segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Tubo Oro-traqueal

Quando o doente ainda apresenta esperança de vida, mas está em insuficiência respiratória, inserimos em sua traquéia um tubo, o TOT e o conectamos primeiramente a uma bomba manual para manter o paciente respirando. A seguir, tão logo quanto possível, colocamos uma bomba automática, computadorizada acoplada ao TOT e assim mantemos o paciente respirando e vivo. O principal instrumento que utilizamos nesse procedimento é o laringoscópio.

Pois bem, sempre que vamos proceder à inserção de um TOT, esse é um momento de muito estresse, o paciente necessita do procedimento executado com perfeição rapidamente ou morre. Nesse momento, o maldito do laringoscópio nunca funciona a contento. A lâmpada sempre ilumina de forma insuficiente, as pilhas estão sempre descarregadas ou fracas e sempre acabamos brigando com alguém por isso.

Está na hora de um engenheiro trocar a velha lâmpada por uma moderna, uma LED - diodo semicondutor que quando energizado emite luz - e as pilhas trocadas por modernas baterias recarregáveis inseridas em um corpo de laringoscópio impermeável e lavável com álcool e outros produtos esterelizantes usados em centros médicos. Dessa forma, sempre teremos um laringoscópio pronto para ser utilizado, com uma lâmpada que emite uma luz decente e que quando utilizado receba um banho químico esterilizador e seja acoplado a uma tomada de energia elétrica para recarregar.

Vejamos agora qual será a primeira empresa ou engenheiro que desenvolverá este produto. A idéia está lançada e aguarda ser desenvolvida com sucesso. Quem se habilita?

2 comentários:

Claudia Nunes disse...

Vou encaminhar essa postagem para o meu genro, ele acabou de se formar em Engenharia Mecatrônica. Quem sabe... De onde menos se espera... É que não sai nada mesmo, rsrs. Bjs

Adamastor disse...

Estive refletindo sobre o que estabelece a Parte 2 da apostila que vc me emprestou. Cheguei à conclusão que o BLS está errado, como configurado atualmente. Perde-se muito tempo avaliando e daí (vc sabe tão bem quanto eu) desperdiçando-se tempo para iniciar uma ação eficaz. Na minha luta diária, faço o seguinte: AJEITO A CABEÇA DO PACIENTE, DOU UMA VARRIDA NA BOCA COM O DEDO INDICADOR (eu disse UMA) E FAÇO, DE IMEDIATO, 2 VENTILAÇÕES DE RESGATE. Expandiu? Parto para o "B". Assim, sem delongas. Vc poderá perguntar por que eu não inspeciono o orofaringe, certo? Primeiro, se o dedo não "viu" nada, o meu olho dificilmente verá, com as dificuldades naturais de uma sala de parada ou de uma beira de estrada. Segundo, porque ventilar com ar ambiente não prejudica, na grande maioria dos casos. Se o paciente estiver respirando normalmente, as ventilações com o ambu não irão lhe trazer mais que um ligeiro desconforto, pela dessincronização com a sua própria respiração. Terceiro, ao mesmo tempo, já se verifica a permeabilidade das VAS. Basta ventilar e olhar o resultado (a expansão do tórax). Quarto, quando vc aborda o doente, nunca sabe exatamente quanto tempo ele está sem ventilar, se assim estiver. Ele pode estar naquele limitezinho que pode fazer a diferença para o cérebro. Quinto, nas CNTP intra ou extra-hospitalares atuais, ficar inspecionando o cavo é pura perda de tempo. Vc sequer tem um laringo com pilha!!! para entubar, que dirá ter luz adequada para enxergar alguma coisa que vá impossibilitar encher os seus pulmões de ar!!! Sexto, você ganha uns segundos a mais para fazer a avaliação do "B". Sétimo, se o pulmão não expandir, provavelmente não expandiria após a avaliação do cavo pois a dificuldade, na minha experiência, normalmente é intrínseca e não nas VAS.
Bem, e se o pulmão não expandir? Aí eu vou ver o que há de errado. Pode ser alguma obstrução ou até os "benditos" ambus da vida. Para completar, há uma tendência de se fazer o "A" e não checá-lo frequentemente durante as manobras seguintes. Muitos pacientes podem morrer assim: eles aspiram e ninguém percebe. Até porque estão em decúbito e não em posição de recuperação. Portanto, a avaliação inicial no "A" do BLS é traiçoeira. Não se pode admiti-la como uma "etapa cumprida". A ênfase DEVERIA estar na PROTEÇÃO IMEDIATA DAS VAS para mantê-las pérveas, evitando que obstruam. Acho que isso deveria ser primário e não secundário, como hoje em dia. Mas isso é outro papo.

Quer mais justificativas? Larga mão de ser guloso ...

Gostou? Te mando o fluxograma que eu fiz. Divulgue-o para que seja criticado. Abraços. Adamastor, MD. (eu gostei do "seu" MD e copiei:-)