quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Investimentos

Uma das melhores formas de investir é plantar certas árvores. No entanto, há dificuldades. É necessário muito investimentuo em infra-estrutura e a liquidez é muito baixa. Ou seja, você vende quando aparece a oportunidade.


No entanto, há um mercado ainda a ser inaugurado no Brasil.


Constantemente surgem novas tecnologias que fazem com que o valor de certos materiais, ações etc flutuem para cima ou para baixo. Há uma grande novidade se aproximando no mercado automotivo. Como se sabe, o petróleo é um problema constante e isto faz com que se invista no desenvolvimento de tecnologias alternativas, particularmente todos tem interesse no carro elétrico, cujo ponto fraco é o sistema de acúmulo de energia elétrica.


Especificamente falando, as melhores baterias existentes hoje são as que você usa no seu notebook. Veja como são caras. Para os automóveis elétricos seu preço os inviabiliza. No entanto, há uma nova bateria chegando, a bateria de prata.


Historicamente o ouro custa 15 vezes mais do que a prata. No entanto, hoje, o ouro está custando cerca de 60 vezes mais do que a prata. Ou seja, o que você paga hoje por um quilo de ouro dá para comprar 60 quilos de prata.


Fazendo um exercício de futurologia, podemos enxergar o dólar caindo, o ouro chegando a US3.000,00 por onça. Depois disso, o dólar se estabiliza, a indústria começa a crescer, surge necessidade de dinheiro para investimentos, os capitalistas começam a vender seu ouro para gerarem capital a ser investido em atividades produtivas, investem pesado no carro elétrico, as indústrias automotivas começam a comprar baterias de prata, aumenta a demanda por prata. Novas tecnologias de purificação da água utilizando prata coloidal começam a fazer mais encomendas de prata cuja demanda aumenta ainda mais.


A relação ouro e prata se modifica, muitos querendo comprar prata, seu preço sobe.


Portanto, minha recomendação, comprar prata agora para vendê-la daqui a 3 anos, ou menos, com grandes ganhos, ou a qualquer momento.


Um problema: Como comprar prata no Brasil. Somente as bolsas de Tóquio e Nova York apresentam negócios.
 

Clique aqui para acessar uma página que encontrei com informações interessantes sobre a extração de prata no Brasil. Curiosamente, telefonei para a Vale do Rio Doce pedindo informações e após ser o telefonema ser transferido para Carajás, fui informado que a Vale não trabalha com prata. Dá para entender?

Hoje, 27 de fevereiro de 2010, vejo que o gráfico da prata apresenta um W, indicador de baixa de cotação. Por quê a prata está caindo? A razão é que depois que o texto acima foi escrito, uma pequena empresa americana encontrou sob a Muralha da China uma mina de prata que abastecerá sosinha a humanidade por 30 anos!!! Portanto, apesar de termos em vista aumentos das taxas de consumo industrial de prata, com esta nova descoberta, perco a esperança de grandes desempenhos e passo a recomendar arriscarmos mais em platina e outros metais raros, como também em celulose e seus produtores. Minha análise da Fíbria (FIBR3) me diz que está para subir, apesar do excesso de celulose no mercado europeu.


Alguém pode colaborar mais neste assunto?

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domingo, 10 de janeiro de 2010

SHEILA MOURA ENTREVISTA A ATIVISTA BIANCA TURANO

Tenho recebido inúmeros e-mails falando sobre o problema que a ativista Bianca Turano está vivendo. É que vendo um cão sendo negligenciado em uma varanda de um prédio de apartamentos, resolveu tomar sua defesa. A coisa complicou e está tudo explicadinho no blog da SBV .Clique aqui e leia diretamente

Pois bem, parece que o complicador da situação é que os "donos" do animal estão alegando a exposição que a Bianca deu ao caso, inclusive, no prédio onde moram. O importante é que, mesmo que continuem argumentando desta forma, temos que apoiar a Bianca posto que ela tentou, apenas, fazer justiça. Ela pensou, apenas, no animal. Acho que o advogado dela saberá conduzir a ordem dos fatos e a nossa parte será de estarmos juntos em seu apoio.

As pessoas que desejarem apoia-la, basta que faça um comentário no blog citado acima. Ela vai imprimir todos e vai anexar ao processo formalizando que todos nós somos a favor de que a causa de defesa animal deve ser levada a sério por todos, principalmente, as autoridades que, pelo jeito, estão deixando de cumprir o seu papel. Do contrário ela não teria ido às ultimas consequencias como foi, certo? Olha, quem quiser mandar seu apoio, diretamente, o e-mail da Bianca é biavegan@yahoo. com.br


http://ogritodobich o.blogspot. com/

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

MAS QUE PAÍS É ESTE?

     A literatura internacional tem uma célebre frase do personagem shakespeariano, príncipe Hamlet. Hamlet disse que havia algo de podre na Dinamarca. Bem, é certo que deve haver, nenhum país é perfeito. Mas, diferentemente do Brasil, a Dinamarca é um país com elevado nível de igualdade na distribuição da riqueza e muito bem conceituado nas questões saúde, assistência social e educação para seus 5 milhões de habitantes.
 
     Se pudesse parafrasear Hamlet em sentido interrogativo eu diria – Será que ainda há algo ou pessoas não podres no Brasil? Bem, é também certo que deve haver.

     Esta frase me surge agora, neste momento em que escrevo este artigo para publicá-lo em algum blog, ou quem sabe até criar um blog onde eu me inscreva como brasileira e como desejante de um país sério.

     Estou realmente indignada e envergonhada. Sinto vergonha de ser considerada cidadã de um país que as pessoas chamam de terra de traficantes, viciados, bandidos, políticos sem ética e corruptos até o fundo das calças e agora, hoje, pasma li sobre a frase que Boris Casoy está chamando de infeliz quando na verdade me parece muito mais uma frase que revela o que este homem, até ontem jornalista e articulista sério e comprometido com a verdade e com a igualdade brasileira (eu assim pensava) é realmente – um lixo.

     Vou explicar. O que este lixo faz ao iniciarmos 2010? Estando ele em TV aberta, observa uma gravação de dois ou mais garis desejando felicidades a todos em 2010. E nosso sério jornalista, digo, nosso lixo comenta com alguém de sua equipe algo mais ou menos assim: “Mas que merda. Garis desejando felicidades do alto de suas vassouras. Dois lixeiros, o mais baixo grau da escala de trabalho. Depois disso, desculpa-se dizendo que fora uma frase infeliz. Infeliz é o povo deste nosso país que tem que conviver e as vezes até acalentar sonhos de que as pessoas são boas do ponto de vista social, são éticas do ponto de vista humano, são sérias e compromissadas do ponto de vista trabalho.

     Sou brasileira há muito tempo, 54 anos e foi neste país que criei meus filhos e enterrei meu pai e avós. Foi neste país onde existe uma escala de graus de trabalho...se houver algum economista por aí, que me indique onde ela está publicada para que eu possa ver em que grau estou. Se a pergunta for feita ao Casoy penso que ele responderá que estou muito próxima do grau dos garis. Sou só professora. E do alto dos meus braços e mãos manchadas de giz, eu também desejo felicidades aos bons brasileiros.

     Enfim, sinto-me cansada de tantas e tantas vergonhas, tanta corrupção e impunidade, tanta falta de humanidade e sensibilidade nos cidadãos brasileiros que mais deveriam ser tidos como exemplo.
E falam dos jovens. É, uma geração mais do que transviada, uma geração que nem se transvia pois não tem olhos para ver o que não existe para eles...exemplos, caminhos, esperança de viver além do lixo.

     Já que voltei ao lixo, uma boa pena para a frase “infeliz” poderia ser um ano de convivência com seus pares mais próximos.
Os lixeiros? Não, esses ou muitos desses estão anos-luz além do lixo Casoy. Ele deveria mesmo conviver com o lixo, com material em putrefação, com tudo que há de mais podre na humanidade insensível e antes de pedir desculpas pela frase, ir buscar bem dentro dele o lixo que deve ser posto para fora.

     Sou brasileira. Quero e me permito exigir um país sério.
Pensem comigo, me ajudem a pensar em como transformar isto em realidade. O conto de fadas acabou há séculos para nós.
Lixo deve conviver com lixo. Mas se houver alguém que possa juntar-se a mim nesta indignação extrema e pensar juntos como não mais sermos inocentes e enganados...estarei esperando para juntarmos forças e vontades.

KÁTIA REGINA ROSEIRO COUTINHO

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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Por quê meditar

Recebi pela internet o texto abaixo que nos mostra um pouco do funcionamento de nossa mente. Leia, observe e no final, leia meu texto sobre meditação. Mas, vá passo a passo para poder entender e tirar proveito desta mensagem. VEJA:


Exercícios para cérebros enferrujados


Leia, é importante..
 
De aorcdo com uma peqsiusa

de uma uinrvesriddae ignlsea,



não ipomtra em qaul odrem as
Lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras etejasm
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo.

Sohw de bloa.

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

Consegues encontrar 2 letras B abaixo? Não desistas senão o teu desejo não se realizará...

RRRRRRRRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRBRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRBRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR

Uma vez que encontrares os B

Encontra o 1

IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIII1IIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII

Uma vez o 1 encontrado.

Encontra o 6

9999999999999999999 999999999999999
9999999999999999999 999999999999999
9999999999999999999 999999999999999
9999999999999999999 999999999999999
9999999999999999999 999999999999999
9999999999999999999 999999999999999
9999699999999999999 999999999999999
9999999999999999999 999999999999999
9999999999999999999 999999999999999
9999999999999999999 999999999999999
9999999999999999999 999999999999999
9999999999999999999 999999999999999


Uma vez o 6 encontrado ......

Encontra o N (É díficil!)

MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMNMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM

Uma vez o N encontrado.. .

Encontra o Q..

OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO
OOOOOOOOOOQOOOOOOOO OOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO

Quando temos problemas em nossas vidas e não os conseguimos resolver, ficamos geralmente gastando energia procurando detalhes, juntando pedaços, falando a sós. Nos desgastamos e nada aparece de solução.

Então, como visto acima, nossa mente tem outros processos não conscientes para resolução de problemas e quando praticamos a meditação que o Buda Siddattha Gotama utilizou para alcançar a Iluminação, deixamos estes processos livres para trabalhar e depois de algum tempo começam a surgir respostas para nossos problemas.
Isso poderá levar mais ou menos tempo e vai depender do estado geral de cada um.

Para a meditação Vipassana Bhavana é necessário que concentremos nossa atenção no fluxo de ar que passa pelo nariz, ou nos movimentos abdominais que acompanham a respiração. Você pode fazer isso em pé, sentado ou deitado. A posição em que mais dificilmente obtemos grandes percepções é a deitada, isso porquê o sono vem e com ele os sonhos. A posição sentada é a mais conveniente. Basta que nos sentemos confortavelmente e com a coluna ereta. Dificuldades com a coluna são melhor vencidas respirando mais profundamente.

Ao se meditar assim, vemos que a atenção facilmente se desvia do foco ao qual nos propusemos concentrá-la e rapidamente fica saltando para outros objetos tais como lembranças de frivolidades e pequenos compromissos, dores no corpo, etc. Ao perceber-se que a atenção se desviou, é novamente trazida, ou para o fluxo de ar que toca a mucosa da narina ou para o movimento da parede abdominal ao respirar.
Assim permanecendo, algumas coisas vão acontecendo e entre elas, o surgimento de soluções para nossos problemas, sejam eles maiores ou menores.
Todos esses fenômenos observados apresentam três características: Anicca - são transitórios, Duka - estão sofrendo, Anatta - são desprovidos de um Eu. Tudo o que se observa é fruto de ação e reação. O próprio observar é fruto da ação dos olhos e do sistema nervoso. O compreender, é fruto da ação do sistema nervoso e de seu software, a mente, o que vimos a demonstração de seu funcionamento com os exercícios acima.



Lino Guedes Pires


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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Façamos de 2010 um Feliz Ano Novo. Podemos fazê-lo!

por Rafael Bán Jacobsen



> Sendo um físico teórico, um dos meus instrumentos de trabalho mais preciosos
> é a matemática. Por isso, com o tempo, apaixonei-me pelos números e, cada
> vez mais, enxergo neles uma beleza ímpar. Há ocasiões em que quase chego a
> duvidar de que sou um físico legítimo, pois a matemática envolvida nos
> problemas de pesquisa às vezes me fascina muito mais do que as questões
> físicas em si. Ao acompanharem meus trabalhos, alguns colegas, em tom de
> galhofa, dizem: “Olha, só posso parabenizá-lo por ter entrado para o time
> dos matemáticos puros.” Outros, mais austeros, aconselham: “Acho que você
> deveria perder menos tempo com a matemática e mais tempo com a física.” Mas
> eu sou teimoso e ainda acho que uma equação fala mais do que três bilhões e
> meio de palavras. A beleza dos números me seduz.
>
> Todavia, sou um caso quase isolado: a maioria das pessoas detesta lidar com
> números, torce o nariz para fórmulas, sofre engulhos só de ver um gráfico.
> Mas sigo convicto da verdadeira maravilha que os números representam. Não é
> fantástico perceber, embora não se saiba a razão, que qualquer número par
> pode ser escrito como a soma de dois números primos? Não é simplesmente de
> cair o queixo que uma mesma proporção esteja presente em fenômenos tão
> distintos quanto a multiplicação de indivíduos nas sucessivas gerações de um
> casal de coelhos e também em diversas medidas do corpo humano (a altura
> total e a medida do umbigo até o chão; a altura do crânio e a medida da
> mandíbula até o alto da cabeça; a medida da cintura até a cabeça e o tamanho
> do tórax; etc.)? Ou, mais fundamentalmente, não é desconcertante o fato de
> que um mesmo conjunto de símbolos, uma mesma construção lógica, que é a
> matemática, sirva bem a propósitos tão prosaicos quanto contar conchinhas na
> beira da praia mas também nos permita calcular há quantos bilhões de anos
> nosso universo existe?
>
> Sim, os números estão repletos de beleza, mas também podem ser extremamente
> cruéis. Há contextos em que a beleza dos números se esvazia por completo;
> então, a matemática já não é capaz de provocar qualquer sensação de enlevo.
> Ao contrário, nesses casos, a matemática torna-se capaz de trazer à tona
> tudo que há de pior em nós, seres humanos: a desesperança, a revolta, o
> ódio. Os números que descrevem o holocausto animal constituem um desses
> casos.
>
> Em 2003, com base nas estatísticas da FAO (Food and Agriculture Organization
> of the United Nations) sobre agricultura, o Secretariado da União
> Vegetariana Europeia, apresentou o número de animais mortos no mundo para
> consumo humano durante aquele ano. Os números foram estabelecidos a partir
> de relatórios provenientes de mais de 210 países, mas devemos levar em conta
> que alguns países e territórios não fornecem dados. Os números foram os
> seguintes:
>
> - Galinhas e frangos: 45 bilhões e 900 milhões
>
> - Patos: 2 bilhões e 260 milhões
>
> - Porcos: 1 bilhão e 240 milhões
>
> - Coelhos: 857 milhões
>
> - Perus: 691 milhões
>,
> - Gansos: 533 milhões
>
> - Carneiros, ovelhas, cordeiros: 515 milhões
>
> - Cabras: 345 milhões
>
> - Bois, vacas, vitelos: 292 milhões
>
> - Roedores: 65 milhões
>
> - Pombos e outras aves: 63 milhões
>
> - Búfalos: 23 milhões
>
> - Cavalos: 4 milhões
>
> - Asnos, mulas, machos: 3 milhões
>
> - Camelos e outros camelídeos: 2 milhões
>
> A matéria do Centro Vegetariano* sobre o tema alerta ainda que a soma de
> todos esses números fornece um total de mais de 50 bilhões de animais, sem
> ter em conta os animais aquáticos (peixes e crustáceos). Os números
> referem-se apenas aos animais abatidos nos matadouros. Excluem-se os animais
> de criação extensiva (geralmente para consumo doméstico), assim como os que
> são alvo da caça, difíceis de contabilizar por não haver qualquer tipo de
> controle. Certamente não estão incluídos nos números os desafortunados
> animais assassinados em rituais religiosos e tampouco os cães e gatos
> exterminados em sua globalizada Auschwitz particular, os famosos centros de
> controle de zoonoses. De tudo isso, só podemos depreender que a realidade é
> muito pior.
>
> Diante desses números, toda beleza se esvai, escorre feito o sangue dos
> inocentes animais mortos em nome de nossos vícios e de nossa ganância,
> restando, então, a carcaça exangue do puro horror. São dados antigos, mas
> basta olhar ao redor para perceber que as coisas não podem ter melhorado (e,
> nesse caso, mesmo que os números caíssem pela metade, a chacina ainda teria
> dimensões dantescas).
>
> Em um trabalho publicado em 2001, Luiz Antonio Pinazza, redator de pecuária
> e política agrícola da Revista Agroanalysis**, da Fundação Getúlio Vargas,
> joga um balde de água fria no otimismo vegetariano:
>
> *A formulação das tendências de consumo é investigada pelo The International
> Food Policy Research Institute (IFPRI), seguindo um modelo alimentar mundial
> em que se incluem dados originários de 37 países e grupos de países e 18
> produtos. Conhecido como Impact (International Model for Policy Analysis of
> Agricultural Consumption), o cenário do início dos anos 90 até 2020 prevê um
> aumento do consumo da carne e do leite de respectivamente 1,8 e 3,3% nos
> países em vias de desenvolvimento e de 0,6 e 0,2% nos países desenvolvidos.
> Ou seja, até 2020, em toneladas métricas, os países em vias de
> desenvolvimento consumirão mais 100 milhões de toneladas de carne e mais 223
> milhões de leite. *
>
> Resumo da ópera: o número de animais mortos só vem crescendo e vai crescer
> ainda mais. Se, em 2003, as estatísticas mais modestas apontavam 50 bilhões
> de vítimas, hoje, no final de 2009, estamos, certamente, encerrando um ano
> em que tal número foi superado e vamos receber, de braços abertos, um novo
> ano em que, mais uma vez, o recorde será batido. Ano novo, vida nova?
> Infelizmente, penso que não: ano novo, velhos números; ano novo, idênticas
> atrocidades. Um interessante testemunho do século XIX pode ajudar a ilustrar
> a constância do banho de sangue em que vivemos imersos.
>
> O romancista russo Leon Tolstói (1828-1910), por sua vez, levou a cabo a
> experiência à qual a maior parte de nós se recusa, aquela mesma experiência
> considerada pelo filósofo escocês John Oswald (1760-1793) como um alerta à
> sensibilidade natural do homem: Tolstói visitou um matadouro. O escritor,
> bem como qualquer vegetariano de qualquer outra época, estava acostumado a
> viver em uma sociedade erigida sobre a exploração animal. Já ouvira todas as
> razões antigas e conhecidas pelas quais, supostamente, matar animais para
> comer é aceitável e até natural, coisas como “Deus permite”, ou “todo mundo
> faz assim”. A respeito disso, escreveu ele:
>
> *Não existe mau cheiro, som, monstruosidade aos quais o homem não consiga se
> acostumar a ponto de deixar de ver, escutar e cheirar a aparência, o som e o
> odor do mal.*
>
> Tal convicção reforçou-se ainda mais com sua visita ao matadouro, descrita
> por ele nas seguintes palavras:
>
> *(…) na longa sala, já impregnada com o cheiro de sangue, só havia dois
> açougueiros. Um soprava a perna de um carneiro morto e batia no estômago
> inchado com a mão; o outro, um rapaz de avental emplastado de sangue, fumava
> um cigarro torto. (…) Depois de mim entrou um homem, aparentemente um
> ex-soldado, trazendo um jovem carneiro de um ano, preto com uma marca branca
> no pescoço, de patas amarradas. Este animal ele o pôs sobre uma das mesas,
> como se numa cama. O soldado velho saudou os açougueiros, que evidentemente
> conhecia, e começou a perguntar quando o seu patrão lhes permitia ir embora.
> O camarada com o cigarro aproximou-se com o facão, afiou-o na borda da mesa
> e respondeu que estavam de folga nos feriados. O carneiro vivo estava ali
> deitado, tão silencioso quanto o morto e inflado, a não ser por sacudir
> nervosamente o rabo curto e os lados a se alçarem com mais rapidez que de
> costume. O soldado baixou gentilmente, sem esforço, a cabeça levantada; o
> açougueiro, sem parar de conversar, agarrou com a mão esquerda a cabeça do
> carneiro e cortou-lhe a garganta. O animal tremeu, e o rabinho endureceu e
> parou de abanar. O camarada, enquanto esperava o sangue correr, começou a
> reacender o seu cigarro, que se apagara. O sangue corria, e o carneiro
> começou a agonizar. A conversa continuou sem a mínima interrupção. Era
> horrivelmente revoltante. *
>
> Para nós, hoje, seria um alívio (ainda que um alívio questionável) descobrir
> que os matadouros de agora são menos “revoltantes” do que aquele que Tolstói
> descreve. A verdade é bem outra. A frieza com que os animais são mortos é
> exatamente a mesma. São diferentes apenas duas coisas: hoje, os animais são
> mortos em escala industrial, no que poderíamos de chamar de verdadeiras
> “linhas de desmontagem”, que contam com as mais bizarras tecnologias
> (esteiras com ganchos para suspender as vítimas, serras elétricas, tonéis de
> escalda etc.); além disso, os matadouros não param mais nos feriados –
> funcionam noite e dia, ininterruptamente, para atender a imensa e crescente
> demanda por carne. O que mudou, em suma, foram os números, muito mais
> grandiloquentes do que seria capaz de imaginar o mais megalomaníaco dos
> genocidas.
>
> Abro uma revista que assino e que acabo de receber em casa, uma publicação
> da comunidade judaica, e encontro mais uma matéria sobre os horrores
> perpetrados pelos nazistas durante a Segunda Guerra. Descubro que, apesar de
> o número exato de pessoas exterminadas pelos nazistas nos campos de
> concentração ainda ser objeto de pesquisa e debate, as estimativas mais
> avantajadas apontam para 3.5 milhões de poloneses não-judeus, 3.5 milhões de
> poloneses judeus, 2.5 milhões de judeus de outras nacionalidades, 6 milhões
> de civis eslavos, 4 milhões de prisioneiros de guerra soviéticos, 1.5
> milhões de dissidentes políticos, 800 000 ciganos, 300 000 deficientes, 25
> 000 homossexuais, 5 000 Testemunhas de Jeová, fornecendo um total de 22 130
> 000 pessoas (sim, mais de 22 milhões). Faço mais um rápido cálculo mental e
> começo a rir: esse número representa mirrados 0,04% em comparação com os
> tais de 50 bilhões de animais mortos a cada ano. Súbito, a imensa tragédia
> do holocausto adquire contornos de brincadeira de criança. Olho para a
> televisão e vejo uma repórter alarmada informar que, apesar da constante
> queda nos números, mais de 2 milhões de pessoas ainda morrem em decorrência
> da AIDS todos os anos. Faço uma ágil regra-de-três, descubro que esse número
> – 2 milhões – é o número de animais oficialmente assassinados em apenas 20
> minutos e caio na gargalhada. Aprimorando o ensaiado olhar de luto, a
> repórter passa à nova manchete, a qual ela própria define como “uma
> carnificina”: 38 mortos no feriado de Natal nas estradas federais de Minas
> Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Recuso-me a fazer qualquer conta sobre
> isso; naquele momento, a notícia soa-me completamente ridícula, algo que nem
> merece ser computado.
>
> Como disse, em certos casos, a matemática torna-se capaz de trazer à tona
> tudo que há de pior em nós, seres humanos, inclusive a frieza perante a
> desgraça. É quase impossível não ser sufocado por tal número – 50 bilhões!
> –, frente ao qual todas as misérias humanas parecem ínfimas, desprezíveis,
> negligenciáveis, assim como aqueles centésimos e milésimos após a vírgula
> que são dispensados quando, em um problema matemático, enunciamos a resposta
> final. Não acho bonito, não é isso o que desejo, mas a frieza dos números
> toma conta de mim. Viro um cubo de gelo. Insensível.
>
> É claro que a maneira mais decente de encarar esses funestos eventos, a
> matança de animais humanos e não-humanos, é pensar sobre o drama individual,
> sobre a experiência dolorosa de cada um deles, sobre a tortura física e
> mental que cada qual, intimamente, teve de suportar antes da morte. Quando
> resumimos (ou ocultamos) tudo isso através de números, deixamos de lado a
> real dimensão do drama e corremos o risco da insensibilização. É, de fato,
> uma pena que sejamos obrigados a conviver com estatísticas tão berrantes e
> macabras. E é ainda mais lastimável que, ao que tudo indica, essas
> estatísticas, no ano que se inicia, venham a ser ainda mais berrantes e mais
> macabras. Recuso-me, portanto, a festejar mais um ciclo de matança que se
> inicia. Enquanto todos estiverem fazendo a tradicional contagem regressiva
> para a chegada do novo ano, permanecerei calado. Minha contagem particular
> começará à meia-noite em ponto: um, dois, três, quatro, cinco… e vou
> contabilizando, em tempo real, os animais mortos nesse recém-nascido 2010.
> Mas a matemática, nessas horas, é implacável, e eu logo descubro ser
> impossível a tarefa: são mais de 38 000 assassinatos a cada segundo.
>
> Ao redor do mundo, o ano já se inicia com a tétrica ceia, repleta de corpos
> chamuscados sobre as mesas, modesto prenúncio de tudo que está por vir.
> Paradoxalmente, as pessoas desejam paz umas às outras, com as bocas cheias
> de nacos de carne. Tenho vontade de repreendê-las, “Tirem o cadáver da boca
> para falar!”, mas fico quieto. Penso novamente em Tolstói, que há muito já
> alertava sobre quão vãos serão todos nossos anseios de paz enquanto a
> violência fizer parte de nossos atos corriqueiros. Dizia ele: “Enquanto
> houver matadouros, haverá campos de guerra”. Haverá mesmo.
>
> Mais uma vez, os galináceos se salvarão, afinal ciscam para trás e,
> portanto, não é de bom agouro devorá-los em noite re réveillon; os porcos,
> no entanto, fuçam para a frente, e, por isso, tornam-se os defuntos mais
> cobiçados. O leitão da ceia é apenas um infeliz que se adiantou às
> estatísticas. Enquanto o porco fuça para a frente, fica para trás, bem para
> trás, perdendo-se na poeira da distância, qualquer sinal de escrúpulo ético.
>
>
> Um novo ano se anuncia. Vai começar tudo de novo...

Ops, aqui termina o que diz o autor do texto acima. No entanto, tenho boas notícias: Tudo isso pode ser mudado e com melhorias para nossa saúde física, emocional, social, etc. Clique aqui e leia as boas notícias que escreví há muito...