Publique aqui sua ação, seu desejo por um mundo melhor para todos os seres - Sempre podemos mais do que nos foi dito podermos -
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Telhado Verde
Uma das causas das grandes enchentes são os telhados dos imóveis.
Veja como transformar um transtorno para a natureza em algo útil para você e para o meio ambiente em http://www.greennationfest.com.br/pt/post/585/Telhado-Verde
e veja abaixo outras matérias sobre reutilização de águas servidas.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
RS: Vanguarda Abolicionista e apoiadores protestam contra a Expointer

por Marcio de Almeida Bueno, jornalista
Neste domingo, dia 29 de agosto de 2010, mais uma vez dezenas de ativistas estiveram realizando protesto em frente à Expointer, a maior feira agropecuária do Brasil, e uma das maiores do mundo. Das 10h às 16h, a Vanguarda Abolicionista esteve realizando panfletagem junto às bilheterias do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio - região metropolitana de Porto Alegre, com participação dos grupos ComPaTa, de Passo Fundo, e Projeto ProAnimal, de São Leopoldo.

Dentro do parque, animais confinados, engaiolados, puxados pelo nariz ou esperando a hora de morrer, exposições dos campeões das ‘raças’, e a final do Freio de Ouro, tradicional rodeio gaúcho. No portão principal, banners e faixas foram erguidos, denunciando a situação de escravidão, exploração e morte a que os animais são submetidos, a despeito da idéia de ‘bem tratados’. Com uma maioria de veganos e alguns vegetarianos, os cerca de 30 ativistas apresentavam ao público a opção de uma vida que prescinde de carne, leite, ovos, couro, etc, nem de diversão às custas do sofrimento animal, como rodeio e laço.

Milhares de pessoas entravam na Expointer, e obrigatoriamente passavam pelo protesto, recebendo material impresso ou mesmo interessando-se pelas mensagens dos banners. “É que para comer carne a gente tem que matar a vaquinha, minha filha, e esse pessoal está pedindo que não se mate mais os animais”, explicou uma mãe à filha pequena, que perguntava sobre o significado das fotos e dos dizeres.

Um simpático cachorro de rua se aproximou dos manifestantes, recebendo água para beber e pomada cicatrizante em um machucado que apresentava, graças a duas participantes que também atuam na proteção animal.

O protesto se encerrou ao final da tarde, após mais de mil cópias do material impresso preparado para a ocasião terem sido distribuídas ao público pedestre. Clique aqui para ver a matéria sobre o protesto publicada em Zero Hora.


sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Frase Premiada - recebi em minha caixa postal
Podemos fazer muita coisa e mostrar para esse pessoal, que não estamos satisfeitos com o "trabalho deles".
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Vanguarda Abolicionista convida para protesto na Expointer
Veganos, vegetarianos, ativistas, ambientalistas, defensores dos animais e demais interessados estão convidados a participar, de preferência com camiseta preta ou alusiva aos animais. Banners e faixsas serão instalados junto às bilheterias do Parque de Exposições Assis Brasil, na estação Esteio do Trensurb. Informações adicionais pelo vanguardaabolicionista@gmail.com.
Veja o protesto do ano passado em http://tinyurl.com/Expointer2009.
Serviço
O quê: protesto na Expointer, com faixas, banners e panfletagem
Quando: 29 de agosto, 10h
Onde: bilheterias/entrada principal
Como chegar: Trensurb, estação Esteio
Vanguarda Abolicionista recebe ativista do Vida Universal, da Alemanha
Fotos: RSantini
por Marcio de Almeida Bueno, jornalista
Na noite desta quarta-feira, dia 25 de agosto de 2010, a Vanguarda Abolicionista promoveu um bate-papo em Porto Alegre com a ativista Janete Wood, do grupo alemão Vida Universal. O restaurante vegano Casa Verde lotou, com dezenas de pessoas interessadas nas experiências do Universelles Leben, que possui representantes em muitos países do Ocidente. Veganos, vegetarianos, ativistas, integrantes da VAL e do Projeto Pro-Animal, de São Leopoldo, se fizeram presente na ocasião, que reuniu alguns dos maiores nomes e pensadores da libertação animal no Rio Grande do Sul.

Janete falou sobre a atuação do Vida Universal na Alemanha e na Europa, com a compra de terras para instalação de fazendas onde é promovida a ‘agricultura pacífica’, e onde são abrigados animais salvos do abandono, da caça e da pecuária. “As áreas são unidas, para que a fauna possa circular livremente, e a colheita é feita apenas em parte, deixando alimento para as aves e outros animais”.

O Universelles Leben vende legumes e produtos veganos que estão além do conceito de orgânico, mantem canal de rádio e televisão, e publica livros, revistas e materiais diversos, com maciça distribuição gratuita. “Temos outdoors por toda a Euorpa, e nossas manifestações acontecem todos os meses, reunindo até 400 pessoas”, comenta Janete.

Com base espiritual cristã, o Vida Universal também é conhecido pelas críticas em relações às demais religiões, que se omitem na questão da exploração dos animais. Esse ponto foi bastante debatido pelos participantes durante o evento, já que o grupo alemão diz apenas seguir as palavras de Jesus Cristo – sem morte ou escravidão de animais, e preocupação também com a vida dos vegetais. “Criamos o conceito de ‘terrano’, um passo além do vegano, por exemplo colhendo as frutas que já caíram da árvore, no lugar de arrancá-las. Mas ainda há um longo caminho”, explica.

O bate-papo começou às 19h30min e seguiu até depois da meia-noite, com rodada de massas veganas, incluindo o inédito queijo ralado vegetal. Vários dos presentes fizeram questão de posar para fotos junto com a ativista, que ainda trouxe para a VAL revistas, camisetas, livretos e buttons.
Fonte: Vanguarda Abolicionista
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Sobre Agrofloresta
SOBRE AGROFLORESTA E SISTEMA AGROSILVOPASTORIL
O que é Sistema Agroflorestal (SAF)?
É uma prática antiga que já foi muito utilizada por comunidades tradicionais em várias partes do mundo, e na Ásia e América do Sul há mais de mil anos. A definição adotada pelo “International Center for Research in Agroforesty (ICRAF) é o mesmo adotado pelo código Florestal Brasileiro: “Sistema Agroflorestal é um nome coletivo para sistemas e tecnologias de uso da terra com cultivares agrícolas e/ou animais em alguma forma de arranjo espacial e sequência temporal”- Resolução da Secretaria do Meio Ambiente (SMA)-44, de 30-06-2008, Resolução CONAMA 369/2006.
Podem ser sistemas simples como o consórcio de espécies agrícolas com arbóreas de pouca diversidade de espécies e mais complexos como ecossistemas florestais com dinâmica e diversidade similar às florestas naturais, com uma determinada porcentagem de exóticas, cujo objetivo é restaurar a vida no local, sendo este sistema o de maiores chances de apresentar bons resultados.
A restauração de ecossistemas degradados vem tomando crescente importância diante de um quadro de crise ambiental cada vez mais drástico, afetando a qualidade de vida de TODAS as comunidades de vida deste maravilhoso e maltratado planeta. A derrubada das florestas para o domínio das monoculturas e pastagens deixando o solo nu, exposto a intenso processo erosivo, zonas ripárias sem vegetação provocando assoreamento dos rios e lagos, pequenos fragmentos florestais isolados e permanentemente perturbados pelas atividades humanas, são modelo insustentável com graves conseqüências ambientais cada vez mais intensas: a erosão, e a desertificação como uma das principais causas do aquecimento global: retém o calor, a absorção da água pelo solo é mínima e a evaporação altíssima sem retenção da umidade e nenhuma captura de CO².
Desde o início da história das civilizações, quando os povos começaram a utilizar a madeira para construções habitacionais e náuticas, para forjar metais e outros fins, a floresta representava abundância, desenvolvimento e poder. Com a extinção das florestas e solos exauridos, a constante ameaça da fome levou impérios ao declínio, como por exemplo Roma no séc.IV d.C., que era financiada pela prata extraída na Espanha, cuja fundição sacrificou enormes reservas florestais ibéricas... E qualquer um com um mínimo de bom senso pode ver que a humanidade não se cansa de repetir os mesmos erros, principalmente nesse país, onde se retorna com força total ao mesmo modelo predador e insustentável do período colonial: enormes monoculturas apenas com o fim de exportação e lucro sem o mínimo respeito a o que resta de importantes ecossitemas e da nossa preciosa biodiversidade.
Independente do que vier a ser decidido no novo Código Florestal, reflorestar com ou sem obrigatoriedade, recuperar áreas degradadas e improdutivas por meio do sistema de agrofloresta, imitando a sucessão natural num processo mais acelerado, tem mostrado excelentes resultados, reduzindo custos com compensação financeira a curto e médio prazo através de seus produtos agrícolas e florestais orgânicos e saudáveis, formando um agroecossistema sustentável, nas pequenas propriedades rurais, já difundido por todo o país, embora de maneira pontual.
Percebe-se, entre os proprietários rurais, uma relutância em deixar ou manter áreas florestadas, áreas de APP, mesmo que somente para fornecer sombra e abrigo aos seus animais e proteção aos mananciais, porque acreditam estar perdendo áreas produtivas. Para estes, uma alternativa inteligente a ser adotada é o sistema agrosilvopastoril onde se combinam no mesmo espaço plantas forrageiras (gramíneas) e leguminosas (rasteiras e arbustivas) e árvores junto com a produção agrícola e pecuária produzindo alimentos, água, serviços ambientais e energia de biomassa. Os poucos a introduzir esse sistema parecem bem satisfeitos, ao contrário do que afirmam alguns que acreditam ser inviável porque acham que se trata de plantar “dentro” de florestas e não em consórcio com estas.
A utilização de árvores junto aos cultivares agrícolas e/ou pastagens, tem a função estratégica de: reduzir a insolação direta sobre o solo protegendo sua vida biológica e aumentando sua diversidade; proteger do impacto direto das gotas de chuva sobre o solo que causam compactação e erosão e auxiliar na infiltração da água para o subsolo alimentando os lençóis freáticos; trazer para a superfície nutrientes das camadas mais profundas; reduzir o efeito negativo do vento que leva embora a umidade, portanto reter a umidade; promover constantemente matéria orgânica no solo, tornando desnecessária a utilização de adubação química; adicionar nitrogênio por fixação biológica e finalmente promover a biodiversidade devolvendo vida para o local, objetivo principal deste sistema.
Para quem quer ir mais fundo, “Apostila do Educador Agroflorestal”– Projeto Arboreto/Parque Zoobotânico/ Universidade Federal do Acre – PENEIREIRO, Fabiana Mongeli et al.
Site: www.agrofloresta.net
http://agroflorestador.blogspot.com
Sabina T. Cseri – Técnica em Gestão Ambiental
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
Água Purificada
Leia a matéria Sistemas Alternativos de Tratamento de Esgoto Doméstico: clique aqui ou veja mais abaixo.
Leitura Recomendada: Aves Brasileiras - Minha Paixão
Ao encontrar em uma livraria da Praça XV, Centro do Rio de Janeiro, RJ, o irresistível livro Aves Brasileiras e Plantas Que As Atraem, de Johan Dalgas Friesch, mesma editora acima, imediatamente adquiri o conjunto em oferta que incluia estes dois livros e mais ainda o DVD Aves Brasileiras Minha Paixão, por pouco mais de R$100,00, divididos em 3 vezes no cartão de crédito.
Uma palhinha: o autor, descendente do dinamarquês Enrico Mylius Dalgas, seu avô, homenageado com uma estátua na cidade de Aarthus, Dinamarca, paulistano amante das aves desde a infância, não havendo curso superior de ornitologia no país, estuda engenharia industrial no Mackenzie e então passa a financiar com seu trabalho estudos e desenvolvimento de equipamentos para a observação de aves.
Leia-os, assista ao DVD e comente aqui neste blog.
Leitura Recomendada: Meu Vizinho é Um Psicopata
Se você já se percebeu de alguma forma agredido e prejudicado em sua vida, é possível que tenha sido ou esteja sendo vítima de um psicopata e precisa conhecer o tema para melhor se defender.
Se você não sofre quando percebe que alguém está sofrendo, se aproveita do sofrimento alheio sem piedade, você acabará por sofrer ainda mais do que sua vítima. Você é um psicopata e os sofrimentos que lhe aguardam são muitos.
Uma leitura que interessa a todos.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Acne, trate-se com alimentos vegetais
foi publicada uma matéria sobre tratamento da acne com alimentos vegetais. A quem interessar, clique em http://codig05.blogspot.com/2010/08/livre-se-da-acne.html
Trata-se de como utilizar os alimentos da forma que aprendi estudando a Medicina Tradicional Chinesa que se utiliza de conceitos do Taoismo para escolher alimentos e ervas medicinais para a cura de diversas doenças. Note-se os 5.000 anos de prática....
Gostando, ou não, comente e divulgue.
Fraternalmente,
Lino
Lino Guedes Pires M.D.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
SISTEMAS ALTERNATIVOS DE TRATAMENTO DE ESGOTO DOMÉSTICO

sábado, 7 de agosto de 2010
Porto Alegre: Chicote Nunca Mais retira 17 cavalos do depósito da EPTC

Na última segunda-feira, dia 2 de agosto, a ONG Chicote Nunca Mais recolheu 17 cavalos liberados pela Empresa Pública de Transporte e Circulação, que estavam em cabanha localizada na zona rural de Porto Alegre. O pedido era feito desde março, sendo atendido somente agora, com custas de transporte e remoção dos animais correndo por conta da Chicote. Segue relato da presidente da entidade, Fair Soares.

“Marcaram para as 15h, e lá estávamos a postos. Às 16h ainda estavam copiando documentos e esperando os que chegariam do Departamento Jurídico da EPTC. A coisa foi enrolando e o frio, por sua vez, aumentando. Eram 17h e o documento de doação, conforme determina a lei, estava errado. Aliás, na retirada passada foi o mesmo equívoco, quando levaram três meses para liberar dois cavalos de um alvará judicial. A solução chegou quando o Ministério Público do Meio Ambiente interveio, já quase anoitecendo. Um agente que estava no local estava preocupadíssimo, porque o ônibus que ele usava tinha poucos horários”.

“Quando finalmente conseguimos recolher 15 dos 20 cavalos que havíamos pedido, era noite escura. Pegamos mais um com olho vazado que não estava no pedido e outro que fez uma cirurgia nos tendões, na UFRGS. Toda a população está acostunada a ouvir a choradeira dos dirigentes da EPTC, de que estão com muitos cavalos, no entanto quando há uma ONG de idoniedade comprovada, respeitada pelo trabalho que desenvolve e que contribui com a redução do plantel, eles demoram todo este tempo, evidenciando desorganização, ingerência e pouco conhecimento da Lei Ambiental. Além do que, pede-se um número de animais e eles liberam outro. Será que isso ocorre porque a coisa é publica? Quem sabe pensam que são os donos dos cavalos? Acho que talvez não sabem que é o erário público que paga o recolhimento, estada dos bichos e os salários deles. Freqüentemente não atendem a população quando se pede ajuda para algum cavalo, e muitos são grosseiros e mal-educados”.

“Vamos continuar buscando cavalos na EPTC porque temos um acordo com o prefeito municipal, José Fortunati, de relocarmos os animais recolhidos, conforme faculta a Lei Federal e, ele está mantendo suspensos os leilões. Existe um grande número de animais com deforminades incapacitantes, cavalos cegos, com problemas articulares, dentre outros. Em Porto Alegre, não dá para dizer que cavalo de carroça não é vítima. A Prefeitura não dipõe de local adquado para colocá-los. Creio que é justo, pois esses animais vêm recolhendo o lixo da cidade gratuitamente para a Prefeitura, e o prêmio não pode ser o leilão. Isso é colocar o dinheiro público no lixo. O cavalo que teve uma recuperação mascarada volta para a rua e, seguramente, vai cair logo adiante. Vamos pagar todo o recolhimento e albergamento novamente? Tenho dúvidas de que haja no depósito o número de cavalos alardeado pela EPTC, que seriam 90 eqüinos. Se houvesse, não levariam cinco meses para entregar 15 cavalos, faltando 25% do pedido. Não é coerente”.

Fonte: Chicote Nunca Mais
Do alívio rápido contra os sintomas e a reação ao anti-especismo

por Marcio de Almeida Bueno
Mecanismos que o sistema já apresenta para aliviar sentimentos e conflitos internos nas pessoas, sem que haja uma ação posterior, algo que pudesse fugir do controle. Então a idéia de não comer carne – ponto de partida, apenas – nem demais produtos de origem animal, habitualmente recebe a resposta-a-vácuo de que é necessário comer isto ou aquilo. Não tolera-se abuso, maus tratos ou ‘maldades’, mas estaria o homem apenas batendo continência a uma ação-tradição que vem dos próprios animais, comendo-se uns aos outros, conforme o apetite. Ou orientações bíblicas, cabendo aos humanos a administração das plantas e ‘animais’, como quem vai, manhãzinha, buscar fruta no quintal. Cadeia alimentar, necessidade de proteínas, ‘ué, o leão come a zebra’ ou ‘a vaca nos comeria, se pudesse, então…’.
Em todo esse esperneio infantil, de quem não se permitiu ainda um insight – porque isso provavelmente o faria questionar a própria vida – soa como as trombetas anunciando a chegada de um rei-morto, idéia-cadáver que se instalou e é passada de geração junto com as pratarias da casa, polidas e no lugar certo. Os mecanismos de controle social abastecem de combustível toda moleza herdada, toda incapacidade de questionamento além dos tapumes erguidos pela geração anterior, e o eventual fiapo de remorso ou incômodo no pensamento pode ser resolvido com um aplacador raciocínio curto e clichê.
Some-se a isso um aprendizado confuso sobre amor e respeito, massinha de modelar amassada com todas as cores até ficar sem cor alguma, e crescem as pessoas separando em gavetas o que pode ser amado, o que deve ser amado, o que precisa ser amado escondido dos outros, o que se cabe respeitar ou jogar pedras e cuspir em cima, o que se deveria resepeitar mas entra no molho das fraquezas humanas – esses furos que a tudo se adaptam, e que rapidamente tiram o corpo fora na hora do aperto. Tadinhas das crianças na Etiópia, sinto muito pelos menores no sinal, que dó pelos velhinhos no asilo, pela Amazônia e pelo não-humano que deu sua vida para que tenhamos esta saborosa refeição. Uff, que alívio rápido dos sintomas.
Bem, a resposta para um posicionamento tão subversivo como a revisão dos valores até então cantados em uníssono está vindo das formas mais atrapalhadas, talvez pela – ainda – perplexidade frente a quem viva, e viva bem, sem necessariamente ter um corte de cabelo estranho ou não pagar as próprias contas, mas se abstenha não-passivamente de tomar seu assento no financiamento da escravidão animal. Já ouvi a expressao ‘terrorista doméstico’. Então sem se identificar com qualquer coisa que soe como errada ou anti-social, mas também sem tentar olhar um pouco por cima dos tapumes, o cidadão-médio já puxa, engatilhado, um revólver de respostas.
Deus, bíblia, família, tradição, educação, cadeia alimentar, necessidade de proteínas, ‘leão come zebra’, tudo se mistura na reação, na resposta automática. Muitas vezes, sem que nada seja perguntado, pois esse não-tomar-parte que os anti-especistas até silenciosamente fazem, perturba alguns. O diferente, e o medo de se ver refletido nele, algum dia. De permitir que o fiapo de inquietação tome proporções a ponto de mudar a vida, e ver-se pisando mais leve neste planeta. Uff, que alívio rápido dos sintomas.
Fone: ANDA
Aluno ganha bicicleta por desenho contra puxada de cavalos

André Luiz Chicoski, 10 anos, aluno da Escola Básica Municipal Almirante Tamandaré, emplacou uma charge sobre a puxada de cavalos em Pomerode na capa do Santa na Escola de maio e foi surpreendido por um admirador de seu trabalho.
O advogado e professor universitário Honório Nichelatti Jr. (à esquerda na foto) deu ao menino, ontem de manhã, na sede do Jornal de Santa Catarina, no Bairro Salto, uma bicicleta, paixão do advogado.
É a primeira de André, que está no 5º ano e mora no Morro da Santa Fé com a mãe e dois irmãos. O Santa na Escola é produzido pela equipe de Circulação do Santa (na foto). Esse é o desenho:

Fonte: Portal Pomerode
Novo restaurante vegano de São Paulo sedia curso de culinária

No próximo dia 15 de agosto, a chef Luisa vai ministrar um curso de culinária no mais novo restaurante vegano de São Paulo, o Loving Hut. As receitas a serem ensinadas e degustadas incluem esfihas integrais, pão integral com grãos, recheio e patês de tofu, moqueca de tofu com algas, hamburguer de lentilha, bolo de maçã com canela e nozes, leite de aveia e guacamole. A aula acontece na rua França Pinto, 243, Vila Mariana, Capital, das 14h às 19h, com investimento de R$ 50, com apostila. Inscrições pelo veganas@gmail.com.
domingo, 1 de agosto de 2010
Sobre Meditação Vipassana - Lino Guedes Pires
Este trabalho pode ser impresso para distribuição gratuita mencionando-se o autor e seu email linpires@yahoo.com e home Page projetoplanteumarvore.blogspot.com
A prática da meditação da Visão Interior (Vipassana) tem se popularizado no mundo todo, mesmo dentro do mundo budista que durante séculos a havia esquecido. A meditação, ou cultivo da mente, é parte importante do Caminho para a Felicidade, ou Caminho da Libertação do Sofrimento, ou ainda, parte importante da Nobre Senda Óctupla. Este Caminho tem três pistas que são trilhadas concomitantemente: Metta, a prática do amor, da caridade. Sila, a prática da moralidade, ou seja, a prática de se evitar sofrimentos a si próprio e a outros seres e Bhavana, a prática do cultivo da mente. Aqui, nos ateremos principalmente à esta, à Bhavana.
Bhavana, ou cultivo da mente, consiste em todo e qualquer esforço destinado a tornar a mente capaz de perceber a realidade como ela é e para isso existem várias práticas. No entanto, a prática conhecida como Vipassana é a mais conhecida pois foi através desta prática que Siddhata Gotama, o Buda, tal qual se pronuncia em sua língua natal, o Páli, atingiu a Iluminação Suprema.
À justa medida em que é praticada, o praticante vai, ora mais lentamente, ora mais rapidamente, dependendo de seu desenvolvimento mental e espiritual anterior, vai, como dizia, desenvolvendo qualidades e potenciais mentais e do corpo. Vai tendo visões interiores que lhe mostram soluções para seus vários problemas e naturalmente sua vida vai tornando-se cada vez mais rica, mais abençoada. Embora simples em sua concepção, a Meditação Vipassana apresenta ao meditador inúmeros detalhes, inúmeros obstáculos que à medida que são superados adequadamente, vão conferindo aquisições ao meditador que vai cada vez mais superando as dificuldades naturais da vida, as dores, as angústias, a pobreza. Durante inúmeras vidas Buda dedicou-se a trilhar a Nobre Senda Óctupla e portanto, não foi sem motivo que nasceu em uma família riquíssima, a família do Imperador de um país dos mais desenvolvidos de sua época. Da mesma forma, ao praticarmos a meditação Vipassana, vamos enriquecendo nossas vidas em todos os sentidos. Ou seja, a vida do meditador vai paulatinamente tornando-se mais rica tanto material, quanto social e espiritual e assim, naturalmente, chega um dia, nesta vida ou em outras futuras, dependendo do esforço já investido pelo meditador que de tão rico, pode dar tudo o que tem, como o fizeram Buda e muitos outros ascetas, que nada lhe faltará. Da mesma forma, poderá tornar-se um monge, um asceta.
Meditando, o meditador liberta-se inicialmente das mazelas mais torpes deste mundo tais como a falta de recursos materiais, a falta de saúde física e mental, as dificuldades sociais, alcança um melhor desempenho profissional, melhoria no relacionamento, uma calma mais profunda, mais compaixão e um nível de atenção mais e mais aguçado, com a conseqüente destruição de todas as impurezas mentais, de todas as formações mentais doentias, geradoras de sofrimento, do egoísmo, da ignorância e da violência até que finalmente liberta-se deste e de todos os mundos, liberta-se da maldição do renascer. Finalmente atinge o Nibbana, a libertação de todo sofrimento, a Felicidade.
A meditação Vipassana é muito conveniente aos portadores de espírito científico, de espírito crítico, saudavelmente cético pois, com o é em todo o Budismo, não exige que se acredite em dogmas, é um convite à investigação. No entanto, exige uma certa predisposição e preparo para enfrentar o desconhecido, principalmente as imensas e abissais regiões interiores do espírito. Torna-se necessário se arriscar, é preciso pagar para ver e se paga à própria vida e com a própria vida que dá em retorno o que foi prometido acima, a libertação do ciclo de renalscimentos, o Samsara, o Nibbana, a libertação de todo sofrimento, a Felicidade Eterna.
Durante o trilhar da prática Vipassana, vamos nos aperfeiçoando em nossas práticas de amor, Metta e na ciência e arte de evitar o mal para si e para o próximo, seja esse próximo outro ser humano ou o mais miserável dos insetos. Com a prática investigativa surge a fé budista (Saddha), idêntica à fé do investigador científico ocidental. A diferença é que o meditador investiga seu interior com seus próprios sentidos e o invetigador ocidental investiga o universo com aparelhos.
Essas proposições dizem respeito a ambos, a natureza da realidade e o alcance do caminho. No esquema tradicional do treinamento Budista, a fé é colocada no início como um pré-requisito para os estágios subseqüentes que compreendem a tríade da virtude, concentração e sabedoria. Os textos canônicos não parecem contemplar a possibilidade de que uma pessoa carente de fé nos princípios doutrinários específicos do Dhamma possa se dedicar à prática da meditação de insight e colher resultados positivos. E no entanto, na atualidade, tal fenômeno tem se tornado amplamente difundido. É bastante comum que os meditadores façam o seu primeiro contato com o Dhamma através da prática intensiva de meditação de insight e depois usem essa experiência como a pedra de toque para avaliar o seu relacionamento com os ensinamentos.
A meditação Vipassana pode ser mais facilmente praticada dentro de um mosteiro budista, de um templo budista, mas no entanto pode ser praticada em qualquer ambiente. Buda a praticou na floresta e foi lá que alcançou a Iluminação Suprema. Da mesma forma que a floresta é violenta, também o é a Selva de Pedra de nossas cidades e assim,nada nos impede de alcançarmos a libertação total meditando com seriedade nas selvas de nossas megalópole.
Não é necessário uma plena aceitação prévia da doutrina Budista para a prática do Caminho da Libertação do Sofrimento, da Nobre Senda Óctupla. A Correta Compreensão (samma dithi), portanto, é sempre fruto da vivência meditativa e não de explicações de monges ou gurus, terapeutas, analistas etc, por mais que estes nos sejam úteis em várias situações, frente às dificuldades que enfrentamos na vida.
É bom que se deixe claro que os ganhos provenientes da prática da meditação Vipassana não são puramente intelectuais e sim de uma natureza muito complexa em termos de conhecimento, o que envolve tudo o que o ser humano conhece. No entanto, abstemo-nos de falar dessa enormidade de conhecimento para nos concentrar na descoberta e no trilhar da Nobre Senda Óctupla, o Caminho que Leva à Libertação, à Felicidade Eterna.
Clique aqui para saber mais sobre a Meditação da Visão Interior, Vipassana Bhavana.
Ou copie e cole em seu browzer: http://projetoplanteumarvore.blogspot.com/search?q=medita%C3%A7%C3%A3o




