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sábado, 22 de agosto de 2009

Velho Imbondeiro...








Velho Imbondeiro...

Teus braços abraçam-me na África,

Teu tronco enrosca-se nos rios do meu corpo.

Velho imbondeiro... balanço que embala o tempo,

Pesado em teu ser, o sentir doído do meu povo.

Tua história canta as canções antigas do coração

Ah... coração cansado,

da espera da vida,

e me encontras aqui tão só...

Velho imbondeiro das tardes quentes, sem sol.

Teu sono acalenta meus sonhos de menina,

Teus desejos são a sensualidade e voz da alma africana...

Em terras de Brasil, és o sinal da dor nas correntes do navio,

Em terras de Angola, és o sinal do amor para sempre.

Velho imbondeiro que ainda canta

acompanhando o vento, em noite de temporal...

Nas noites frias dos pampas,

o ar quente embala os meninos de apartamento

em tuas histórias de mata,

Meu velho baobá, querido!


Fonte: "Três Continentes... Um Só Amor!" Lucette Morais