cheiro dos meus irmãozinhos de volta – onde estava, só havia cheiro de sangue, pois alguém devia ter se machucado muito. Poderiam ser médicos todos esses que estavam de branco. Enfim, obrigado a todos eles, pois nesta noite tão especial me deixarem descansar por sobre uma mesa bonita. Há velas, risadas e abraços. Eu acredito, do fundo do meu pequeno coração que já não está mais batendo, que eles eram anjos que vieram me buscar.

Fonte: ANDA

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Sobre ter um animal de estimação – parte 2

Foto: Marcio de Almeida Bueno
cachorroLink

por Marcio de Almeida Bueno

Basicamente, me parece que pensar e lembrar aos demais que os animais não nasceram em pátios ou apartamentos é algo que ofende muita gente. Que o cachorro na coleira, gato no porão, passarinho na gaiola, peixe no aquário, tartaruga no cercadinho e outros são tão animais quanto a oncinha pintada, zebrinha listrada, coelhinho peludo. Nesse especismo do piso ao teto, a humanidade escolheu até mesmo seus ursinhos-de-dormir favoritos. E, como um Dr. Moreau, os moldou conforme sua imaginação – taí o cachorro com seus formatos e tamanhos diferentes, que não me deixa mentir. Modelos para todos os gostos.

E a ideia de dar liberdade a um animal não humano, desses escolhidos como bibelô-que-late-de-verdade, obviamente não é abrir a porta e deixar que encare uma vida de mendigo humano. Isso é feito pelos que abandonam – gente que teria ataques de coceira caso não tivesse um animal de estimação, e quando o sentimento-fogo-de-palha passou, largou o cachorro numa estrada, deixou o gato do outro lado da cidade. De maneira alguma os que querem e discutem a libertação animal pretendem uma vida nas asperezadas das ruas dos centros urbanos. Ali não é ambiente natural, não há água, comida, moradia – exceto com muita sorte ou malandragem, e não é esse o caso.

E falo urbano não como contraponto ao rural – idealizado por muitos hippies, pois bem sabemos como os animais são úteis ‘ou não’ em propriedades de produção rural.

A liberdade está nos biomas, campos, florestas, pradarias, montanhas, encostas, pântanos, serras – lugares que hoje pertencem a alguém, com escritura e tudo mais, especialmente a pose de proprietário. Capitanias hereditárias, excluindo tudo o que não lhe serve.

Pois estamos resolvendo o que as gerações anteriores fizeram de errado, e a presença dos animais de estimação hoje é um legado que se resolve na base do decreto, pela população descontrolada e que ‘pode transmitir doenças’, ‘pode atacar as pessoas’. Hoje precisamos adotar e tutelar pois há uma abundância de ninhadas, animais que sofrem atrocidades e a coisa vira notícia, e seu salvador muitas vezes se orgulha em contar detalhes horripilantes aos desavisados, como que para reforçar o feito heroico. Não desmereço, mas essas deveriam ser as primeiras pessoas a se permitirem pensar, questionar, a respeito da cultura dos animais de companhia. E, corajosamente, começar a quebrar esse moto-perpétuo que joga mais animais despreparados e fora de seu habitat, alvos do chute de um e carinho do outro.

E nem cito os criadores.

E nem cito os colecionadores.

Lá fora, nas ruas, o ambiente é inóspito para animais, crianças, idosos, distraídos, turistas, desavisados, portadores de deficiência, etc. A questão é que alguns certos animais foram trazidos para dentro dos apartamentos e pátios, e agora as ruas são tão espinhosas que o trancafiado vira solução para uma liberdade, digamos, arriscada. E então a humanidade inventa a coleira e o passeio-ao-redor-da-quadra, e é visível a expressão de impaciência em parte dos rostos dos ‘donos’, que arrastam o animal no meio de cada cheirada ou atenção dada a algum canteiro. Como mãe irritada puxando criança pela mão – eu me pergunto por que ter o cachorrinho, digo, o filho, se depois é indisfarçável a falta de paciência ao cumprir o passeio por obrigação.

Fomentar o animal-eletrodoméstico é permitir que os abusos aconteçam, pois mesmo que todos aqui sejam exemplo de fornecimento de comida, cama e calor a seus animais, o costume de ter esse animal faz com que o vizinho – é esse que maltrata, nunca nós mesmos – tenha um animal-alvo para surrar, deixar passar fome, abandonar ou praticar os atos sórdidos que tanto circulam por email, em fotos chocantes.

Se eu não bebo, e me incomodo com os que ingerem bebidas alcoólicas e provocam tragédias no trânsito, a terceiros, não me permitiria pensar em rever essa relação obrigatória das pessoas com o álcool. Quem tem um familiar com problemas de alcoolismo já se pegou amaldiçoando o primeiro Adão que montou um alambique?

Para muitos, discutir a posse é dividir a humanidade entre os que maltratam e os que tratam bem. Mas o ponto é separar os pets em escravos de barriga cheia ou barriga vazia. A violência pode ser barulhenta, que choca e ultimamente tem virado notícia, e rendido muito troca-troca de emails, ou pode ser silenciosa, e ainda com o manto de proteção, amor ou outra palavra bonita. A natureza, mesmo a mais idealizada ou que só existiu há muito tempo, está cheia de perigos, e nem por isso vamos botar cada zebra para dentro de nossas casas, para que o leão, esse malvado, não a coma. É a maneira humana de fazer as coisas tortas. Ou a mãe que reza cada vez que o filho sai de casa, mesmo que ele já tenha 40 anos.

Em resumo, não é muita coincidência tanta gente ter cachorro? Ou porque foi atrás, a fim de comprar ou adotar, ou como um ‘apanhador no campo de centeio’ precisou resolver os abandonos e violências cometidos por terceiros. Cabe, então, questionar essa necessidade de se ter o animal, pois o mundo não é feito só de bonzinhos idealistas, iguais a si.

Ter um animal não significa que a pessoa goste de animais. Pode parecer um paradoxo, mas tenho certeza de que todos hão de lembrar de algum caso. Nós que gostamos, e acordamos diariamente para viver uma vida em que não seja preciso comer um animal morto, nem vestir a pele de outro nos pés, nem beber a amamentação que outro havia destinado a seu filhote etc. Nós que salvamos um não humano da canalhice humana, que gastamos tempo e dinheiro com isso, nós que fomos ‘fazer baderna’ contra alguma forma de exploração animal. Nós é que precisamos pensar e discutir se essa proximidade com alguns certos não humanos está apenas lhes deixando à mercê, ou a um ‘fugir do pátio’ ou ‘escapar da coleira’, dos riscos que a aglomeração humana sedimentou em torno de si.

Fonte: ANDA

domingo, 19 de junho de 2011

Os macacos amestrados da Indonésia ou ‘quanto riso, ó quanta alegria’

Fotos: Ulet Ifansasti/Getty Images

jacarta

por Marcio de Almeida Bueno, jornalista

O jornal Denver Post publicou neste mês de junho uma galeria do fotojornalista Ulet Ifansasti, que na cidade de Jacarta, Indonésia, esteve acompanhando os macacos treinados que fazem truques na rua. São, talvez, algumas das mais perturbadoras imagens que já vi na minha vida de jornalista e ativista pró-animais. Sujeira, miséria e degradação – social e moral, deixemos bem claro – de um país que, volta e meia, entra no pacote da ‘sabedoria oriental’, que tantos incautos angaria aqui no Ocidente. Nas fotos, eu apenas vi humanos presos às ratoeiras das conseqüências de sua própria superpopulação, o que entope esgotos – onde estes existem, vejo que é luxo, ainda – urbanos, arranca com mais voracidade tudo que está em preparação no rural, e entorpece a maioria das pessoas, que são tocadas como gado por uma minoria ‘dois neurônio’ mais esperta. E para botar um pouco de luz, de cor e de alegria tênue nessa vida de tijolo vivo, basta treinar animais não-humanos para dançarem e vestirem roupas que o fazem parecer uma pessoa. Uma pessoa desajeitada, sem motivo para seguir em frente exceto o castigo lá adiante, que não sabe se caminha de quatro ou em pé, que fala uma língua espasmódica, e tudo isso deve provocar diversão e lazer para os quem estão acima, claro, dessa condição de animal pateta. O palhaço que escorrega para todos rirem, o personagem desafortunado da piada que vai de boca e boca, levando a baba da tradição oral inculta pelos tempos. A repetição do dia anterior, outorga para tudo que é feito cotidianamente.

E assim os macacos apresentam o show de suas vidas sobre o concreto feio e sujo, música urbana. As roupas mimetizam glamour e decadência, aparência de importância e solenidde com uma existência qualquer-nota, e o que alguns aplaudem e dão moedas é o mesmo que outros percebem como a estrutura-raiz da humanidade. Subjugar o que está a seu alcance, enquanto pode. Confesso não imaginar os detalhes das técnicas para treinamento desses ‘truques’. Quando não treinados, permanecem na coleira, junto a um pote de esmolas. Mas o showbizz não pára.

Jackart

E muitas vezes quem luta pelos direitos animais escuta o mantra ‘vocês estão humanizando os animais’, como se houvessem degraus/castas bem definidos onde cada um deve ficar, e este aqui, por ser parecido comigo – mas não me chame de macaco que é ofensa! – vai ser um bobo-da-corte porque assim eu quero. Colocar roupas, cabelo, máscara de boneca em um animal, fazê-lo andar ereto, pilotar uma bicicletinha em meio às baganas de cigarro da calçada – eis o ‘humanizar’, da forma doente que a visão de dominação dita. E a antropomorfização serviu apenas para que o pai e mãe, que ali param para proporcionar aos filhos um instante de brilho em meio à caixa-de-gordura-entupida de suas vidas, eduquem seus rebentos a ver o animal não-humano como um alvo, um cabide, um acessório, uma engrenagem, um ralo para a humanidade.

E ensinam a não ver que há uma corrente bem presa no pescoço de cada um deles, e a ver que não há uma corrente bem presa no pescoço do macaco, pois assim a mágica parece verdadeira, e a vida, mágica.

Me parece que o detalhe cruel da máscara de boneca, antes de qualquer adorno circense-ilusionista, foi a saída que o humano-que-segura-a-corrente encontrou para tapar e tampar a expressão facial do animal-atração que ali se descobriu na tediosa e estressante sala de espera de sua própria morte.

As fotos estão em http://blogs.denverpost.com/captured/2011/06/02/in-focus-performing-street-monkeys/4478.

Fonte: ANDALink

domingo, 15 de maio de 2011

Vanguarda Abolicionista se faz presente na 2ª Cãominhada de Canoas

Fotos: Marcio de Almeida Bueno

Na manhã deste domingo, 15 de maio, a Vanguarda Abolicionista esteve participando da segunda edição da Cãominhada de Canoas, que reuniu centenas de pessoas no Capão do Corvo, tradicional parque da cidade.

Houve distribuição de ração, venca de acessórios e stand de proteção animal da SOS Animais de Canoas. A Vanguarda Abolicionista aproveitou a concentração de tutores, criadores, adestradores para realizar panfletagem pela castração e posse responsável.

Pouco antes das 10h, todos seguiram em passeio com seus animais pelas ruas da cidade, em trajeto ampliado - em relação à primeira edição do evento - que durou cerca de uma hora. Havia caminhão de som, cobertura da Imprensa e apoio da Guarda Municipal e Brigada Militar, com alguns 'pet-stop' onde havia pratinhos com água para os cachorros.

A Vanguarda Abolicionista marchou com dois banners de conscientização contra o comércio e exploração de animais, que novamente despertaram o interesse dos populares, que solicitavam flyers e tiravam fotos. Ao final, os participantes retornaram ao Capão do Corvo, onde houve apresentação de cães farejadores de drogas, por parte da Brigada Militar.

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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Porto Alegre: Vanguarda Abolicionista convoca para manifestação contra vivissecção e testes em animais



A Vanguarda Abolicionista convoca seus apoiadores para uma manifestação a se realizar no dia 17 de abril, das 9h às 18h, no Brique da Redenção, em Porto Alegre. Alinhada a grupos do Brasil inteiro, a Vanguarda vai protestar contra o uso de animais em testes e vivissecção, distribuindo materiais de esclarecimento e denunciando as atrocidades à população. Para os interessados em participar, sugere-se a leitura do texto '50 conseqüências fatais de experimentos com animais', como subsídio. Extenso material sobre o assunto pode ser encontrado no site www.1rnet.org. Em caso de chuva, o evento será transferido.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Vanguarda Abolicionista realiza protesto contra a indústria de peles da China

Fotos: Marcio de Almeida Bueno

Ativistas passaram o dia na Redenção conversando com os freqüentadores do parque sobre a exploração de animais para uso da pele

por Marcio de Almeida Bueno, jornalista

Neste domingo, 20 de fevereiro, das 9h às 18h a Vanguarda Abolicionista e uma dezena de seus apoiadores estiveram realizando o tradicional protesto contra a cruel indústria de peles da China - a data é 13 de fevereiro, mas foi transferida em razão da chuva. Um stand com diversos banners foi montado no Brique da Redenção, ponto de maior concentração popular aos domingos, em Porto Alegre. Milhares de panfletos foram distribuídos ao público passante, esclarecendo que o Brasil exporta toda sua produção de peles de chinchila para a China, mesmo que no país não haja costume de usar casacos de pele.

Próximo ao meio-dia, diversos protetores se concentraram junto à barraca da VAL, para angariar adesões a um abaixo-assinado que pede justiça para o caso do pitbull queimado vivo em uma vila da Capital. O documento pode ser assinado em http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N6926. Populares interessados pela questão animal receberam impressos da Vanguarda Abolicionista e puderam manifestar sua posição através do abaixo-assinado proposto.

O dia teve céu nublado, temporal com chuva, calor e Sol forte, mas os ativistas seguiram no local, atendendo ao público que, chocado com as imagens reais da indústria peleteira, acorriam em busca de informações. Alguns também procuravam informações sobre o veganismo, e o clima de diálogo pedagógico foi a tônica do evento. Um jovem da Alemanha, integrante da Sea Shepherd, recebeu impressos do grupo alemão Vida Universal, e a candidata ao Senado nas últimas eleições, Vera Guasso, foi pessoalmente manifestar seu apoio aos ativistas.

O incidente do domingo ficou por conta de uma casal que circulava pelas proximidades com um poodle e uma plaquinha de 'vendo'. Abordados por protetores, deram justificativas mas saíram de forma abrupta - a poucos metros dali, uma placa da Prefeitura alerta que o comércio de animais é proibido.

Foto: Zelia Cardoso

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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Vanguarda Abolicionista realiza protesto anti-peles neste domingo, 20


A Vanguarda Abolicionista realiza neste domingo, dia 20 de fevereiro - já que a data original, 13/02, teve chuva - seu tradicional protesto contra a indústria de peles da China, alinhada a grupos de todo o mundo, das 9h às 18h. O grupo vai instalar barraca no Brique da Redenção, em Porto Alegre, para exposição de banners, distribuição de materiais de conscientização e atendimento ao público.

Quem deseja participar deve confirmar presença aqui, e é convidado a ler a reportagem 'Com quantas chinchilas se faz o casaco de pele mais cobiçado do planeta', como subsídio. Outras informações podem ser obtidas pelo 51-9164-3726. Em caso de chuva, o evento será transferido.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vanguarda Abolicionista faz palestra de encerramento em faculdade de Direito

Fotos: Ellen Augusta Valer de Freitas

direitos animais

Na noite desta quarta-feira, dia 1º de dezembro, a Vanguarda Abolicionista ministrou palestra de encerramento de semestre para os alunos do curso de Direito da FARGS, em Porto Alegre. A partir das 21h, o jornalista Marcio de Almeida Bueno, um dos membros-fundadores da VAL, falou sobre direitos animais, abolicionismo, anti-especismo e ibertação animal a uma interessada platéia. O ativista distribuiu o folder oficial do jurista Gary Francione, maior nome do abolicionismo na atualidade, e exibiu o tenso documentário mini-metragem ‘Dans Le Couloir de La Mort‘. Durante o vídeo, impressionado, um aluno exclamou “…o boi é bicho / mas tem alma sob o couro” – frase de ‘Poncho Molhado’, clássica música do tradicionalismo gaúcho.

FARGS

Durante mais de uma hora, Bueno apresentou a um público de não-iniciado as razões do veganismo como meio de transformação da realidade, e apontou as diferentes contradições que existem no pensar e agir da maioria da população. “Se eu não sou mulher, negro ou homossexual, posso viver minha vida sem me importar com a opressão sofrida por esses grupos. Mas seria um retorno à barbárie. Auferir direitos aos animais não-humanos, e especialmente liberdade, ainda provoca desconforto em boa parte da população”, provocou o ativista. Respondeu perguntas e questionamentos dos presentes, desde a suposta necessidade de alimentos de orgem animal na dieta humana até um cenário econômico sem a existência da pecuária.

direitos animais

A atividade se encerrou com distribuição gratuita de vídeos relacionados à exploração dos animais e de livros do grupo alemão Vida Universal, além de panfletos da campanha pelas girafas da coalizão Lugar de Animal. A receptividade por parte dos alunos e professores foi tão boa que foi aventada a idéia de programar palestra para todos os cursos com algum nome do Direito ligado à questão animal, como o promotor Jaime Chatkin. “Sou cachorreiro, minha avó foi presidente da ARPA, depois da Palmira Gobbi. Achei que se falaria sobre adoção de cachorro e gato, mas me surpreendi e vou sair daqui com muitas coisas para pensar”, confessou um dos alunos na despedida.

Vanguarda Abolicionista promove mais uma Sexta-feira Sem Pele em Porto Alegre

Fotos: RSantini

sexta seme pele

A Esquina Democrática, mais famoso cruzamento de ruas de Porto Alegre, palco de manifestações de diferentes matizes, viveu na tarde desta sexta-feira, 26 de novembro, as emoções de uma Sexta-Feira Mundial Sem Pele. Evento que ocorre simultaneamente em centenas de países, registrou ações no Brasil por parte do Holocausto Animal, em São Paulo, e pela Vanguarda Abolicionista, na Capital gaúcha. Diversos banners de tamanho grande mostraram de forma nua e crua a indústria das peles – incluíndo aí o tradicional couro, que muitas vezes passa despercebido e tem no RS um tradicional produtor.

sexta sem pele

A Vanguarda Abolicionista levou para o calçadão do Centro portoalegrense um total de 23 de seus apoiadores, inclusive dois do Paraná, ligados à ONCA. Um dos ativistas da VAL ficou apenas de sunga, jogado no chão e coberto de sangue falso, atraindo a atenção dos milhares de passantes.

sexta sem pele

Cerca de dois mil impressos de conscientização contra o uso de peles foi distribuído durante a tarde, além de panfletos diversos – com a barraca do grupo enfeitada por um velho casaco de peles pichado de tinta. A ocasião também permitiu a coleta de assinaturas contra a importação de girafas para o Zoológico de Sapucaia do Sul, dentro do movimento Lugar de Animal, coalizão da qual a Vanguarda faz parte.

sexta sem pele

A maioria dos populares se mostrou surpreso com a verdade de violência contra os animais denunciada pela ação. “Eu mesmo trabalho no ramo de peles, mas as ‘coisas’ chegam prontas para a gente, nem sabia que era assim que faziam”, confessou um senhor de meia-idade, ao ser abordado. Muitos também foram os que pediram informações sobre o uso de couro vegetal, materiais sintéticos e fibras naturais. “Não come carne, não fuma, não bebe, não joga, não trepa… se mata!”, deobochou um idoso que mal escutou as propostos de um dos manifestantes e já decreteu seu conceito equivocado.

sexta sem pele

Mas centenas de outros – inclusive a banda argentina Boom Boom Kid, que passou pelo local – parabenizaram pela atividade pedagógica, e pela coragem de fazê-lo, em meio a um Estado exportador de pele de chinchila e de couro bovino, entre outros.

Galeira de imagens

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anti-fur

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Vanguarda Abolicionista leva o ativismo gaúcho ao show de Paul McCartney

Fotos: RSantini
paul mccartney

por Marcio de Almeida Bueno, jornalista

Em um domingo de forte calor, a Vanguarda Abolicionista com seus apoiadores, e também ativistas independentes e as siglas Projeto ProAnimal e Ramatis Porto Alegre, passou o dia junto ao estádio Beira-Rio, local do show do ex-beatle Paul McCartney em Porto Alegre. A idéia foi aproveitar a presença do roqueiro vegetariano e ativista pelos direitos animais, e das milhares de pessoas que circulavam pelo entorno do estádio neste 7 de novembro.

paul mccartney

O grupo realizou maciça panfletagem com material preparado especialmente para a ocasião, com os dizeres ‘Escute Paul McCartney – ele tem muito a dizer contra o consumo de carne e sobre direitos animais‘. Não foram poucos os fãs que afirmaram desconhecer a ligação do músico com a causa animal e vegetariana, e como promotor da Segunda Sem Carne.

paul mccartney porto alegre

Outro material produzido para o evento foi um banner em tamanho natural de Paul – autorizado pelo PETA, tratando de sua mudança de vida rumo à defesa dos animais. Dezenas de pessoas posaram ao lado do cartaz para fotografias, e até mesmo uma equipe da RBSTV/Globo gravou reportagem junto ao banner, entrevistando um dos ativistas.

paul mccartney

A ocasião também permitiu a coleta de assinaturas contra a importação de novas girafas para o Zoológico de Sapucaia do Sul, dentro do movimento ‘Lugar de animal é no habitat natural’, do qual a Vanguarda Abolicionista faz parte. Fãs anônimos e famosos, famílias inteiras, gente de vários pontos do Brasil e do Mercosul endossaram o documento em favor das girafas, e até mesmo dois iintegrantes da banda Chimarruts – foto abaixo – deixaram sua assinatura.

chimarruts

Milhares de panfletos e adesivos foram distribuídos, para um público que aumentava à medida que o horário da abertura ds portões se aproximava. A ligação de Paul com o vegetarianismo/vegansimo, explicitada pela Vanguarda Abolicionista na manifestação, provocou as mais diferentes reações. Muitos se declaravam vegetarianos, veganos e até ativistas, outros viam tudo com incredulidade, e alguns poucos ficaram incomodados. “Tu mata o alface e o tomate que não têm como fugir, covarde filho da p***!”, esbravejou um grupo de jovens de classe média, visivelmente alterados. Não se sabe o porquê de terem pago cerca de 500 reais para o show de um artista vegetariano, militante e reconhecidamente sensível em relação aos animais – e outras causas nobres.

paul mccartney

Os ativistas deram entrevista para uma equipe de Santa Catarina que realizava um documentário, e a partir da abertura dos portões circularam por entre as milhares de pessoas que acorriam ao Beira-Rio. Esgotados pelas sete horas de pé sobre o asfalto e sob o Sol, os ativistas recuperaram as forças saboreando lanches veganos oferecidos pela culinarista Pris Machado, presente no ato.

paul mccartney porto alegre

Uma pasta de mini-pôsteres com fotos de protestos da Vanguarda Abolicionista, com apresentação em inglês, foi entregue à equipe de produção do espetáculo, para chegar às mãos do cantor. Alguns dos manifestantes, mesmo exaustos, entraram no estádio para assistir ao show, portando faixas, e o restante do grupo deixou o local para tratar da pós-produção de Comunicação do grupo.

mccartney

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Fotos: Marcio de Almeida Bueno
paul mccartney porto alegre

Fotos: RSantini
paul mccartney porto alegre

paul mccartney

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