O programa Sintonia Ambiental, da Rádio Senado, apresenta, neste final de semana, entrevista com o ambientalista Judson Barros, presidente da Fundação Águas do Piauí. Judson acusa o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o governo do Piauí e a Advocacia Geral da União de não tomarem providências contra o desmatamento do cerrado do Sul do Piauí, induzido pela queima de lenha originária de vegetação nativa pela empresa Bunge. (Envolverde/Agência Senado) | |
|
Sempre podemos mais do que nos foi dito podermos - Estamos sem anúncios. Já foi solicitada ajuda ao Google e nada...Qual será a razão? Já fiz e refiz as instruções e nada...Pedi ajuda, nada...Qual é a do Google????
terça-feira, 26 de outubro de 2010
BUNGE - RESPONSÁVEL PELA DESTRUIÇÃO DO CERRADO DO PIAUÍ
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
RS: movimento ‘Lugar de animal é no habitat natural’ colhe assinaturas contra importação de girafas
Fotos: Vanguarda Abolicionista e RSantini
Durante todo este domingo, 24 de outubro, o movimento ‘Lugar de animal é no habitat natural’ esteve fazendo um mutirão de recolhimento de assinaturas contra a importação de girafas. Integrantes de grupos como Vanguarda Aboliciionista, Gatos & Amigos, Porto Alegre Melhor, Projeto ProAnimal, Ramatis Porto Alegre e MGDA estiveram no Brique da Redenção, ponto de maior fluxo popular na Capital gaúcha aos domingos, para distribuir panfletos, conversar com a população e solicitar apoio no abaixo-assinado. O objetivo é evitar a importação de três girafas da África, para substituir as que morreram recentemente, no Zoológico de Sapucaia do Sul.

No entorno da banca da Gatos & Amigos, alguns dos ativistas usaram roupa com tecido que imitava a pintura das girafas, atraindo a atenção especialmente das crianças. Adesivos também foram distribuídos, visando espalhar a idéia de que zôos são lugares nocivos aos animais, diferentemente do que mutios ainda pensam.

Anônimos e famosos declararamseu apoio à causa, endossando o abaixo-assinado. O cantor Nei Lisboa – foto abaixo, o apresentador de televisão Paulão, do Polícia Em Ação, a candidata ao Senado Federal Vera Guasso e o vereador Adeli Sell foram alguns dos que pararam para ouvir as propostas e assinaram o manifesto.

Reunindo dezenas de siglas em prol dos animais, o movimento ‘Lugar de animal é no habitat natural’ seguirá em atividade com petição online, abaixo-assinado e distribuição de material educativo. Mais informações podem ser obtidas junto ao site www.lugardeanimal.com.

Fonte: Vanguarda Abolicionista
| Reações: |
Daniele Suzuki participa de caça a baleias no Alasca para exibição em programa

- A apresentadora faz aula de tiro para matar animais no Alasca. (Foto: Reprodução/Blog Daniele Suzuki)
O programa Pé no chão, exibido pelo canal de TV a cabo Multishow, terá em sua segunda temporada, em novembro, a exibição de caça de animais no Alasca.
A apresentadora Daniele Suzuki, que durante as gravações comeu carne de baleia, vem fazendo aulas de tiro como preparação para matar renas e baleias.
Em seu blog, Daniele, que se diz vegetariana, afirma: “Ontem já experimetei (sic) carne de baleia, na verdade somente a pele e a gordura,que são extremamente necessárias aqui pra conseguir sobreviver no frio. A carne de baleia não pode ser comercializada então quando caçada é dividida entre todos de graça.”
Em outro episódio do programa a apresentadora monta em búfalos domados.
Clique aqui para manifestar-se ao canal Multishow contra a crueldade promovida por este programa.
Fonte: ANDA
sábado, 23 de outubro de 2010
A prisão do desafeto
por Ellen Augusta Valer de Freitas
As crianças, com raras exceções, percebem o animal como coisa, como parte do mundo. Isto porque, no mundo da criança, tudo faz parte dela. A educação humanitária ensina que, para mostrar respeito ao outro, devemos respeitar sua individualidade, sua condição diferente da nossa. Os zoológicos são lugares perversos nesse sentido. Eles reforçam o caráter egoísta do ser humano e mostram de maneira óbvia como tratamos os animais. Coisas a serem admiradas, invejadas, tomadas.
Quem já foi a um sabe bem: multidões fazendo churrasco, enchendo a cara, jogando comida, pedras e outros objetos nos animais. Furando os olhos dos mais mansos com gravetos. Essa é a condição egoísta de nossa espécie. Curiosa e arrogante por natureza. Diferente dos santuários, que abrigam animais carentes, sobretudo os que vêm do tráfico de animais e já não tem mais nenhuma chance de readaptação em seu ambiente natural, os zoológicos são centros de lazer para humanos e prisões para o restante dos animais.
Os santuários abrigam animais e até podem receber visitação, mas é orientada. A precariedade dos zoológicos e o foco centrado no lazer para humanos fazem deste lugar algo terrível.
Quando era criança, fui ao zoológico de Sapucaia do Sul e não me lembro de absolutamente nada. A ideia romântica de que o zoológico é uma experiência incrível para as crianças não é bem assim. Nas vezes em que voltei ao zoológico, já como estudante de biologia, detestei o que vi. Alguns animais, só conheci pois os vi mortos na estrada ou em trabalhos dentro da faculdade de Biologia (os animais nativos do RS que morrem no zoológico de Sapucaia do Sul eram fornecidos para o Instituto Anchietano de Pesquisas para serem reaproveitados em trabalhos dentro do centro. E eu fui voluntária nesta parte do trabalho que era desmembrar os animais já mortos para montar uma coleção de esqueletos para serem usados em comparação na zooarqueologia). Neste ponto, é um importante recurso para substituição da vivissecção, mas na área de arqueologia e zooarqueologia não se pratica vivissecção, pelo menos até onde saiba.
Não acho que o fato de não ter visto animais como leões, girafas, camelos tenha comprometido minha visão sobre os animais. Não temos o direito de ver os animais que não vivem em nossa região. E temos que aprender a aceitar e entender isso.
Cada ser vivo pertence a um contexto, alguns vivem nas profundezas abissais e jamais viveriam fora de lá. Não temos o direito de interferir em suas vidas apenas por uma curiosidade mórbida, e jogando mais uma vez o peso sobre as crianças – que é a desculpa que ouço sempre – “as crianças precisam conhecer o canguru”.
Não precisam. Elas precisam conhecer o respeito aos seres vivos, precisam conhecer os animais de sua região, estudar seus modos de vida, visitar lugares onde eles vivem livres. E aceitar que não podemos ver tudo, que bugios podem não querer contato conosco. E teremos de respeitar sua vontade, não jogando pedras e nem fazendo cara feia. Mas como é difícil aceitarmos o outro, e desenvolver em nós sentimentos genuínos de amor e respeito, quem sabe, amizade.Ontem pela manhã a TV mais uma vez refletiu de maneira perfeita a mentalidade de muitos, mostrando o “amor” dos criadores de animais. “Para mim são como filhos”. Curioso é vender e agenciar a reprodução dos “filhos”.
No mundo onde poder falar sem parar num celular é o que conta, mesmo que só se digam bobagens, pouco se investiu na qualidade dos sentimentos, tudo é uma questão de compra e venda de afetos. Compram o bichinho fofinho, mas só querem daquele tipo x, o com cara de lobo, o com cara de ursinho, de acordo com o freguês. E recentemente a campanha contra a compra de girafas importadas da África para “abastecer” o zoológico de Sapucaia do Sul mostra que nem todos estão girando nessa mecânica. Ainda existem pessoas que sentem de verdade, pensam de forma realmente inteligente, e deixam um pouco para lá nossa curiosidade e vontade de comprar o mundo e a felicidade.
Fonte: ANDA
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
E AGORA, QUEM VAI COBRAR???
![]() Galvanizada pelas pesquisas, empurrada pelos debates televisivos, sedenta por novos escândalos e incapaz de situar-se na grande barafunda institucional, nossa mídia está devendo à sociedade uma cobrança rigorosa ao Supremo Tribunal Federal e ao Tribunal Superior Eleitoral sobre o destino dos votos dados aos candidatos sem ficha limpa. Se preferirem o prejulgamento, os fichas sujas. Estão sob embargo judicial cerca de 250 candidaturas e mais de oito milhões de eleitores. Houve promessas solenes de que tudo seria resolvido antes de 31 de outubro. Até agora nada aconteceu: o processo eleitoral encerra-se em poucos dias e ninguém parece estar incomodado com a real possibilidade de assistirmos à proclamação do novo presidente da República numa eleição ainda sub judice. A questão não é protocolar: um pleito ainda não julgado, duvidoso, traz embutida uma sensação de desconfiança, desconforto e – por que não? – suspeição. Situações-limite O populismo anda à espreita, alguns dos seus expoentes estão no banco dos réus. Se prejudicados, ganharão uma coleção de bandeiras explosivas. Se beneficiados, garantem a impunidade e a perenidade da corrupção política. Mesmo que os votos com destino incerto não se refiram à eleição para a chefia do Estado, esta incerteza traz consigo uma forte dose de intranquilidade. Um resultado apertado no topo do processo eleitoral pode potencializar insatisfações capazes de contaminar o processo inteiro. Em meio aos rancores e ressentimentos produzidos numa campanha eleitoral excepcionalmente feroz, a incerteza jurídica relativa à Lei da Ficha Limpa acrescenta-se como fator de acirramento e exaltações. A percepção infelizmente generalizada de que a cúpula do Judiciário receia se pronunciar em situações-limite, graves, compromete ainda mais a imagem da República e a envolve no clima de desleixo e constrangimentos num momento em que deveria irradiar garbo, solidez e respeitabilidade. Mundo em transformação Quem tem autoridade para denunciar o descaso, o desmazelo e cobrar pressa? O chefe do Executivo abdicou do papel de magistrado e está praticando o seu esporte preferido – subir nos palanques. O Legislativo está em recesso e acéfalo: o presidente da Câmara dos Deputados é candidato a vice de uma coligação e o do Senado não tem credibilidade para fazer qualquer apelo cívico. Resta a imprensa. Fragilizada por uma devastadora crise de identidade, pulverizada em centenas de recantos opinativos sem qualquer expressão, visivelmente desnorteada diante de um mundo que se transforma em todas as direções, o Quarto Poder corre atrás, desorientado, de língua de fora, sem agenda e sem projetos, incapaz até de se mirar na passada importância. (Envolverde/Observatório da Imprensa) | |
|
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Cow Parade Porto Alegre: vacas-clone, população bovina e Terceira Idade em fúria
por Marcio de Almeida Bueno
Então a Cow Parade está ocorrendo em Porto Alegre durante este mês, para quem mora em Marte são estátuas de vacas pintadas/customizadas por artistas ou não, talentosos ou não, e espalhadas pela cidade. No caso, a Capital da terra do churrasco, Porto Alegre. Nada mais apropriado que uma estátua de vaca, esse animal transformado em agrupamentos de milhares-milhões de clones pela pecuária, atividade essa que orgulha o brasileiro que paga pelo bife diário.
Foto: Marcio de Almeida Bueno
Mais interessante do que ver as ‘instalações’ – que geralmente são piadas visuais, sacadas feitas a partir do nome da obra, e que sem este elas ficariam com menos sentido ainda – é observar a reação das pessoas. Não à ‘arte’, mas ao fato de haver uma representação de vaca onde antes havia uma calçada vazia, por exemplo. ‘Mãe, olha a vaca!’, ‘Quequiéessasvaca?’ e ‘Filho, vem ver a vaca’ são frases-senhas ditas pela maioria dos que se aproximam das peças. Uma das mais ‘polêmicas’ é uma vaca sobre uma grelha, espetada da proa à popa, com uma manivela para ser girada – o nome da obra-prima é ‘Televisão de gaúcho’.
Quando se soube que haveria a Cow Parade, foi aventada a idéia de protesto, de flash mob, happening, intervenção ou afins pegando o gancho dessas estátuas para falar de especismo, veganismo etc, mas… reparo que a população em geral sequer compreendeu direito o que está acontecendo. Alguns acham que é propaganda do patrocinador das peças – uma tradicional empresa de laticínios do RS, cujo logotipo é uma vaca lambendo os beiços, outros botam as crianças em cima como se fosse um daqueles brinquedos onde se coloca uma moeda, e então passa a se movimentar. E muitos olham intrigados, incrédulos, com medo de parecer idiotas se perguntarem o que é aquilo. Quase vejo um capim sendo mascado em suas bocas – e nisso não há nenhum deboche meu, mas parece um comportamento de bando, idêntico, sincronizado, resignado.
Há exceções.
Hooligans tocaram fogo em uma das vacas, pixaram outra, furtaram uma terceira. Aquela coisa que faz todo o sentido quando se está em grupo, como ver quem arrota mais alto, peida mais fedido ou cospe mais longe. Ou tudo misturado. Mas houve reações bacanas, como a do octagenário poeta Moyses A. Pereira. Eu voltava do trabalho quando vi um senhor ‘já entrado nos anos’ colando um cartazete com durex em uma vaca instalada na Esquina Democrática, coração de Porto Alegre. Era uma poesia de protesto, e o autor ficou por ali, observando a reação das pessoas. Fui conversar com o poeta, que gentilmente me deu uma cópia do cartazete que havia grudado na vaca.
Foto: Ellen Augusta Valer de Freitas
Ele contou que estava em transição para o vegetarianismo, ainda comia peixe “porque Jesus abençoou os peixes”. OK, seu Moyses, nem vamos discutir. Parabenizei-o pela atitude e pelo poema, que apesar de não ser abolicionista destaca-se em meio aos comentários frouxos que todos os milhares de passantes, naquele ponto de fluxo tão intenso, proferiam. Aquela coisa de voltar do almoço com os colegas ‘da firma’, palitando os dentes, e dizer ‘olha a vaca aí, Osvaldo’, porque é a único fiapo de diferença que existe no dia. A diferença entre os clones voluntários e os clones à força. Abaixo, a poesia de uma Terceira Idade em fúria – acho que o Peter Singer gostaria.
“Salvem as vacas!
Poeta Moyses A. Pereira
Deus fez as vacas pras mães
Que não têm leite pra o filho,
Em recompensa ela morre
Comida pra todos nós.
Mão criminosa lhe mata!…
Impiedoso golpe à faca
Faz calar seu coração
Pobre vaca! Não merece
Desrespeito, ingratidão!
Pobre civilização!
Que mata esta mãe de leite
E agora, serve de enfeite
Inútil, na triste praça,
Que não fala da desgraça
Da vaca que nos dá leite
E morre tão desprezada
Sem ninguém pra defendê-la,
Servindo apenas de enfeite!”
Fonte: Vista-se
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Grupos pró-veganismo marcam presença na SANS 2010
Foto: RSantini

por Marcio de Almeida Bueno, jornaliasta
A Semana da Alimentação do Rio Grande do Sul foi uma celebração ao Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, estabelecido pela FAO/ONU, com tema ‘Unidos Contra a Fome’. Após diversos dias de atividades, o encerramento ocorreu no domingo, 17, com instalação da Praça de Segurança Alimentar Nutricional Sustentável, junto ao Brique da Redenção, maior ponto de fluxo popular aos domingos em Porto Alegre. Durante todo o dia, entidades como Emater, Embrapa, Conselho Regional de Nutrição, Instituto de Cardiologia, Banco de Aleitamento Materno e outros tiveram stands para atendimento à população.
Foto: RSantini
Representando o veganismo, se fez presente a dobradinha ProVegan e Vanguarda Abolicionista, com apoio da Vegan Staff, Casa Verde e independentes. O espaço promoveu farta distribuição de material educativo e de conscientização, e em alguns momentos havia tumulto junto às mesas, pelo interesse que desperatava no público freqüentador da Redenção.
Foto: Marcio de Almeida Bueno
Aproveitando o trânsito constante, os ativistas realizaram uma série de ações ao longo do dia. Além do atendimento ao público, interessado ou curioso pela proposta de posicionamento ético em relação aos animais, houve recolhimento de assinaturas contra a vinda de girafas para o Zoológico de Sapucaia, pelo movimento Lugar de Animal.
Foto: Marcio de Almeida Bueno
Uma das vacas da Cow Parade, usando nariz de palhaço, estava instalada próximo aos stands, e parte do grupo posou para fotos junto à estatua, portando dois banners, atraindo a atenção dos passantes.
Foto: RSantini
No local ocorria um tradicional bandeiraço de partidios políticos, e novamente foi flagrada a exploração de animais não-humanos para fins eleitoreiros. O magrelo pônei Rochinha era usado como porta-cartaz de propaganda para um dos candidatos à Presidência da República. “Podem footografar e botar na Internet”, sorria o orgulhoso dono.
Foto: Marcio de Almeida Bueno
O stand recebeu a visita do ciclista vegano Klaus Volkmann, que já havia contatado com a VAL via site. Sua bicicleta reclinada feita de bambu atraiu ainda mais gente para o espaço do veganismo na praça, que naquele momento já ocupava a banca do lado, tal o movimento verificado.
Foto: RSantini
No outro extremo do parque, uma rádio local promovia shows, e por lá circularam alguns dos ativistas, distribuindo impressos e conversando com as pessoas, muitas acompanhadas de animais de estimação.
Foto: RSantini
A organização do evento fez questão de agradecer a presença da Vanguarda na feira, pelo segundo ano consecutivo, já convidando para as atiividades de 2011. A data terminou em clima de confraternização, com distribuição de nêga maluca vegana oferecida pelo restaurate Casa Verde. “…Mas não tem leite?!”, perguntou um incrédulo.
Foto: RSantini
Fonte: Vanguarda Abolicionista
| Reações: |
sábado, 16 de outubro de 2010
VIVER MELHOR OU BEM VIVER?
O viver melhor ou o bem viver?
Leonardo Boff
Na ideologia dominante, todo mundo quer viver melhor e desfrutar de uma melhor qualidade de vida. Comumente associa esta qualidade de vida ao Produto Interno Bruto de cada pais. O PIB representa todas as riquezas materiais que um pais produz. Se este é o critério, então o países melhor colocados são os Estados Unidos, seguidos do Japão, Alemanha, Suécia e outros. Este PIB é uma medida inventada pelo capitalismo para estimular a produção crescente de bens materiais a serem consumidos.
Nos últimos anos, dado o crescimento da pobreza e da urbanização favelizada do mundo e até por um senso de decência, a ONU introduziu a categoria IDH, o “Índice de Desenvolvimento Humano”. Nele se elencam valores intangíveis como saúde, educação, igualdade social, cuidado para com a natureza, equidade de gênero e outros. Enriqueceu o sentido de “qualidade de vida” que era entendido de forma muito materialista: goza de boa qualidade de vida quem mais e melhor consome.
Consoante o IDH a pequena Cuba apresenta-se melhor situada que os EUA, embora com um PIB comparativamente ínfimo.
Acima de todos os paises está o Butão, espremido entre a China e Índia aos pés do Himalaia, muito pobre materialmente mas que estatuiu oficialmente o “Indice de Felicidade Interna Bruta”. Este não é medido por critérios quantitativos mas qualitativos, como boa governança das autoridades, eqüitativa distribuição dos excedentes da agricultura de subsistência, da extração vegetal e da venda de energia para a Índia, boa saúde e educação e especialmente bom nível de cooperação de todos para garantir a paz social.
Nas tradições indígenas de Abya Yala, nome para o nosso Continente indioamericano, ao invés de “viver melhor” se fala em “bem viver”. Esta categoria entrou nas constituições da Bolívia e do Equador como o objetivo social a ser perseguido pelo Estado e por toda a sociedade.
O “viver melhor” supõe uma ética do progresso ilimitado e nos incita a uma competição com os outros para criar mais e mais condições para “viver melhor”. Entretanto para que alguns pudessem “viver melhor” milhões e milhões têm e tiveram que “viver mal”. É a contradição capitalista.
Contrariamente, o “bem viver” visa a uma ética da suficiência para toda a comunidade e não apenas para o indivíduo. O “bem viver” supõe uma visão holística e integradora do ser humano inserido na grande comunidade terrenal que inclui além do ser humano, o ar, a água, os solos, as montanhas, as árvores e os animais; é estar em profunda comunhão com a Pacha Mama (Terra), com as energias do universo e com Deus.
A preocupação central não é acumular. De mais a mais, a Mãe Terra nos fornece tudo que precisamos. Nosso trabalho supre o que ele não nos pode dar ou a ajudamos a produzir o suficiente e decente para todos, também para os animais e as plantas. “Bem viver” é estar em permanente harmonia com o todo, celebrando os ritos sagrados que continuiamente renovam a conexão cósmica e com Deus.
O “bem viver” nos convida a não consumir mais do que o ecossistema pode suportar, a evitar a produção de resíduos que não podemos absorver com segurança e nos incita a reutilizar e reciclar tudo o que tivermos usado. Será um consumo reciclável e frugal. Então não haverá escassez.
Nesta época de busca de novos caminhos para a humanidade a idéia do “bem viver” tem muito a nos ensinar.
Leonardo Boff
Teólogo
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
RS: ProVegan e VAL estarão na Praça de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável neste domingo
Foto: VAL
Banquinha vai tratar de veganismo
O Comitê Gaúcho de Ação da Cidadania promove neste domingo, dia 17 de outubro, a Praça de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável 2010, que estará instalada ao redor do Munumento do Expedicionário na Redenção, em Porto Alegre. Haverá stands de entidades como Associação Gaúcha de Nutrição, Emater, Conselho Estadual de Segurança Alimentar, Embrapa, Instituto de Cardiologia, Fome Zero, Organização de Mulheres Negras, Secretaria da Saúde e muitos outros, das 10h às 17h.
A equipe do site ProVegan e a Vanguarda Abolicionista terão uma banca educativa com distribuição de impressos informativos sobre o veganismo, em parceria com a Sociedade Vegetariana Brasileira. O Movimento Justiça Ecológica, da colaboradora Eliane Carmanim Lima, também terá stand, com distribuição de panfletos e informações sobre o vegetarianismo, aspectos nutricionais e filosóficos. A entrada é franca.
Clique aqui para ver a programação completa deste ano. Clique aqui para ver como foi a feira do ano passado.
| Reações: |
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
MUDANÇAS DE HÁBITOS PARA DEFENDER A BIODIVERSIDADE
Reportagens CarbonoBrasil
Novas estratégias para a defesa da biodiversidade
Estudo descreve como o atual modelo de proteção ambiental de priorizar a criação de reservas não irá resistir ao aumento da população e sugere que ações globais devem ser adotadas mesmo que alterem o modo de vida das pessoas
O crescimento da população e do consumo irá criar uma pressão tão grande sobre os ecossistemas que as atuais políticas de proteção do meio ambiente através de reservas de conservação serão ineficientes para reduzir as perdas da biodiversidade.
Esta é a principal conclusão do estudo "Rethinking Global Biodiversity Strategies", produzido pela Agência de Análise Ambiental dos Países Baixos (Netherlands Environmental Assessment Agency - PBL) para ser apresentado durante a próxima Conferência das Partes (COP 10) da Convenção sobre Diversidade Biológica, que será realizada em Nagoya, no Japão, entre 18 e 29 de outubro.
Segundo a PBL a única maneira de frear de forma consistente a perda da biodiversidade é fazendo uma mudança estrutural no nosso modelo de produção e consumo, mesmo que para isso sejam necessárias leis severas limitando a pesca, a expansão da pecuária e determinando a alteração do uso da terra.
O estudo alerta que já teriam sido tentadas leis pontuais em alguns setores, mas que é necessário o trabalho conjunto dos governos para que normas internacionais possam ser adotadas nos mais diversos modelos de negócios. Com isso seria possível reduzir pela metade a perda da biodiversidade projetada para 2050.
Medidas
Boa parte das propostas da PBL passa pela modernização dos métodos de produção de alimentos, com os países mais ricos ajudando os mais pobres com financiamentos e transferência de tecnologia.
Para a agência existe um grande potencial em tornar mais eficientes as lavouras ao redor do mundo, o que evitaria a destruição de milhões de hectares de matas nativas para a expansão dessa atividade. O mesmo pode ser aplicado para a pesca.
Já para a pecuária, além da modernização, o estudo aconselha campanhas para reduzir o consumo de carne. Será um desastre ambiental se o crescimento populacional for acompanhado pelas atuais taxas de consumo e a única maneira de evitar isso seria começar desde já a mobilização pela mudança dos hábitos alimentares, afirma a PBL.
Existe também grande espaço para aprimoramentos na indústria madeireira, com a aplicação de melhores técnicas de plantio e aproveitamento. A consolidação de selos e certificados de procedência será apresentada na COP 10 como uma das melhores alternativas para o setor.
Finalmente, a PBL recomenda uma maior integração com as políticas climáticas e suas potenciais ferramentas. Unir a proteção da biodiversidade com o combate ao aquecimento global será fundamental para a sociedade superar os dois desafios.
O estudo possui 172 páginas com tabelas e gráficos detalhando cada uma das possibilidades e explicando as conseqüências que sofreremos se não fizermos nada para evitar a perda das espécies.
É a biodiversidade que nos garante solos férteis, água limpa e ar de qualidade. Esses serviços são hoje nos fornecidos gratuitamente, mas se continuarmos ignorando os danos que provocamos ao meio ambiente os prejuízos econômicos e sociais serão grandes demais para sequer serem calculados.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Dividir riquesas alheias, caminho para a pobreza
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.
Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.
O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém.
Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."
Adrian Rogers, 1931
ESSA QUADRILHA TEM QUE SAIR DO GOVERNO !!!!!!!!!!!!!!!!!!
Meu pai foi ativista politico ; meus tios, amigos de politicos ; e funcionarios das altas esferas e eu vivi e fiz parte da Historia Contemporânea do Brasil.
Dos cavalos nas ruas, etc. Eu "comecei na USP". Quem ainda esta vivo e estava nesta época, ou estava estudando e "protegido" pala familia, longe da realidade, ou estava em ativodade dentro da realidade.
Alguém se lembra do jornal "Brasil Urgente"?
Essa quadrilha TEM QUE SAIR de Brasilia, até para que a gente reconquiste RESPEITO!!!!!!!!!!!!!!!!!!Porque hoje… O povo vende a alma por qualquer « 10 real »...
Eu sei de fonte segura, que no Amazonas, os bancos estão dando crédito pra todo mundo.
ELES ESTAO "DISTRIBUINDO DINHEIRO", pode ????
Pode, PORQUE A GENTE DEIXA; NO DIA EM QUE A GENTE NÃO DEIXAR MAIS, ELES NÃO FAZEM MAIS...
(E ai, a Marisa pega toda a quadrilha familiar e se muda pra Italia…)
Porque os horarios no Consulado da Italia em SP estão marcados até 2014!
Mas eles ja ganharam a cidadania "para garantir o futuro" - citação da propria.
Sairão do Brasil para depois de um ano, receber uma aposentadoria do Governo Italiano...
Gente, mas é gostar de apanhar,né? A gente não pode chamar os outros de "mulher de malandro", porque se a gente se olhar mesmo...Falo de comportamento, falo de estado psicologico, falo de amadurecimento, falo de MORAL...
A educação da geração 1950 tinha principios, escrúpulos, patriotismo...
Martha di Monaco
| Reações: |
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Acorda Brasil I
Embora a "fera" tenha alcançado 46,91% dos votos, no primeiro turno, isso não indica que lhe falte o equivalente a 3,09% dos votos para se eleger.
E esse dado é MUITO IMPORTANTE!
Temos que observar outros números MAIS IMPORTANTES que poderão modificar as projeções para o SEGUNDO TURNO!
Senão, vejamos:
Dos 136.004.825 eleitores um total de:
•24.719.085 NÃO COMPARECERAM PARA VOTAR!
• 3.481.855 VOTARAM EM BRANCO;
• 6.125.979 ANULARAM O VOTO E
•19.636.094 ELEITORES VOTARAM EM MARINA SILVA.
Assim temos um total de 53.963.013 ELEITORES que não votaram em nenhum dos dois candidatos ao SEGUNDO TURNO.
Vejam que o total desses votos é SUPERIOR ao obtido por ella (47.649.479).
Se o esforço concentrado dos últimos dias fez com que a tendência da vitória no primeiro turno fosso revertida, agora é hora de um novo esforço junto a:
•eleitores da Marina Silva;
•dos que votaram em branco;
•dos que não compareceram e
•dos que anularam o voto,
no sentido de que REVEJAM suas posições e que se alinhem junto daqueles que não querem entregar o Brasil para ella transformar nossa nação num satélite de Venezuela, Cuba; num país onde não haja liberdade de imprensa; num país onde direitos e garantias individuais, bem como o direito de propriedade venham a ser desvirtuados.
Não podemos permitir que os desmandos do desgoverno do molusco presidente se prorroguem por mais quatro anos, nas mãos de uma criatura que tem uma folha corrida de crimes, terrorismo e um passado ainda nebuloso.
Temos de nos livrar das quadrilhas que o pt instalou em Brasília.
Use de todo seu poder de argumentação no sentido de que mais e mais brasileiros se mobilizem no sentido de que ella não venha a ser eleita nesse segundo turno!
A influência deve ser exercida em todos os lugares que você frequente: escola, local de trabalho, consultório médico ou dentário, clube, cabeleireiro e barbeiro; com sua doméstica, com seus auxiliares, com seus PARENTES.
É preciso que todos sejam despertados para que a liberdade reinante em nosso país não venha a ser destruída.
| Reações: |
RS: grupos protestam contra feira de filhotes em shopping

por Marcio de Almeida Bueno, jornalista
Na tarde deste domingo, dia 10 de outubro, a Vanguarda Abolicionista organizou protesto em frente ao Canoas Shopping, em Canoas, que sediava uma feira de filhotes, com vistas ao Dia da Criança, 12 de outubro. O evento tradicionalmente realizado no DC Shopping, em Porto Alegre, transferira-se para a vizinha Canoas após aprovação de lei municipal que restringia esse tipo de comércio na Capital gaúcha.

A partir das 14h, o grupo se posicionou na entrada para pedestres do local – que está em reformas, com sua entrada principal fechada – juntamente com os locais SVB/Canoas e Aprocan, Projeto ProAnimal, de São Leopoldo, outras siglas e dezenas de protetores e ativistas independentes.

Com banners e panfletos, buscavam orientar o público que adentrava o shopping, oferecendo a opção de adoção de animais, no lugar da compra – que sustenta tanto a indústria pet quanto a idéia de que animais não-humanos são objetos, produtos a serem comercializados.

A idéia da ação pedagógica foi mostrar que o presente dos pais a ser dado aos filhos poderia ser também uma ato cidadão, respeitando a liberdade dos animais, ajudando na questão dos animais abandonados e evitando a compra compulsiva e de caráter meramente consumista.

Muitas foram as pessoas que deram seu apoio ao manifesto, e solicitavam indicação de ONG para adotar um cachorro ou gato. Um casal procurava um cavalo para adotar, e receberam a orientação de procurar a Chicote Nunca Mais, que trata e aposenta os cavalos de carroça.

Com a chegada de mais voluntários para a manifestação, foi preciso dividir os participantes em grupos, que panfleteavam e exibiam faixas nos três acessos ao shopping. O movimento era grande e a recepetividade foi alta, inclusive com populares parando para conversar, tirar dúvidas ou mesmo pedir ajuda para animais machucados.

Dois simpáticos cachorros se juntaram ao protesto, recebendo cafuné e alimentação dos protetores. A cadela, que não arredou pé até o final, acabou sendo levada para casa por uma das participantes, ganhando um lar. Ao anoitecer, próximo das 19h, os manifestantes encerraram o evento, considerado com saldo positivo para a causa animal.

| Reações: |
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
AGROCOMBUSTÍVEIS X BIODIVERSIDADE
| |
|
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Lula, o grande derrotado » Opinião e Notícia
Lula subestimou Marina, assim como nos vê como coisas sem valor, a serem exploradas. E o PT, terá se tornado uma grande quadrilha a nos explorar?
Lea a matéria acima publicada em Opinião e Notícia.
Leia também o prejuízo que o PT deu à nação com sua política que levou a Petrobrás a sofrer brutal desvalorização em seu valor de mercado em http://opiniaoenoticia.com.br/economia/negocios/capitalizacao-da-petrobras-bom-momento-para-investir/?leiamais
| Reações: |
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
DESIDRATAÇÃO DE FRUTAS E LEGUMES COM SECADOR SOLAR

Pode-se desidratar frutas e legumes em casa, no quintal, onde houver sol durante o dia todo. O modelo apresentado é leve e pode ser deslocado de um local para outro em busca do sol em locais menores.
Este processo permite que o sabor e a qualidade nutricional sejam mantidos sem adição de açúcar por osmose como nos pocessos industriais e, se corretamente preparados, podem durar até 2 anos, sem perder sabor, guardados em potes de vidro previamente esterilizados. Em casa, o mamão desidratado durou 1 ano, sem nenhuma alteração no sabor, com o pote sendo ocasionalmente aberto para uma beliscada, já que não era a fruta preferida.
Para as dietas vegetarianas, os alimentos desidratados são uma valiosa fonte de nutrientes, mas devem ser consumidos em menor quantidade que os frescos e bem mastigados para que se reidratem e sejam devidamente absorvidos pelo organismo.
‘Os alimentos secados ao sol passam por um processo de energização, são recomendados para períodos de restabelecimento físico mas não se deve abusar deles para não sobrecarregar o organismo (Figueira).’
Deve-se utilizar frutas levemente maduras, sem ferimentos, fungos, esmagamentos. Para os produtores rurais, as frutas que não atingem tamanho ou formato adequado para comercialização, a desidratação é uma excelente alternativa. Agrega valor ao produto que seria descartado ou vendido muito abaixo do custo de produção.
MATERIAL PARA UM SECADOR SOLAR DOMÉSTICO
- 3 placas de isopor de 3cm de espessura de 1,00X0,50
- 3 tubinhos de cola para isopor
- 1 rolo de papel alumínio
- 1m de tela de nylon fina
- 1 pincel trincha de uns 3 cm para pincelar a cola
- uma moldura de madeira de 0,44X0,94m
- 200g de pregos torcidos de 18X27mm (telheiro onda 24) para fixar melhor cada parte junto com cola
- 1 grampeador para madeira, para grampear a tela esticada na moldura
- 1 vidro de 3mm de 0,55X1,10m lapidado nas bordas
1 placa de isopor servirá para o fundo. Corte a 2ª placa ao meio longitudinalmete para servirem de laterais e corte 2 pedaços de 0,25 por 0,50 da terceira placa para as laterais menores. Nestas, faça uma abertura horizontal de 30cm por 4cm de altura a uns 3 cm da borda inferior em uma e da borda superio da outra. Revestir toda a parte interna com o papel alumínio. Este modelo deve ficar sobre um cavalete ou mesinhas, longe da superfície do solo.
FRUTAS
As frutas a serem desidratadas devem ser previamente bem lavadas.
BANANAS: descascar e cortar longitudinalmente. Colocar sobre a bandeja com a parte do corte para cima, todas paralelas. Depois de seco, vira-se o lado de cima para baixo. Tempo no desidratador: uns 3 a 4 dias com sol constante
BANANAS VERDES: cortar em rodelas e depois de secas triturar para farinha
MAÇÃS: descascar e cortar em rodelas ou fatias. Acasca pode ser desidratada e usada para chá (seca em 1 dia e meio)
CAQUI: cortar o caqui duro em quartos ou 8 se for grande, tirar uma tira da casca do centro ou das laterais e colocar para secar como barquinhos (seca em 4, 5 dias)
MANGA: descascar no sentido do cabinho para baixo e fatiar
CARAMBOLA: cortar em fatias formando estrelinhas
MAMÃO: descascar, tirar as sementes e cortar em fatias. Depois de secar um lado, virar o outro lado para cima.
ABACAXI: descascar, cortar em rodelas com menos de 1cm, retirar a parte central redonda e desidratá-la à parte para ser usada como “chiclete”.
GOIABA: cortar a fruta em 4, tirar as sementes e cortar as partes em palitos finos que podem ser triturados após secos para produzir farinha. Para consumir é necessário reidratar. Fica muito dura.
PERA: o mesmo como a maçã
UVA : é a mais demorada para secar. Antes de iniciar o processo de desidratação, cada grão inchará. Antes de levar ao desidratador, lavar, debulhar do cacho e deixar de molho por 15 min em 1L de água com suco de 2 limões.
FRUTAS BATIDAS:
Pode-se desidratar frutas batidas no liquidificador, qdo um pouco mais maduras, como banana com mamão, banana e maçã, banana e abacaxi, mamão e goiaba, mamão e uva (2/3 de mamão para 1/3 de uva ou goiaba). Bater uma dessas misturas no liquidificador com um pouco de água. Forrar uma forma baixa retangular com filmito, colocar uma camada máxima de 1cm e depositar no fundo do secador sem a tela. Com sol quente constante em 3 dias estará pronta (qdo se soltar com facilidade do filmito)
De manhã, ou sempre que necessário, levantar o vidro e deixar escorrer a água condensada e recolocar. Levantar apenas para deixar escorrer.
Problemas: como o aroma exalado durante o processo é irresistível, quem passar por perto não vai resistir e beliscar, e no final pode restar pouco...
LEGUMES
Devem estar frescos e sadios e é preciso dispensar os mesmos cuidados que com as frutas.
Os que crescem sob a terra como a beterraba, cenoura, nabo, batatas, inhame e etc, devem ser descascados qdo não forem de plantio orgânico. Devem ser cortados em rodelas.
PIMENTÃO: tirar a “tampa” com as sementes e fatiar em tiras ou rodelas
CHUCHU, CENOURA, BETERRABA E BATATA (descascadas): lavar e cortar em rodelas finas ou palitos no ralador. Ideal para transformar em pó.
CEBOLA: cortar em rodelas
BERINJELA: cortar em rodelas
As frutas e legumes estão prontos quando bem sequinhos, como biscoito, para longo armazenamento. Para consumo em alguns meses, no caso das frutas, pode-se deixar com o interior macio. Depois de prontas, devem ser recolhidas após algumas horas de sol, ainda quentes, colocadas em pote de vidro estéril cuja boca deverá ser coberta com um pano preso com elástico até que estejam totalmete frias antes de fechar com a tampa. O ideal é utilizar produtos dá época e armazenar. Folhas devem ser secas à sombra em outro sistema.
O secador pode ficar no tempo em áreas rurais. Se chover ou estiver muito úmido, cobrir tudo com um plástico trasparente. Nas áreas urbanas, é bom recolher para que não seja levado embora.
O vidro do secador simples, deve ficar preso com elásticos ou tira de borracha.
Para um secador maior, o ideal é que seja construído em madeira, pode ser revestido com isopor e alumínio ou usar a manta de alumínio que se usa para forrar telhados. A madeira externa evita quedas bruscas na temperatura interna.
antes de usar e de tempos em tempos deverá ser desinfetado com solução de água e cloro e a tela lavada, pois sempre ficará resíduo grudado.

Ecos do feminismo na libertação animal
por Ellen Augusta Valer de Freitas
Recentemente a bióloga e bacharel em comunicação social Tamara Bauab Levai, autora do livro Vítimas da Ciência – Limites éticos da experimentação animal, fez uma brilhante palestra no congresso vegetariano brasileiro sobre ecofeminismo.
Conheci gente que só foi ao congresso para assistir a esta palestra e lamento que eu não tenha podido assistir, pois este tema me fascina. De dentro de nossas bases, como biólogas, temos muito material para falar de como historicamente, biologicamente e economicamente a exploração da mulher e dos animais, da natureza como um todo, tem andado de braços dados. Mas a mulher é a única que tem voz e meios igualitários de se defender perante os demais de sua espécie, ou pelo menos deveria usar destes meios.
Ainda hoje, ser uma “mulher pública” gera o incômodo persistente de que há algo errado com ela. Não pode ser sério, não pode ser dela a fama. É por causa do marido, ela deve ter comprado o diploma, blá-blá-blá…
Será? Vemos isso na política, na sala de aula, em todo lugar. Isso é velho, mas ainda temos de ouvir. Enquanto discutimos sobre isso, ainda pesa no ar o preconceito contra as mulheres e a sutil comparação com a “natureza”, de forma depreciativa.
De modo que o feminino, sendo reprimido, não teve outra saída senão estar disfarçado por todos os lados, nas igrejas sob símbolos e nas roupas de sacerdotes entre outros modos de expressão sutil. Pois todos temos os lados masculino e feminino, e é natural que estas duas forças se expressem de qualquer modo, mesmo sendo negada.
Estas teorias/constatações, vindas de um físico, de biólogos e psicólogos, já são polêmicas. Mas parece que, quando uma mulher fala deste assunto, as pessoas se incomodam profundamente, como se à mulher coubesse apenas calar. Jamais discutir e denunciar o preconceito vigente. Por quê?
Outro psicólogo aqui do Brasil, Ezio Flávio Bazzo, denuncia em alguns de seus livros a nomenclatura pela qual as mulheres são ostensivamente chamadas e detalhes da natureza humana:
“Assim como em vários recantos deste planeta crianças são mutiladas e deformadas propositalmente por seus familiares e por outros adultos para serem usadas depois como instrumentos de mendicância, durante muito tempo os pés das mulheres chinesas também foram mutilados e diminuídos porque os homens sentiam excitação diante de mulheres com pés de criança. A pedofilia, talvez seja mais antiga que aqueles rochedos vulcânicos sobre os quais os arqueólogos e os paleontólogos tanto têm cacarejado.”
“Coelhinha. Cadela, vaca, cabrita. Esses ‘elogios’ frequentemente dirigidos às mulheres encontram sua expressão máxima no ambiente que os sulistas denominam matadouro.
Matadouro, lá no sul-maravilha é o lugar, como já relatou uma entrevistada, escritório, quitinete, apartamento, motel, garagem, etc., para onde os senhores-de-bem levam clandestinamente suas amantes ou suas meninas para f… [omitido neste artigo, mas não no texto original]… Seria ódio à mãe expresso de forma generalizada contra todas as mulheres?”

A mulher como objeto e os animais como objetos: exemplo de convite para festa. (Reproduzido de Myspace.com)
Segundo ele, essa mania de alguns homens de querer infantilizar a mulher, seja do ponto de vista físico, bem como do ponto de vista intelectual, e de preferir mulheres com comportamento infantiloide, seria uma atitude que denuncia uma preferência por modos infantis. Algumas mulheres entram no jogo, pois para que exista o opressor tem de haver os que voluntariamente se colocam como oprimidos. Já notei que alguns homens não suportam por muitos minutos uma mulher com uma opinião mais arrojada, ou simplesmente com opinião!
E Ezio Flávio Bazzo continua:
“Mãe é mãe… paca é paca… mulher é tudo vaca… a música do Bussunda não é apenas uma brincadeira, um humor negro e uma arte, é o cântico dos cânticos do mundo masculino. Para o homem comum, intelectual, rico, pobre, ignorante etc., a mulher não passa de uma vaca, começando pela mãe e as irmãs, continuando com a professora e terminando com a esposa, as filhas, as amantes. Numa pesquisa realizada numa faculdade da cidade, onde 99% dos alunos são mulheres, 30% do universo pesquisado acham que a mulher, se não é, pelo menos tem algo em comum com as vacas. Mãe é mãe… paca é paca… mulher é tudo vaca… Cantam pelos corredores da história. (…) Mas voltando ao assunto da vaca, desse animal passivo, de olhos tristes, que vive para ruminar e para enriquecer seus gigolôs (os pecuaristas) com leite, chifres, filé mignon e com a própria pele, por que será que as mulheres se indignaram bem mais com a música que as chama de vaca do que com as que as chamam de cachorras?”
Estas incômodas e irreverentes colocações são interessantes para mostrar como a sociedade aceita prontamente certos comportamentos. Como uma sociedade machista e presa a conceitos estreitos de liberdade pode pensar em libertação animal? Ainda estaremos longe de libertar os animais, se continuarmos a ajudar a construir nossas próprias grades. As mulheres ainda estão apoiadas sobre as grades que elas mesmas ajudam a manter. Algumas se orgulham de depreciar as demais. Como se a personalidade pessoal/o cabelo ou a maneira de ser interferisse na qualidade do trabalho, na profissão. Diferente dos animais, que não têm voz, nem escolha dentro do nosso mundo, aqui encontramos um paradoxo, que é o cultivar as próprias grades e se incomodar quando alguém se liberta.
Percebam como o mal prontamente se organiza, o bem é disperso, portanto também é mal.
Os que são contra os animais/mulheres/crianças estão prontamente organizados e unidos. O restante é omisso e desunido. Triste realidade. Obviamente sei das exceções ao que escrevo aqui.
As palavras deste escritor, em todo seu significado, nos mostra de maneira clara como até mesmo a linguagem é presa aos diversos preconceitos existentes.
Gosto de frisar algumas palavras especistas, pois se fôssemos deixar de usar as palavras especistas, machistas, e de outras classes de preconceitos de nossa linguagem, rapidamente a língua portuguesa estaria fadada à extinção, até mesmo dentro de sua estrutura.
Num próximo artigo, citarei algumas frases misóginas de filósofos em que todos babam e que idolatram, os quais construíram as bases da filosofia moderna. E as relações entre especismo e machismo, além das que foram citadas aqui.
Fonte: ANDA
Dia dos Animais: manifesto no RS lembrou que não há o que comemorar

por Marcio de Almeida Bueno
Relativo ao Dia dos Animais, 4 de outubro, o grupo Projeto ProAnimal, de São Leopoldo, RS, organizou na manhã deste sábado, dia 2, uma manifestação na principal rua da cidade, com presença de ativistas da Vanguarda Abolicionista, de Porto Alegre.

A partir das 10h, foram erguidos banners denunciando a exploração animal, com exibição de vídeos como ‘Terráqueos’ e distribuição de material impresso, em ponto estratégico localizado na calçada da rua Independência, entre as lojas Magazine Luiza e Colombo – que apoiaram o evento cedendo energia elétrica e mesa.

O fluxo de público era intenso, e muita gente se interessou pela ação de denunciar a escravidão animal e promover o vegetarianismo.

Aproveitando o trânsito de pedestres, houve recolhimento de assinaturas contra a importação de girafas para o Zoológico de Sapucaia - cidade vizinha a São Leopoldo – em substituição à girafa Dorotéia, recenemtne falecida. Mais informações sobre esta campanha no site www.lugardebicho.com.

A Imprensa local fez cobertura da atividade, e populares de todas as idades foram prestigiar e escutar as propostas dos ativistas. Mesmo a chuva não interrompeu o manifesto, que seguiu até as 13h.

Quase na hora do encerramento, os defensores dos direitos animais foram surpreendidos por uma passeata de carroças, promovida por candidatos às eleições do domingo. Adesivos estavam colados até no corpo dos cavalos, incluindo crina e rosto.

A data teve ainda um almoço de confraternização dos grupos ProAnimal e VAL em um restaurante vegetariano da cidade, que possuía opções veganas.

CONSORCIAÇÃO E ALELOPATIA
CONSORCIAÇÃO E ALELOPATIA ENTRE PLANTAS
A consorciação na horticultura é vantajosa, desde se use plantas que se beneficiem mutuamente, ou seja, que se escolha plantas companheiras. Quando se utiliza plantas que se hostilizam, uma aprejudica o desenvolvimento da outra, ou seja, ocorre alelopatia entre elas.
Cebola e alho não podem ser plantados junto com feijão e ervilha e nem um após o outro. Funcho se hostiliza com quase todas as hortaliças, e nehuma deseja crescer onde ele estava. Tomate não vai bem perto de outras solanáceas, como batata, fumo , pimenta. Girassol e batata não se suportam. Ela não vai onde havia girassol. Aspargo odeia alho e cebola.
Combinam a ervilha, o alface, rabanete e cenoura; tomate, salsa e aspargo; aipo e couve-flor; repolho, alface com beterraba; melancia e mandioca; beterraba, tomate, endro , alecrim com repolho.
Para se descobrir se plantas combinam, e qual poderá ser plantada onde estava outra, coloca-se num prato areia lavada e num outro a terra obtida ao se sacudir as raízes da cultura anterior. Semeia-se nestes 2 pratos a cultura que se deseja plantar a seguir (50 a100 sementes). Se as do prato de areia nascerem antes e melhor, é porque essas duas culturas não combinam.
Em consórcios de agrofloresta e outros, os cuidados devem ser os mesmos, tanto para as culturas perenes quanto para as culturas iniciais, de vida curta.
Milho e leguminosas nas entrelinhas, como feijão-de-porco (para adubação verde) ou outros feijões,, se beneficiam. Milho e mucuna preta; arroz com calopgônio; café com feijão de porco . Goiabeiras em meio as larajeiras. Cafeerios, cacaueiros e laranjeiras com seringueiras (3 serigueiras p/ha das outras culturas); pimenta-do-reino, seringueiras, cacaueiros, coqueiros com maracujá, são todas plantas companheiras. Abacaxi e mandioca são excelentes para iniciar recuperação de solo e criação de árvores.
Para ir mais fundo : “Agricultura sustentável” de Ana Primavesi







