domingo, 30 de maio de 2010

PROJETO - Cabide (ed).wmv

terça-feira, 25 de maio de 2010

Abate humanitário

Sérgio Greif - mailto:sergio_greif@yahoo.com




O que nos querem dizer quando falam em abate humanitário?



De acordo com certa definição, abate humanitário é o conjunto de procedimentos que garantem o bem-estar dos animais que serão abatidos, desde o embarque na propriedade rural até a operação de sangria no matadouro-frigorí fico.



Humanitário . . . bem-estar . . . palavras muito fortes e que não refletem o que realmente querem dizer. Termos como “humanitário” e “bem-estar” deveriam ser aplicados apenas nos casos em que buscamos o bem do indivíduo, e não para as situações em que procuramos matá-lo de alguma forma.



Quando enviamos ajuda humanitária à Africa não estamos enviando recursos para que os africanos possam se matar de uma forma mais rápida e menos dolorosa. Não estamos pensando: “Bem, aquele continente vive na miséria, cheio de fome, doenças e guerras, vamos resolver isso matando-os”. Ajuda humanitária significa alimentos, água, remédios, cobertores . . . intervenções realmente em benefício daqueles indivíduos.



Quando falamos em bem-estar social, bem-estar do idoso, bem-estar da criança, não estamos pensando em outra coisa senão proporcionar o bem a essas pessoas. Jamais pensamos em métodos de matá-los com menos sofrimento, porque isso seria o contrário de bem-estar, seria o contrário do que consideramos humanitário.



Por isso, quando escutamos alguém falar em “abate humanitário”, isso soa como um contra senso. A primeira palavra representa algo que vai contra os interesses do indivíduo e a segunda encerra um significado que atende aos seus interesses. Igualmente, a idéia de “bem-estar de animais de produção” é um contra senso, pois a preocupação com o bem-estar implica em preocupar-se com a vida, e não visar sua morte ou exploração de alguma forma.



Essas duas idéias - abate e humanitário - só se harmonizam quando a morte do animal atende aos seus próprios interesses, como no caso em que o animal padece de uma enfermidade grave e incurável e a continuidade de sua vida representa um sofrimento. Nesses casos, a eutanásia, dar fim a uma vida seguindo uma técnica menos dolorosa, pode ser classificada como humanitária, e uma preocupação com o bem-estar.



As organizações e campanhas que pregam pelo abate humanitário alegam que esse é um modo de evitar o sofrimento desnecessário dos animais que precisam ser abatidos. Mas o que é o “sofrimento necessário” e o que diz que animais “precisam ser abatidos”?



O abate de animais para consumo não é, de forma alguma, uma necessidade. As pes soas podem até comer carne porque querem, porque gostam ou porque sentem ser necessário, mas ninguém pode alegar que isso seja uma necessidade orgânica do ser humano.



Porém, se comer carne é hoje uma opção, não comê-la também o é. Se uma pessoa sinceramente sente que animais não devem sofrer para servir de alimento para os seres humanos, seria mais lógico que essa pessoa adotasse o vegetarianismo, ao invés de ficar inventando subterfúgios para continuar comendo animais sob a alegação de que esses não sofreram.



A insensibilização que antecede o abate não assegura que o processo todo seja livre de crueldades, especialmente porque o sofrimento não pode ser quantificado com base em contusões e mugidos de dor. Qualquer que seja o método, os animais perdem a vida e isso por si só já é cruel.



Caso todo o problema inerente ao abate de uma criatura sensível se resumisse à dor perceptível, matar um ser huma no por essa mesma técnica não deveria ser considerado um crime. Caso o conceito de abate humanitário fizesse sentido, atordoar um ser humano com uma marretada na cabeça antes de sangrá-lo e desmembrá-lo não seria um crime, menos ainda matá-lo com um tiro certeiro na cabeça.



Está claro que a idéia de abate humanitário não cabe, e nem atende aos interesses dos animais. Mas se não atende aos interesses dos animais, ao interesse de quem ele atende?

A questão é bastante complexa, porque envolve ideologias, forças do mercado, psicologia do consumidor e política, entre outros assuntos. O conceito de abate humanitário atende aos interesses de diferentes grupos (pecuaristas, grupos auto-intitulados “protetores de animais”, políticos, etc.) não necessariamente integrados entre si.



Pecuaristas tem interesse no chamado abate humanitário porque ele não implica em gastos para o produtor, mas investimentos que se revertem em lucros. A carne de animais abatidos “humanitariamente” tem um valor agregado. O consumidor paga um preço diferenciado por acreditar que está consumindo um produto diferenciado. Possuir um selo de “humanidade” em sua carne significa acesso a mercados mais exigentes, como o europeu. Além disso, verificou-se cientificamente que o manejo menos truculento dos animais reflete positivamente na qualidade do produto final, portanto, mudanças nesse manejo atendem aos interesses do pecuarista pois melhoram a produção e agregam ao produto.



Os chamados protetores de animais tem interesses no abate humanitário, mas não porque este é condizente com o interesse dos animais. Em verdade esses “protetores“ não se preocupam com animais, talvez sim com cães e gatos, mas não com animais ditos “de produção”. Esses “protetores de animais” não os protegem, eles os criam, depois os matam e depois os comem. Eles podem não criá-los nem ma tá-los, mas certamente os comem e mesmo quando não o fazem por algum motivo, não se opõe a que outros o façam.



“Protetores de animais” lucram com o conceito de abate humanitário, pois isso lhes rende a possibilidade de fazerem parte do mercado. Há entidades de “proteção” animal que se especializaram em matar animais. Sob a pretensão de estarem ajudando aos animais, elas mantém fazendas-modelo onde pecuaristas podem aprender de que forma melhorar sua produção de carne, leite e ovos e de que forma matar animais de uma maneira mais aceitável pelo ponto de vista do consumidor comum. Podem também lucrar servindo como consultores em frigoríficos.



Simultaneamente, essas entidades fazem propaganda no sentido de convencer o consumidor de que todo o problema relacionado ao consumo de carne encontra-se na procedência da carne, na forma como os animais são mortos, e não no fato de que eles são mortos em si. A fórmula é mu ito bem sucedida, pois essas entidades acabam gozando de bom prestígio entre pecuaristas e consumidores comuns, não se opondo a quase ninguém. Políticos vêem na aliança com essas entidades a certeza de reeleição, e por isso elas contam também com seu apoio.



Exercendo seu poder para educar as pessoas ao “consumo responsável” de carne, essas entidades não pedem que as pessoas façam nada diferente do que já faziam. Elas não propõe uma mudança de fato em favor dos animais, pois os padrões de consumo da população mantêm-se os mesmos e os animais continuam a ser explorados. A diferença está no fato de que essas campanhas colocam a entidade em evidência. A entidade se promove, deixando a impressão de que ela faz algo de realmente importante em nome de uma boa causa. Dessa forma as pessoas realizam doações e manifestam seu apoio, ainda que sem saberem ao certo o que estão apoiando.



Com a carne abatida de forma “hum anitária”, o consumidor se sente mais a vontade para continuar consumindo carne, pois o incômodo gerado pela idéia de que é errado matar animais para comer é encobrida pela idéia de que, naqueles casos, os animais não sofreram para morrer. E o pecuarista lucra mais porque pode cobrar um preço maior por seus produtos, bem como colocar seus produtos em mercados mais exigentes.



De toda forma, os interesses desses grupos não coincide com os interesses dos animais, e por esse motivo não faz sentido que esses grupos utilizem nomenclaturas tais como como 'bem-estar' e 'humanitário' , que podem vir a dar essa impressão.



Entidades que promovem o abate humanitário não protegem animais, mas sim promovem sua exploração. Elas estão alinhadas com os setores produtivos, que exploram os animais e não com os animais. Se elas protegessem animais trabalhariam pelo melhor de seus interesses. Seriam eles mesmos vegetarianos e não consumido res de carne. No entanto, adotando sua postura e sua retórica, não desagradam a praticamente ninguém, e dessa maneira enriquecem e ganham influência.



Entidades que realmente promovem o bem dos animais se esforçam em ensinar às pessoas que animais jamais devem ser usados para atender às nossas vontades. Elas devem se posicionar de forma clara a mostrar que comer animais não é uma opção ética, e que não importa que métodos utilizemos de criação e abate, isso não mudará a realidade de que animais não são produtos e que o problema de sua exploração não se limita à forma como o fazemos.



Ainda que uma campanha pelo vegetarianismo provavelmente conte com menos popularidade e menor adesão da população, até porque isso demanda uma mudança verdadeira na vida das pessoas, certamente uma campanha nesse sentido atende ao interesse real dos animais.



Ainda que reconhecendo que abater animais com menos crueldade à © menos ruim do que abatê-los com mais crueldade, repudiamos que o abate que envolve menor crueldade seja objeto de incentivo. Eles não deveriam ser incentivados, premiados, promovidos ou elogiados, porque um pouco menos cruel não é sinônimo de sem crueldade, e só porque é um pouco mais controlado não quer dizer que é certo ou correto.

domingo, 16 de maio de 2010

Os dois pés do mal

Na hístória da humanidade tivemos épocas de penúria, de muita fome, de muita miséria e a humanidade aprendeu a sobreviver matando, roubando e escravizando (James DeMeo in Saharasia). Para tal, é necessário que os sentimentos sejam reprimidos.
A repressão dos sentimentos torna mais fácil roubar, matar e escravizar e com isso garantir a sobrevivência do indivíduo e da tribo. Assim, as tribos mais violentas e cruéis sobreviveram e influenciaram no desenvolvimento de nossa culturoa.

Por outro lado, essa postura de utilizar a violência como instrumento de sobrevivência e com a consequente repressão dos sentimentos tem consequências: a miséria afetiva e sexual.

Vemos então duas possibilidades: 1- a repressão sexual. 2- a promiscuidade sexual

A repressão dos desejos sexuais e dos afetos trazem doenças físicas e sociais. A promiscuidade sexual, idem.

Vamos discutir estes assuntos?

terça-feira, 11 de maio de 2010

A matança continua

Continua a matança de bebês foca no Canadá. O objetivo é a fabricação de casacos e estolas de pele.

Por outro lado, mais de 100 milhões de crianças ficam sem escola anualmente em todo o mundo. O triste disso é que somente com o que é gasto com produtos de beleza no Reino Unido seria suficiente para mantê-las estudando.

Sempre podemos fazer mais e melhor do que temos feito.
Eu o conheci. Um grande cara, uma grande biografia. Recomendo a leitura. Veja mais informações em http://www.editorabarauna.com.br/index.php?apg=cat&npr=220

Urbi et Orbi.Alfabeto UniversalUMMAº MENSAJEN AO MUNDOsobre a ESKRITA-FONEEMIKA.Por uma GRAMATTIKA DOUTRINARIA.KURSO DE LINGUAS(Portughez – Alemão) Assim começa um dos tantos folhetos produzidos por seu Alvino, o Velho. Com sua caligrafia de Profeta Gentileza, que pregava o amor escrevendo nas laterais dos viadutos do Rio de Janeiro, seu Alvino foi um gênio mal aproveitado. Foi capaz de desenvolver uma teoria fonética tão boa quanto a de Ferdinand de Saussure, pai da ciência Linguística. Só que com um pequeno detalhe: 100 anos depois. Isso nos leva a crer que, caso o Velho fosse dado ao estudo de cientistas mais antigos, chegaria a teorizações capazes de realmente “botar fogo no mundo”, como ele sonhava, um dia, fazer. Criava panfletos com toda sorte de assuntos de interesse da humanidade: escrita fonêmica, cura da AIDS, combate ao câncer, sistema político, sistema milesimal e por aí vai. Nas laterais desses panfletos, escrevia o valor a ser cobrado: 500ª parte do salário mínimo do Brasil (tinha que especificar o país, claro, pois o Velho há muito já pensava o mundo globalizado). E avisava: só venderemos mil exemplares! Ou seja, era pegar ou largar. Neste livro, o leitor irá conhecer mais a fundo as características do Velho Alvino a partir das divertidas crônicas narradas pelo autor que, graças a alguns anos de convivência mais próxima com essa figura excêntrica, pode, agora, brindar-nos com um pouco do pensamento e do comportamento pitoresco de seu Alvino, o Velho.

terça-feira, 4 de maio de 2010

PROJETO - Apesar de você (ed)..wmv

Você é útil ao planeta ou nem a si mesmo?

Respire fundo, assista e divulgue. Isto foi feito com muito amor e dedicação:



1) http://www.youtube.com/watch?v=V-sSp6Iu36s&feature=channel


2) http://www.youtube.com/watch?v=JbEguA09KVI&feature=channel


AUMENTE O VOLUME E ASSISTA CONTINUAMENTE, PARA SE CONSCIENTIZAR DO PROFUNDO SIGNIFICADO DE CADA IMAGEM!



Além de olhar, os olhos veem!; os ouvidos ouvem e escutam, a mente sente o ar passar pelas narinas, percebe o corpo respirando, pensa, analisa. Então, a boca come, fala, o corpo age. Assim, somos responsáveis e donos de nossas vidas, de nosso presente, de nosso futuro. LGP