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domingo, 26 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
O agradecimento dos animais pelo Natal ou ‘Hoje eu sou uma estrela’

por Marcio de Almeida Bueno
Esqueça o oba-oba das lojas, os empurroões no trânsito e a expectativa de folga, bebida e comilança. Somente o olhar dos animais não-humanos é verdadeiro, dentre o furacão que os engole com mais força, no final de cada ano. Os animais da pecuária encaram o fim de suas vidas – ‘eles nasceram para isso’ – enquanto contemplam o traseiro de um clone seu, nos bretes e corredores de concreto que antecedem a mesa farta preparada com tanto esmero pelas famílias de bom coração.
O olhar de quem não sabe chorar, já que a reza na hora do desespero é exclusividade na lista da racionalidade – essa qualidade que separa a humanidade das bestas-feras. O olhar de quem viu o filhote ser puxado para longe de si pelos funcionários da fazenda, esse lugar bucólico onde os animais são tratados como reis, já que optaram por isso em troca de suas liberdades.
O olhar do frango que está encaixotado, empilhado em um caminhão que passa na nossa frente quando estamos na estrada, rumo às férias. Perdemos um segundo, apenas, pensando nisso. Não há espaço para que ele nos dê um tchauzinho, talvez agradecendo pelo doce toque da morte que o aliaviará e abreviará sua existência marcada pela ausência de mãe, confinamento, horários alterados para ditar o ritmo da engorda e opressão no dia-a-dia.
‘Obrigado Papai Noel ou menino Jesus por me tirar de um aviário com outras milhares de aves. Obrigado pela ração e água que mantiveram este corpo vivo, pois ele vale pelo preço que alguém paga. Não tem o valor que minha mãe, animal como eu, instintivamente perceberia, e por isso me defenderia, em condições normais. Aqui sou um entre milhares, e não parece fazer muita diferença se eu morrer agora ou esperar o caminhão dos caixotes. Nasci de uma máquina de ovos, mas espero encontrar minha mãe, ciscando a meu lado, algum dia.
Obrigado Deus humano pela corrente que sempre existiu em torno do meu pescoço, que não me permite caminhar até o horizonte. Ou até o ponto onde há sombra, onde a água da chuva não está empoçada. Agradeço pelos dias que lembraram da minha existência, e sobras de comida chegaram até onde esta corrente permitiu alcançar. Obrigado, Papai Noel, por ter sido escolhido como animal de estimação por uma faímila de humanos.
Obrigado, espírito natalino, por eu ter puxado tanta carroça em meio à fumaça de óleo diesel, fraco, assustado e sedento, que enfim eu tombei no asfalto. A última surra que tomei do carroceiro, para que eu me levantasse, permitiu que enfim meu espírito pudesse cavalgar livre naquelas campos verdes onde quadrúpedes iguais a mim, porém belos e com longas crinas, correm sentindo o vento da natureza. Acho que o esforço que fiz diariamente para tirar meu condutor da miséria, ou pelo menos diminuir sua pobreza, foi menos do que eu poderia, entao eu aceito meu castigo.
Obrigado, família do presépio, por eu ter sido o escolhido para, ainda bebê, estar na mesa de tantas residências, para ter meu pequeno corpo saboreado em uma bonita bandeja, assado e servido à meia-noite. Ainda não entendi por que nasci e morri tão rápido, se fiz algo errado a ponto de não poder crescer um pouco mais em um lugar que, onde vi, havia outros como eu, alguns bem gordos. Mal lembro da minha mãe, mas lembro que ela não podia se virar, cercada em um gradeado enquanto mamávamos. Talvez tenha sido azar, talvez tenha sido sorte.
Obrigado meu Deus, por eu poder ajudar tanta gente a usar um xampu que não irrite os olhos, uma maquiagem que não cause problemas, um produto qualquer a ser dado de presnete neste Natal, que nunca vou saber direito, que atendeu os humanos em suas expectativas mais simples. Estive em um laboratório, cercado de pessoas de jaleco branco, durante tempo suficiente para saber que sou parte importante do progresso, que a Ciência evoluiu graças à minha dor, meu aprisionamento e tudo aquilo que os produtos geraram nos meus olhos e no meu corpo. Fico grato por ter ajudado.
Obrigado Maria, mãe de todas as mães que, zelosas como eu, dão leite a seus filhos durante anos, mesmo após o fim de sua amamentação natural. Minha vida neste estábulo, com úberes gigantes e doloridos, plugados em uma máquina, é o sacrifício que faço para a saúde humana. Não percebi, ainda, em minha mentalidade abaixo da humana, porque o leite de meus filhos vai para os filhos de outra espécie, e até quando já são adultos. Meu filhote não está mais ao alcance de minha vista, foi retirado cedo de meu lado, mas sei que o papel dele, como vitelo, ocupa espaço de respeito junto aos humanos. É alvo de muitos comentários e elogios. Pelo menos é o que imagino, pois o sacrifício é doloroso o suficiente para, respeitosamente, ousar questionar o porquê de minha existência. Mas agradeço mesmo assim, Papai Noel.
Obrigado pelas palmas cada vez que apareço no picadeiro. O olhar das crianças me faz esquecer a minha vida de tédio e imobilidade, viajando de cidade a cidade. Quem sabe um dia eu e os demais animais cheguemos ao lugar de onde viemos, que deverá ter muitas árvores, rios e espaços para correr. Enquanto isso, eu repito as manobras noite após noite, mostro os mesmos truques que, pela minha teimosia, eu custei a decorar. Quem sabe neste Natal eu ganhe uma última viagem, de volta ao habitat que jamais conheci em vida.
Obrigado Natal, por eu poder aquecer tanta gente elegante em momentos de frio. Nasci peludo tal como minha mãe, e como ela pude participar da indústria humana, essa coisa que traz tanto progresso, dando de bom grado minha própria pele para que maridos mostrem afeto à esposa, presenteando-as com belos casacos. Muita gente famosa e rica usa a pele que pode ter sido minha. Isso me enche de orgulho e faz valer o tempo que morei em uma gaiola pouco maior que meu próprio corpo. Já estava cansado de andar em círculos, lembrando dos bosques que um dia corri de cima a baixo. Mas um dia veio a dor que, por pior que tenha sido, me libertou finalmente. Ainda relutei alguns minutos, já sem pele, mas vi que a liberdade me abraçava e escurecia minhas vistas. Acho que valeu a pena, pois sou fotografado e até apareço na televisão, durante o inverno – pelo menos acredito que aquelas partes sejam minhas, cobrindo o corpo de pessoas tão bonitas e famosas. Obrigado aos responsáveis.
Obrigado a todos que vieram me assistir nesta arena. Ainda estou zonzo e ofuscado pela luz após dias de escuridão, mas já entendi que, aqui, eu sou a atração. Há um semelhante a mim, porém sem chifres e mais magro, e nele está montado um humano, com roupas garbosas e armas tão afiadas como as que já furaram tantos iguais a mim. Eu espero que tudo isto termine logo, pois o cansaço está vencendo a euforia, há tanto sangue que já não sei se é meu ou de alguém antes de mim, e está difícil fazer levantar a platéia tantas vezes. Que a morte venha me tocar com a mesma doçura da última vez que fui tocado pela minha mãe. Ela deve estar orgulhosa de um filho que resistiu até o fim, cercado de espadas, aplaudido, sangrando ajoelhado, língua de fora mas fazendo questão de participar do show até o fim. Acho que os aplausos são para mim, já que os olhares convergem para onde estou. E eu não sei onde estou.
Obrigado menino Jesus por ter nascido e feito seus iguais perceberem a necessidade de haver uma festa em seu nome, para redenção e paz, onde eu seria assado em espeto e saboreado por tantas pessoas felizes, sorridentes e em clima de fraternidade. Jamais imaginei que, sem saber falar, sem ter tido escolhas, seria eu o ponto central dos churrascos de de final de ano de tantas empresas, entidades, famílias e grupos a confraternizar. Aguardei este momento sempre em espaços com arame farpado, tal como a coroa que um dia finalmente lhe puseram na cabeça, e usei argola no nariz para que um filho seu, fiel e devoto, me conduzisse para o lugar certo. Apanhei da vida, mas quem não apanhou? Sempre soube que uma vida de aperto, confinamento, marcação a ferro quente, castração a frio e morte sobre o concreto teriam um sentido maior. Obrigado por dar um norte a minha vida. Hoje, eu sou uma estrela.
Fonte: VISTA-SE
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
MAIS EXEMPLOS A SEREM SEGUIDOS
Alunos do curso secundário em Porto Alegre participam de duas experiências educacionais destinadas a formar cidadania ambiental. (Envolverde/Terramérica) | |
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sábado, 18 de dezembro de 2010
A máquina que se alimenta da indiferença liga o turbo para o Mortal, digo, Natal

por Marcio de Almeida Bueno
Pouco me importa o invisível espírito natalino, a necessidade de demonstrar afeto via presente em data específica – antes ou depois disso, ‘não teria graça’, a lágrima que cai à meia-noite, os parentes e suas perguntas sobre como vai a vida, o abraço sincero de quem não se vê durante os demais 364 dias, o embrulho em papel laminado para parecer caro. É ligado o botão de turbo na grande máquina devoradora de almas e trituradora de animais nos meses que antecedem o Mortal, digo, o Natal. A isso se chama desenvolvimento, incremento no setor, geração de divisas, novas ofertas de emprego – mas quem diz é a grande Imprensa, amarrada voluntariamente e ajoelhada frente aos altares do sistema.
Empregos temporários significam chute na bunda pós-25 de dezembro, ao contrário do que os demagogos nos fazem acreditar, e ‘gerar renda’ significa que cada um de vocês, aí, recebeu a parte que lhes cabe desse grande bolo assado pelos donos dos empregados, digo, donos dos empregos. Porque a natureza que recebeu os dejetos da indústria, o lixo depositado nos caminhões, a fumaceira extra, e ainda forneceu água, madeira e milhões de vidas animais faz parte de um todo, e não é posse de ‘empresários do setor’.
Mas, pelo que me consta, todos correram para aproveitar as promoções, encararam filas e empurra-empurra para PAGAR pelo presente que vai lhes dar certeza de que gostam de quem deveriam gostar. Ou seja, alguns poucos raspam e peneiram os recursos naturais que pertencem a todos, e a grande maioria concorda em pagar para levar para casa uma bobagenzinha que antes não fazia falta. A única expressão permitida a estes últimos é apontar o ‘Empresário do Ano’, ‘Top of Mind’ ou similar, ou elegê-lo deputado, porque fala bem, é rico e usa gravata.
O turbo foi ligado há meses nessa máquina cruel que precisa abater mais vacas, porcos, frangos, perus e animais-zumbi como tender, chester e bruster. Ela se alimenta da indiferença. E as pessoas correm para sacar o 13º e comprar gasolina para abastecer a máquina.
Para os não humanos escolhidos como item correto de sacrifício no Natal, cabe o papel de engolirem a dor, pressão e morte para que as famílias felizes brindem durante algumas horas, e acordem com uma puta dor de cabeça no dia seguinte. Sim, uns sentem aquela dor que nos faz gritar, sentem o gosto amargo do pânico sem volta, e outros entram no transe do espírito natalino, com a neve falsa em pleno verão, Papai Noel com barba falsa, e cartões de ‘feliz Natal’ com toda a sinceridade do mundo.
O arame farpado segue dividindo os ‘racionais’ e os ‘irracionais’, e às vezes com um cruel glamour de fé, esperança, união e fraternidade. Com lágrima no olho, chapeuzinho de Papai Noel nos motoristas de ônibus e abraços sinceros de parentes.
Fonte: ANDA
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
ABSURDO...UM BLOG SÉRIO COMO ESSE TER UM ANÚNCIO COLOCADO POR OUTREM DE VENDA DE PELES DE ANIMAIS.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Um diálogo por dia pode ser uma árvore a mais por dia, por semana...
Um diálogo por dia pode ser uma árvore a mais por dia, por semana...
A vida dos parlamentares na s
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Vanguarda Abolicionista faz palestra de encerramento em faculdade de Direito

Na noite desta quarta-feira, dia 1º de dezembro, a Vanguarda Abolicionista ministrou palestra de encerramento de semestre para os alunos do curso de Direito da FARGS, em Porto Alegre. A partir das 21h, o jornalista Marcio de Almeida Bueno, um dos membros-fundadores da VAL, falou sobre direitos animais, abolicionismo, anti-especismo e ibertação animal a uma interessada platéia. O ativista distribuiu o folder oficial do jurista Gary Francione, maior nome do abolicionismo na atualidade, e exibiu o tenso documentário mini-metragem ‘Dans Le Couloir de La Mort‘. Durante o vídeo, impressionado, um aluno exclamou “…o boi é bicho / mas tem alma sob o couro” – frase de ‘Poncho Molhado’, clássica música do tradicionalismo gaúcho.

Durante mais de uma hora, Bueno apresentou a um público de não-iniciado as razões do veganismo como meio de transformação da realidade, e apontou as diferentes contradições que existem no pensar e agir da maioria da população. “Se eu não sou mulher, negro ou homossexual, posso viver minha vida sem me importar com a opressão sofrida por esses grupos. Mas seria um retorno à barbárie. Auferir direitos aos animais não-humanos, e especialmente liberdade, ainda provoca desconforto em boa parte da população”, provocou o ativista. Respondeu perguntas e questionamentos dos presentes, desde a suposta necessidade de alimentos de orgem animal na dieta humana até um cenário econômico sem a existência da pecuária.

A atividade se encerrou com distribuição gratuita de vídeos relacionados à exploração dos animais e de livros do grupo alemão Vida Universal, além de panfletos da campanha pelas girafas da coalizão Lugar de Animal. A receptividade por parte dos alunos e professores foi tão boa que foi aventada a idéia de programar palestra para todos os cursos com algum nome do Direito ligado à questão animal, como o promotor Jaime Chatkin. “Sou cachorreiro, minha avó foi presidente da ARPA, depois da Palmira Gobbi. Achei que se falaria sobre adoção de cachorro e gato, mas me surpreendi e vou sair daqui com muitas coisas para pensar”, confessou um dos alunos na despedida.
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Vanguarda Abolicionista promove mais uma Sexta-feira Sem Pele em Porto Alegre

A Esquina Democrática, mais famoso cruzamento de ruas de Porto Alegre, palco de manifestações de diferentes matizes, viveu na tarde desta sexta-feira, 26 de novembro, as emoções de uma Sexta-Feira Mundial Sem Pele. Evento que ocorre simultaneamente em centenas de países, registrou ações no Brasil por parte do Holocausto Animal, em São Paulo, e pela Vanguarda Abolicionista, na Capital gaúcha. Diversos banners de tamanho grande mostraram de forma nua e crua a indústria das peles – incluíndo aí o tradicional couro, que muitas vezes passa despercebido e tem no RS um tradicional produtor.

A Vanguarda Abolicionista levou para o calçadão do Centro portoalegrense um total de 23 de seus apoiadores, inclusive dois do Paraná, ligados à ONCA. Um dos ativistas da VAL ficou apenas de sunga, jogado no chão e coberto de sangue falso, atraindo a atenção dos milhares de passantes.

Cerca de dois mil impressos de conscientização contra o uso de peles foi distribuído durante a tarde, além de panfletos diversos – com a barraca do grupo enfeitada por um velho casaco de peles pichado de tinta. A ocasião também permitiu a coleta de assinaturas contra a importação de girafas para o Zoológico de Sapucaia do Sul, dentro do movimento Lugar de Animal, coalizão da qual a Vanguarda faz parte.

A maioria dos populares se mostrou surpreso com a verdade de violência contra os animais denunciada pela ação. “Eu mesmo trabalho no ramo de peles, mas as ‘coisas’ chegam prontas para a gente, nem sabia que era assim que faziam”, confessou um senhor de meia-idade, ao ser abordado. Muitos também foram os que pediram informações sobre o uso de couro vegetal, materiais sintéticos e fibras naturais. “Não come carne, não fuma, não bebe, não joga, não trepa… se mata!”, deobochou um idoso que mal escutou as propostos de um dos manifestantes e já decreteu seu conceito equivocado.

Mas centenas de outros – inclusive a banda argentina Boom Boom Kid, que passou pelo local – parabenizaram pela atividade pedagógica, e pela coragem de fazê-lo, em meio a um Estado exportador de pele de chinchila e de couro bovino, entre outros.
Galeira de imagens









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