terça-feira, 30 de novembro de 2010

LATIFÚNDIOS DE IDÉIAS

29/11/2010 - 12h11
Os latifúndios de ideias

Por Ladislau Dowbor*


A concentração de renda e a destruição ambiental continuam sendo os nossos grandes desafios. São facetas diferentes da mesma dinâmica: na prática, estamos destruindo o planeta para a satisfação consumista de uma minoria, e deixando de atender os problemas realmente centrais. Como explicar que, com tantas tecnologias, produtividade e modernidade, estejamos reproduzindo o atraso? Em particular, como a sociedade do conhecimento pode se transformar em vetor de desigualdade?

O prêmio Nobel Kenneth Arrow considera que os autores de “Apropriação indébita: como os ricos estão tomando a nossa herança comum”, Gar Alperovitz e Lew Daly, “se baseiam em fontes impecáveis e as usam com maestria. Todo mundo irá aprender ao ler este livro”. Eu, que não sou nenhum prêmio Nobel, venho aqui contribuir com a minha modesta recomendação, transformando o meu prefácio em instrumento de divulgação. Mania de professor, querer comunicar o entusiasmo de boas leituras. E recomendação a não economistas: os autores deste livro têm suficiente inteligência para não precisar se esconder atrás de equações. A leitura flui.

A quem vai o fruto do nosso trabalho, e em que proporções? É a eterna questão do controle dos nossos processos produtivos. Na era da economia rural, os ricos se apropriavam do fruto do trabalho social, por serem donos da terra. Na era industrial, por serem donos da fábrica. E na era da economia do conhecimento, a propriedade intelectual se apresenta como a grande avenida de acesso a uma posição privilegiada na sociedade. Mas para isso, é preciso restringir o acesso generalizado ao conhecimento, pois se todos tiverem acesso, como se cobrará o pedágio, como se assegurará a vantagem de minorias?

Um argumento chave desta discussão, é naturalmente a legitimidade da posse. De quem é a terra, que permitia as fortunas e o lazer agradável dos senhores feudais? Apropriação na base da força, sem dúvida, legitimada em seguida por uma estrutura de heranças familiares. Uma vez aceito, o sistema funciona, pois na parte de cima da sociedade forma-se uma aliança natural ditada por interesses comuns.

Na fase industrial, um empresário pega um empréstimo no banco - e para isso ele já deve pertencer a um grupo social privilegiado - e monta uma empresa. Da venda dos produtos, e pagando baixos salários, tanto auferirá lucros pessoal como restituirá o empréstimo ao banco. De onde o banco tirou o dinheiro? Da poupança social, sob forma de depósitos, poupança esta que será transformada na fábrica do empresário. Aqui também, vale a solidariedade dos proprietários de meios de produção, e o resultado de um esforço que é social será em boa parte apropriado por uma minoria.

Mudam os sistemas, evoluem as tecnologias, mas não muda o esquema. Na fase atual, da economia do conhecimento, coloca-se o espinhoso problema da legitimidade da posse do conhecimento. A mudança é radical, relativamente aos sistemas anteriores: a terra pertence a um ou a outro, as máquinas têm proprietário, são bens “rivais”. No caso do conhecimento, trata-se de um bem cujo consumo não reduz o estoque. Se transmitimos o conhecimento a alguém, continuamos com ele, não perdemos nada, e como o conhecimento transmitido gera novos conhecimentos, todos ganham. A tendência para a livre circulação do conhecimento para o bem de todos torna-se portanto poderosa.

A apropriação privada de um produto social deve ser justificada. O aporte principal de Alperovitz e de Daly, neste pequeno estudo, é de deixar claro o mecanismo de uma apropriação injusta - Unjust Deserts - que poderíamos explicitar com a expressão mais corrente de apropriação indébita. Ao tornar transparentes estes mecanismos, os autores na realidade estão elaborando uma teoria do valor da economia do conhecimento. A força explicativa do que acontece na sociedade moderna, com isto, torna-se poderosa.

Para dar um exemplo trazido pelo autor, quando a Monsanto adquire controle exclusivo sobre determinada semente, como se a inovação tecnológica fosse um aporte apenas dela, esquece o processo que sustentou estes avanços. “O que eles nunca levam em consideração, é o imenso investimento coletivo que carregou a ciência genética dos seus primeiros passos até o momento em que a empresa toma a sua decisão. Todo o conhecimento biológico, estatístico e de outras áreas sem o qual nenhuma das sementes altamente produtivas e resistentes a doenças poderia ter sido desenvolvida - todas as publicações, pesquisas, educação, treinamento e ferramentas técnicas relacionadas sem os quais a aprendizagem e o conhecimento não poderiam ter sido comunicados e fomentados em cada estágio particular de desenvolvimento, e então passados adiante e incorporados, também, por uma força de trabalho de técnicos e cientistas - tudo isto chega à empresa sem custo, um presente do passado” (55) Ao apropriar-se do direito sobre o produto final, e ao travar desenvolvimentos paralelos, a empresa canaliza para si gigantescos lucros da totalidade do esforço social, que ela não teve de financiar. Trata-se de um pedágio sobre o esforço dos outros. Unjust Deserts.

Se não é legítimo, pelo menos funciona? A compreensão do caráter particular do conhecimento como fator de produção já é antiga. Uma jóia a este respeito é um texto, de 1813, de Thomas Jefferson: “Se há uma coisa que a natureza fez que é menos suscetível que todas as outras de propriedade exclusiva, esta coisa é a ação do poder de pensamento que chamamos de idéia….Que as idéias devam se expandir livremente de uma pessoa para outra, por todo o globo, para a instrução moral e mútua do homem, e o avanço de sua condição, parece ter sido particularmente e benevolente desenhada pela natureza, quando ela as tornou, como o fogo, passíveis de expansão por todo o espaço, sem reduzir a sua densidade em nenhum ponto, e como o ar no qual respiramos, nos movemos e existimos fisicamente, incapazes de confinamento, ou de apropriação exclusiva. Invenções não podem, por natureza, ser objeto de propriedade.”1

O conhecimento não constitui uma propriedade no mesmo sentido que a de um bem físico. A caneta é minha, faço dela o que quiser. O conhecimento, na medida em que resulta de um esforço social muito amplo, e constitui um bem não rival, obedece a outra lógica, e por isto não é assegurado em permanência, e sim por vinte anos, por exemplo, no caso das patentes, ou quase um século no caso dos copyrights, mas sempre por tempo limitado: a propriedade é assegurada por sua função social - estimular as pessoas a inventarem ou a escreverem - e não por ser um direito natural.

O merecimento é para todos nós um argumento central. Segundo as palavras dos autores, “nada é mais profundamente ancorado em pessoas comuns do que a idéia de que uma pessoa tem direito ao que criou ou ao que os seus esforços produziram”.(96) Mas na realidade, não são propriamente os criadores que são remunerados, e sim os intermediários jurídicos, financeiros e de comunicação comercial que se apropriam do resultado da criatividade, trancando-o em contratos de exclusividade, e fazem fortunas de merecimento duvidoso. Não é a criatividade que é remunerada, e sim a apropriação dos resultados: “Se muito do que temos nos chegou como um presente gratuito de muitas gerações de contribuições históricas, há uma questão profunda relativamente a quanto uma pessoa possa dizer que “ganhou merecidamente” no processo, agora ou no futuro.”(97)

As pessoas em geral não se dão conta das limitações. Hoje 95% do milho plantado nos EUA é de uma única variedade, com desaparecimento da diversidade genética, e as ameaças para o futuro são imensas. Teremos livre acesso às obras de Paulo Freire apenas a partir de 2050, 90 anos depois da morte do autor. O livre acesso às composições de Heitor Villalobos será a partir de 2034. Isto está ajudando a criatividade de quem? Patentes de 20 anos há meio século atrás podiam parecer razoáveis, mas com o ritmo de inovação atual, que sentido fazem? Já são 25 milhões de pessoas que morreram de Aids, e as empresas farmacêuticas (o Big Pharma) proíbem os países afetados de produzir o coquetel, são donas de intermináveis patentes. Ou seja, há um imenso enriquecimento no topo da pirâmide, baseado não no que estas pessoas aportaram, mas no fato de se apropriarem de um acúmulo historicamente construído durante sucessivas gerações.

Nesta era em que a concentração planetária da riqueza social em poucas mãos está se tornando insustentável, entender o mecanismo de geração e de apropriação desta riqueza é fundamental. Os autores não são nada extremistas, mas defendem que o acesso aos resultados dos esforços produtivos devam ser minimamente proporcionais aos aportes. “A fonte de longe a mais importante da prosperidade moderna é a riqueza social sob forma de conhecimento acumulado e de tecnologia herdada”, o que significa que “uma porção substantiva da presente riqueza e renda deveria ser realocada para todos os membros da sociedade de forma igualitária, ou no mínimo, no sentido de promover maior igualdade”.(153)

Um livro curto, muito bem escrito, e sobretudo uma preciosidade teórica, explicitando de maneira clara a deformação generalizada do mecanismo de remuneração, ou de recompensas, que o nosso sistema econômico gerou. Trata-se aqui de um dos melhores livros de economia que já passaram por minhas mãos. Bem documentado mas sempre claro na exposição, fortemente apoiado em termos teóricos, na realidade o livro abre a porta para o que podemos qualificar de teoria do valor, mas não da produção industrial, e sim da economia do conhecimento, o que Daniel Bell qualificou de “knowledge theory of value”. A Editora Senac tomou uma excelente iniciativa ao traduzir e publicar este livro. Vale a pena. (http://www.editorasenacsp.com.br/portal/principal.do?appAction=vwPrincipal)


*Ladislau Dowbor, professor de economia e administração da PUC-SP, é autor de Democracia Econômica e de Da propriedade Intelectual à Sociedade do Conhecimento, disponíveis em http://dowbor.org



(Envolverde/Mercado Ético)


© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída

Bodhisattva in metro

Dá para rir, dá para chorar, dá para pensar, dá para despreocupar...Assista!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A Espanha Insolvente

Pior do que a insolvência da Espanha, o que por si pode levar à destruição do Euro, é a menos falada insolvência da Inglaterra.

Para entender melhor o que está colocando seu bolso e seu alimento em risco, leia a matéria abaixo:

Gonzalo Lira: For Europe’s Future, Spain Is All That Matters: "Last Spring it was Greece that was in crisis mode—then last week, it was Ireland—and coming up next is Portugal— —but all those pale in com..."

MENOS LEIS, MAIS JUSTIÇA

A Ordem dos Advogados do Brasil,  Seção do Estado do Rio de Janeiro,

e a Letra Capital Editora

convidam para o lançamento do livro


“MENOS LEIS, MAIS JUSTIÇA”

do advogado criminalista



WANDERLEY REBELLO FILHO.


Dia 6 de dezembro, 2ª feira, a partir das 18h,

na OAB/RJ, Av. Marechal Câmara 150, 4º andar.

Av. Treze de Maio, 13/1301

Tel.: 2263-4228 e 2263-9612

Guerra no Rio de Janeiro

Acabo de atender uma paciente moradora no Morro do Alemão e ela, estressada, me relata que a polícia entra nas casas de pessoas inocentes e estraga pertences de gente inocente.

Por outro lado, profetizo que agentes da Polícia Militar assumirão o tráfico de drogas, haja vista que a demanda continua. Ou seja, enquanto houver pessoas dispostas a comprar e a pagar caro, aparecerão fornecedores. O  que temos a aprender com a experiência dos Estados Unidos com a Lei Seca deles?

Assim, é preciso que a sociedade se conscientize do processo que leva uma pessoa a procurar álcool, cocaína e maconha  para consumo próprio.

A cada pessoa que se sente afetada de alguma forma por estas atividades recomendo que se pergunte assim: Como é que eu tenho contribuido para que o tráfico de drogas e toda essa violência chegassem a este ponto?

Vejo que há a responsabilidade de cada indivíduo nisto.

Dia do #TerraMadre - Um Brinde às Mulheres da Terra

Dia do #TerraMadre - Um Brinde às Mulheres da Terra

Crise e Oportunidade - Tráfico de Tóxicos I

Prezados membros Comunidade Escola Corcovado,




O Rio de Janeiro tem uma chance historica de mudar a cidade de um status de guerrilha urbana para cidade com projetos de combate a pobreza reais e com vies de defesa ambiental incluido.

Nós temos varios projetos reais e entidades (ONGs e OCIPs ) que podem absorver projetos de todos tamanhos.

A Ong Florescer tem o viveiro em Botafogo ao lado da Escola Corcovado.(projetos pequenos)

A OCIP Omabrasil tem membros da COPPE/UFRJ e pode fazer megaprojetos em reciclagem

A Ong Workforworld tem projetos em Guaratiba (no Brasil) de sustentabilidade.(reflorestamento/ hortas organicas/etc)



A verba não sairia da Escola Corcovado / qualquer outra escola e sim de empresários (pais de alunos)

A Escola que tiver diretores com visão, seria vanguarda no mundo em soluções para aprendizado na pratica de sustentabilidade.

Crianças que se sentem incluidas nas soluções para a pobreza e para o meio ambiente.

Qualquer outra escola no Rio ( que conheçam) ou outra escola em qualquer parte do mundo pode participar.

Afinal o Rio de Janeiro será vitrine na Copa 2014 e na Olimpiada 2016.



atenciosamente, Ingo Haberle

Turma 1977 Corcovado

PS. interessados podem enviar e-mail para linpires@yahoo.com

sábado, 27 de novembro de 2010

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

AGROTÓXICOS COMO TEMPERO ....

26/11/2010 - 11h11
O que comemos e nem imaginamos

Por Fernanda B. Müller, da Carbono Brasil


Nesta segunda reportagem sobre agrotóxicos no Brasil, enfatizamos a importância de um maior controle no seu uso no cultivo de alimentos, apresentando estatísticas da ANVISA e os impactos sobre a nossa saúde.

Sendo o maior consumidor mundial de agrotóxicos, o Brasil enfrenta um grande desafio no controle do seu uso e no desenvolvimento de pesquisas para retirar produtos tóxicos do mercado e avaliar os efeitos das milhares de substâncias ativas que circulam em nossos pratos diariamente.

Até mesmo a nossa legislação reconhece a periculosidade do uso de agrotóxicos. A Constituição Federal em seu Art. 220, § 4º, determina que a propaganda de produtos nocivos, entre eles os agrotóxicos, seja acompanhada de advertências. A Lei nº 9.294/1996 impõe restrições legais ao uso e propaganda dos mesmos.

Dentre as ações programáticas da Política Nacional de Direitos Humanos (Lei 7.037/2009) está "Fortalecer a legislação e a fiscalização para evitar a contaminação dos alimentos e danos à saúde e ao meio ambiente causados pelos agrotóxicos". Um dos objetivos estratégicos desta política é o apoio à agricultura familiar nos modelos de produção agroecológica.

A finalidade dos agrotóxicos, de acordo com a Lei 7802/1989 é “alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos”, ou seja, eliminar algumas espécies.

Para o professor do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Rubens Onofre Nodari, os agrotóxicos representam “um grande risco para a sobrevivência da espécie humana”.

Se estes produtos são capazes de acabar com algumas espécies ditas “pragas”, é possível imaginar que eles também tenham alguns efeitos sobre a própria saúde humana.

Pesquisas

De acordo com o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), cerca de 29% dos alimentos analisados em 2009 apresentavam irregularidades, substâncias não autorizadas ou limite de resíduos acima do permitido.

Os resultados são preocupantes: 80% das amostras de pimentão, 56,4% das de uva, 50,8% de morango, 44,2% de couve, 44,1% de abacaxi, 38,8% de mamão, 38,4% de alface e 32,6% de tomate.

Além dos consumidores, os agricultores também são muito prejudicados pelos excessos de agrotóxicos, sendo que 84,4% dos agricultores familiares têm intoxicação aguda, segundo a ANVISA.

De acordo com o juiz federal Paulo Afonso Brun, em uma pesquisa realizada pela Fiocruz em 2007, descobriu-se que os altos índices de suicídio entre os agricultores da região de plantio de fumo do Rio Grande do Sul são ligados ao alto nível de manganês, presente em alguns fungicidas, que causa depressão.

Diversos estudos demonstram o efeito prejudicial dos agrotóxicos, como Dallegrave (2007) que constatou a toxicidade do glifosato- Roundup sobre a produção de espermatozóides, sendo um potencial desregulador endócrino.

Outra pesquisa realizada pela FIOCRUZ e UFMT revelou que o endossulfam foi encontrado na água da chuva e no ar coletado dentro de escolas, no município de Lucas de Rio (MT). Esta substância, usada em cultivos de algodão, café, soja, cana, entre outros, é de toxicidade aguda, com suspeita de desregulação endócrina e toxicidade reprodutiva.

“Uma grande parte dos agrotóxicos aprovados depois acabam sendo banidos devido à descoberta tardia dos efeitos”, lamentou Nodari.

Soluções

Uma das soluções para controlar a aplicação dos agrotóxicos seria a criação de um sistema informatizado, como no caso dos remédios controlados onde as farmácias informam a ANVISA a cada sete dias dos medicamentos adquiridos, propõe a coordenadora do PARA Janete Ferreira Pinheiro.

Outras medidas estão sendo tomadas pela ANVISA, como o banimento de algumas substâncias ativas, a tentativa de melhorar a rastreabilidade dos alimentos (saber de onde eles vem) e a qualificação dos fornecedores através dos supermercados, especialmente quando um laudo das amostragens realizadas periodicamente tem resultado negativo.

“O desafio é chegar a 100% de rastreabilidade de produtos in natura”, comentou Janete.

Para Nodari, o controle biológico é “muito mais seguro e barato” do que nos sujeitarmos aos efeitos adversos do uso de agrotóxicos.

Existem vários tipos de agrotóxicos, porém boa parte deles são absorvidos pelos vegetais e mesmo lavando com água sanitária ou água corrente apenas são removidos do exterior do alimento.

Segundo a ANVISA, de acordo com os conhecimentos científicos atuais, se ingerirmos quantidades dentro dos valores diários aceitáveis (IDA) não sofreremos nenhum dano à saúde. Existem estudos que indicam que, se ultrapassarmos essas quantidades, as conseqüências poderão variar desde sintomas como dores de cabeça, alergia e coceiras até distúrbios do sistema nervoso central ou câncer, nos casos mais graves de exposição, como é o caso dos trabalhadores rurais.


(Envolverde/Carbono Brasil)


© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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NO CASO DOS TRABALHADORES RURAIS, É PURO DESCONHECIMENTO OU ATÉ CONFORMISMO,ACHANDO QUE DE OUTRA FORMA NÃO PRODUZEM, MAS MUITOS PRODUTORES MESMO CONSCIENTES DO RISCO USAM QUALQUER PRODUTO, MESMO OS INADEQUADOS PARA AQUELA CULTURA E JAMAIS COMEM DO QUE PRODUZEM.
OS BIOPRODUTOS, OU MELHOR , OS BIODEFENSIVOS SÃO MAIS CAROS, EXIGEM ESTUDOS E ADEQUAÇÃO DO MANEJO DA TERRA E DA LAVOURA, SÃO UTILIZADOS NA CRESCENTE CULTURA DE ORGÂNICOS, FELIZMENTE.
NA MESA DO BRASILEIRO FICA TAMBÉM O QUE É BARRADO NAS EXPORTAÇÕES POR EXCESSO DE RESÍDUOS TÓXICOS OU PELO USO DE SUBSTÂNCIA PROIBIDA .
O BRASIL É UM DOS RECORDISTAS EM ÁREAS DE SOLO CONTAMINADO...

Sabina Cseri

The Great Thanksgiving Hoax - Richard J. Maybury - Mises Daily

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A Analfabeta

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A história de alguém que começou a ler enquanto trabalhava na casa de um homem público.



A ANALFABETA emociona e revolta.



Há momentos em que o conhecimento pode não fazer muito bem.



Em contrapartida, saber comunicar-se de diversas formas contribui para deixar transparecer nossa inteligência e, quem sabe até, fazer nascer o amor.



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Wallace Fauth

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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Falta de autoridades no Rio? E o que são "autoridades"?

Foi-se o tempo em que chamávamos policiais de autoridades com a legitimidade do termo. Em dicionários, mesmo os online na Internet, encontramos sinônimos de figura de autoridade como a que corresponde ao poder de comandar os outros e levá-los a agir da forma desejada e constitui a base para a responsabilidade. Então vejamos, pensando dessa forma não há falta de Autoridades no Rio de Janeiro. Há excesso de figuras de autoridade que não são mais as que conhecíamos décadas atrás, ou seja, os policiais.
Pois quem tem hoje no Rio o poder de comandar os outros? O poder de levar as pessoas a agir da forma como desejam e quase sempre ordenam? Base para responsabilidade talvez seja o único quesito (usando linguagem carioquês) que não cabe na Autoridade bandida.
Em cidades pequenas (menores que o Rio) existem alguns policiais nos quais confiamos. Nós os chamamos quando vemos alguma coisa irregular mas não é a totalidade que podemos afiançar, mesmo aqui no interior paulista.
Chamo àqueles que hoje publicaram no Yahoo que o Rio não tem autoridade para rever o sentido da palavra e o quanto temos sido esfoliados e mortos por autoridades que não merecem o título. São autoridades hoje os bárbaros traficantes, os bárbaros torturadores de menores inocentes que se vendem pelo prazer de alguns minutos, os animais que pouco se preocupam com a vida, sequer com a própria.
Há que haver em algum lugar, em alguma situação, em alguém...uma resposta para tanta barbárie.
Enquanto isso...continuarei falando.
Dra. Kátia Coutinho
18-9711-5627
katia@assis.unesp.br

Advogados no Brasil frequentam bares que vendem crack...Pode?

Sei perfeitamente que este blog foi pensado e construído para conscientização de pessoas, especialmente as mais jovens, sobre a necessidade de preservarmos nosso mundo através do fim do abate de animais, cruel estratégia para alimentar humanos; para falar das inúmeras chances que temos de desmotivar as pessoas a cortar árvores e ao mesmo tempo motivá-las a plantar cada vez mais, sejam frutas, plantas nativas, árvores frondosas que nos dêem sombra e descanso, flores que embelezem nossos dias. Compreendo, apoio e torço para que todas essas idéias sejam muito, mas muito mesmo propagadas e divulgadas entre todas as gerações.
Mas ver um vídeo hoje do Sr. Ércio Quaresma, advogado do não menos culpado, Bruno do Flamengo, em situação patética num banquinbho de bar de quinta, acendendo um cachimbo com pedra de crack e negociando preço sem nem saber onde estava, é o cúmulo. É o cúmulo...não se pode mais ficar quieto neste país, gente. Somos uma gente brava, guerreiros pelo bem e pela vida de melhor qualidade para todos. Não podemos nos deixar banalizar por notícias tão espantosas, tão absurdas e simplesmente dizer...puxa, que coisa! Que coisa somos nós, isso sim, que não nos damos ao trabalho de lutar pelos direitos de sermos realmente um povo feliz, sem negociatas, sem trabalhos políticos fraudulentos, e agora...um advogado aprovado pela OAB, emm pleno exercício de uma função que deveria promover a justiça e bem estar das pessoas, fumando crack num barzinho de sabe Deus onde.
O que vamos fazer? Sei que as pessoas que lêem este e outros blogs criados com a melhor das intenções possíveis, se omitem de fazer comentários.
É como uma paralisia contagiosa depois de tantos males e tão pouca punição para aqueles que realmente devem no país.
Mas isto não pode continuar assim. É uma lástima que não tenhamos sequer uma linha de palavras que ajudem coletivamente este país a ser melhor.
Seguirei falando...com ou sem comentários, seguirei falando. Uma voz no deserto é, ao menos, um eco a ser escutado em algum canto deste planeta. E sei que não estou sózinha nesta luta.
Contatos com
Dra. Kátia Coutinho
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Casacos de pele ou o especismo que dá no couro

peles

por Marcio de Almeida Bueno

As pessoas aí – mesmo as ruminantes de carne – se chocam com os vídeos da indústria de peles, e nem daria para não se chocar mesmo, mas mantêm o couro só no sapatinho. Até hoje nao entendi porque a bifurcação mental entre animais fofos e peludos – e de certa forma distantes, e a vaca que capota no cimento do matadouro. Sim, antes que gritem os chatos, eu sei dos deatlhes sórdidos e criativamente cruéis que envolvem esta ou aquela atividade em específico, mas daí estaríamos caindo barranco abaixo em direção ao bem-estarismo, do tipo ‘se meu remorso for menor, pode tá?’.

E a coisa nao é assim. É preciso pensar que, em princípio é uma pele animal que cobre o sapato, segura as calças para não caírem ou ‘protegem contra o frio’, conforme justificativa de praxe. Então se aceita uma pele daquele animal ali, o gordo com chifres e meio pateta, mas não do fofo e ágil, com talento para virar desenho animado.

O cheiro de couro ao passar em frente a uma loja ‘especializada’ me embrulha o estômago.

E esse couro foi tratado e processado até perder sua, digamos, aparência de animal. Tal como os nuggets ou a mortadela, coisa que se come mas não traz a cara de quem, tocado por Midas ao contrário, virou alvo do tesão gastronômico. E quem arrota preocupação com o meio-ambiente sustentável deve estar sempre gripado, com ‘dariz endupido’, toda vez que passa pore região onde tenha curtume. E toda a água intoxicada, metais pesados a go-go, é encanada e enviada para Marte, claro. “An, mas couro é natural, sintético é que faz mal”, como já ouvi de uma subgênia ao receber um panfleto anti-couro.

E, no entanto, essa gente vira a cara na hora de assistir a um vídeo – mas a vida é ao vivo – de morte de bichinhos fofos para que a J-Lo ou o 50Cent tenham onde gastar o dinheiro que ganham com sua, tipo, ‘arte’. Quem acha que estou valorizando menos o sofrimento dos arminhos, martas e outros animais que ‘dão sua pele para aquecer os humanos’, que me encontre em qualquer Sexta Sem Pele.

Vejam que falei da MORTE de um animal, não falei de sua desgraçada vida dentro de uma gaiola, retirado da natureza para ser ingrediente das planilhas de cálculo de exportação. É necessário fazer um insight e pensar no que é acordar todo dia em um quadrado de grades, tendo como opção comer, cagar, dormir ou girar no próprio eixo.

OK, tem humano que faz apenas isso durante toda sua existência e ainda se considera o degrau final do darwinismo, mas não é esse o ponto.

A questão é que esfolar terceiros para ter um calçado, etc, mais resistente – em tese, moçada, em tese – é uma escolha do sistema apresentada em dois de seus altares sagrados – a indústria e o comércio. Em não havendo ‘de couro’ de um dia para o outro, o povo vai espernear por um tempo, os formadores de opinião vão dizer o que o patrão mandar por um tempo, mas depois todos vão marchar felizes usando calçado feito de _________. Mais barato e resistente.

E, se imagino, poluindo apenas TANTO QUANTO antes, o tal meio-ambiente sustentável puxa-voto. Mas para isso, os especistas esdão zempre de dariz endupido, diacho!

Fonte: ANDA

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Açúcar...doce engano com consequências terríveis.

Se puxar um pouquinho pela memória é possível lembrar o dia, ou ao menos o mês em que me tornei diabética. Corria o final do ano de 1980. Eu estava no último ano de uma faculdade muito desejada, mas cuja trajetória foi muito sofrida. Quando passei no vestibular estava com apenas 17 anos e nunca saíra da casa de meus pais.
Ao mudar para outra cidade descobri um mundo novo, amigos que hoje chamamos de “descolados”, garotas de minha idade que saíam à noite sem horário para voltar, usavam álcool e até mesmo um “fuminho”, vez em quando. Nada muito perigoso, pensava eu, mas muito diferente do que estava acostumada a viver.
Sem controle dos pais, iludida e deslumbrada com o que a liberdade pode trazer, abusei um bocado. Faltava nas aulas e quando ia pouco aproveitada, pois meus pensamentos concentravam-se no que poderia fazer dali a pouco, com quem iria encontrar e qual seria o lance da vez.
Esta vida durou aproximadamente três anos até que me descobri grávida, sem saber ao menos de quem e sem apoio de ninguém. Não eram tempos de divulgação de preservativos, mas sempre foi tempo de sabermos o que podia e o que não podia engravidar uma mulher. Infelizmente e influenciada por prazeres nunca sentidos, não prestei atenção à simplicidade de evitar uma gravidez não desejada. Meus pais nunca souberam e nem poderiam saber. Seria para eles uma decepção da filha outrora ajuizada, que passou no primeiro vestibular que fizera e até então tinha bons comportamentos. Meus irmãos, menos ainda me ajudariam. Eram todos mais novos que eu e tinham um mim um ideal a ser seguido. Não podia decepcioná-los.Optei pela solidão do aborto.
Pouco mais de 19 anos e lá estava eu em uma clínica clandestina acompanhada apenas de uma amiga que, com tanto ou menos juízo, concordou em ir junto. Uma hora depois, uma vida mudada. Uma menina ainda mutilada pela falta de juízo. Não conseguia olhar-me no espelho. Rastros de uma educação religiosa e lembranças da moral aprendida desde muito pequena arranhavam meu coração e, sem que eu soubesse, arranhavam também meu corpo.
Faltava pouco para as provas do fim do quarto ano e eu estava fraca, sozinha, perdida..., mas tinha que ser aprovada. Para aumentar ainda mais o incômodo da situação, precisei começar a trabalhar para sustentar-me, pois meu pai nos abandonara por uma moça mais nova que minha mãe.
Trabalhava durante o dia, freqüentava as aulas à noite e estudava pela madrugada afora. Era difícil. Foi nesta época que comecei a chupar balas, comer chocolate, tomar litros de refrigerante enquanto estudava. No início de dezembro de 80, minhas gavetas tinham tantos doces estocados que nada mais cabia nelas. Eu estava condicionada a pensar que sem eles a noite demoraria a passar e eu me sentiria tentada a fugir do estudo. Lembro-me de estar elétrica, comendo doces e tomando refrigerante o tempo todo até que as provas terminaram e eu soube que estava aprovada.
Não houve muito tempo de comemoração. Em duas semanas perdi mais de vinte quilos e entrei em coma. A cidade onde morava não tinha médicos especializados e fiquei um bom tempo em observação enquanto meu quadro piorava. Nessa época, fui mandada para São Paulo ainda em estado comatoso e lá descobriram que eu havia adquirido uma diabetes tipo I, que seria dependente de insulina e teria que evitar tudo que aumentasse meu teor glicólico.
Não foi fácil...,não tem sido fácil. A válvula de escape de minhas dores foi o açúcar e é por causa dele que até hoje, 35 anos depois, tenho uma vida que necessita controle diário. Claro que este é apenas mais um depoimento de alguém que usou o açúcar como mecanismo de compensação pelos problemas que enfrentou. Mas penso hoje e penso muito naqueles que sequer têm problemas que suscitam necessidade de compensação e, no entanto, estão usando e abusando dessa coisa bonita, branquinha, limpa e tao perigosa que é o açúcar refinado.
Não tenho muitos elementos técnicos ou médicos que possam convencer especialmente jovens e crianças dos perigos do açúcar. A mídia, escrita, televisiva, mostram publicidades cada vez mais atrativas que movem a pessoa quase incosncientemente ao uso do açúcar. Mas tenho minha história, minha lida diária, meu controle sobre órgãos de meu corpo que podem deixar de funcionar como necessário e minha convicção que poderia ter sido diferente se houvesse mais orientação e apoio. Se houvesse mais gente preocupada em falar dos malefícios e menos do prazer que provoca. E é com minha história que desenvolvo minha vida. É ela que eu ofereço como instrumento de convencimento àqueles que podem fazer da sua, uma história melhor que a minha.
Há muitas formas de fazermos o bem a nós mesmos e aos outros. Este depoimento é uma tentativa de alerta para todos aqueles que precisam de orientações. Não temos que nos tornarmos dependentes de medicação ou outras “muletas” de sobrevivência se nos cuidarmos em tempo. A vida, por mais difícil que ela nos pareça em determinados momentos, pode ser mais fácil. E é bom saber que grande parte dessa mudança depende apenas de nós mesmos.
Contatos:
Dra. Kátia Regina Coutinho
kátia@assis.unesp.br
18-9711-5627
21-9995-9436

LULA - COMPRA ARMAS PARA MATAR A FOME?

18/11/2010 - 11h11
Pátria armada, Brasil

Por Frei Betto*

Houve uma grita na mídia quando a Rússia, há pouco, vendeu à Venezuela cerca de US$ 4 bilhões em armas. Interrogações acima de qualquer suspeita logo brotaram: o que pretende Chávez? Declarar guerra à vizinha Colômbia? Dar um golpe de Estado e governar como ditador?

Em setembro de 2010, o Congresso dos EUA divulgou relatório sobre os países em desenvolvimento que, em 2009, mais compraram armas. O Brasil é o primeiro da lista. Gastou US$ 7,2 bilhões (cerca de R$ 12,24 bilhões) em armamentos. Preste atenção: o orçamento do Bolsa Família, em 2010, foi de R$ 13,7 bilhões.

Em gastos bélicos, atrás do Brasil seguem Venezuela (US$ 6,4 bilhões), Arábia Saudita (US$ 4,2 bilhões) e Taiwan (US$ 3,8 bilhões). No período entre 2002 e 2009, Brasil e Venezuela aparecem entre os 10 primeiros compradores de armas no mundo em desenvolvimento.

Entre 2006 e 2009, a América Latina quadruplicou seus gastos em armamentos: pulou de US$ 5,763 bilhões para US$ 23,726 bilhões.

Outra novidade é a Rússia suplantar os EUA como principal vendedora de armas para a América Latina. Entre 2002 e 2005, Moscou vendeu apenas US$ 600 milhões, enquanto Tio Sam faturou US$ 1,362 bilhão. Mas entre 2006 e 2009, a Rússia vendeu US$ 11,1 bilhões -quase 50% do mercado latino-americano- e os EUA apenas US$ 2,426 bilhões, pouco mais de 10% do mercado continental.

O segundo lugar pertence, agora, à França. Até 2005, este país abocanhava apenas 5% do mercado latino-americano, com vendas que não ultrapassavam US$ 300 milhões. Entre 2006 e 2009, passou a vender US$ 6,3 bilhões, cerca de 25% do total, superando os EUA.

Segundo o Ministério da Defesa da França, o Brasil é, hoje, o maior importador de armas fabricadas por aquele país. Os contratos assinados entre os governos Lula e Sarkozy, de 2005 a 2009, somam R$ 12,8 bilhões. As importações brasileiras de armas da França pularam de US$ 101 milhões, em 2005, para US$ 3,8 bilhões, em 2009, salto de 3.700%.

O relatório francês revela que a predominância do Brasil se deu graças, sobretudo, à aquisição de submarinos do tipo Scopèrne. Em Brasília, o Ministério do Desenvolvimento não divulga valores de importação de armas estratégicas. As compras de armas comuns (fuzis, bombas e artilharia) feitas pelo Brasil de diversos parceiros subiram de R$ 8,5 milhões em 2005 para R$ 46 milhões em 2009, um aumento de 440%. A conta exclui equipamentos pesados, como submarinos e aviões.

Em dezembro de 2002, quando Bush pediu a Lula o apoio do Brasil à invasão do Iraque, o presidente eleito respondeu: "Nossa guerra não é para tirar vidas e sim para salvá-las. Vamos combater a fome!" Por que, em vez de volta da CPMF, não se aplica igual valor do orçamento militar na melhoria da saúde, da educação, da preservação ambiental e da qualidade de vida de nossa população?

O relatório mostra ainda que a França exportou, em 2009, 7,2% dos armamentos no mundo. Ficou atrás dos EUA, responsáveis por 52% das exportações mundiais; do Reino Unido, com 13,4%; e da Rússia, com 8,4%.

O lobby bélico é mundialmente poderoso, pois a indústria da morte assegura a vida abastada dos que obtêm, graças a ela, abundantes lucros. Contudo, já não multiplica empregos, como o comprova a atual conjuntura dos EUA. As novas tecnologias dispensam mão de obra numerosa.

Lamento que os bispos que se indignam com a proposta de descriminalização do aborto não digam uma palavra quando se trata da produção e do comércio de armas.

Segundo o TSE, no Brasil os fabricantes de armas destinaram, nas últimas eleições, R$ 1,55 milhão a candidatos. É a "bancada da bala", empenhada em evitar qualquer restrição legal ao setor. E quem agradece são os narcotraficantes que, refugiados no alto de favelas, possuem armas de última geração, a ponto de derrubarem helicópteros da polícia.

Cerca de 40 mil pessoas morrem assassinadas, por ano, no Brasil, vítimas de armas de fogo.

A paz jamais virá do equilíbrio de forças. Como profetizava Isaías há nove séculos, ela resultará, sim, da promoção da justiça, o que supõe desarmamento de espíritos e fim dos arsenais.

*Frei Betto é escritor, assessor de movimentos sociais e autor de "A arte de semear estrelas" (Rocco), entre outros livros. Blog:http://www.freibetto.org/ Twitter: @freibetto.

**Para conhecer o portal Adital acesse http://www.adital.com.br/site/index.asp?lang=PT

IMAGEM
Crédito:
Rafael Edwards


(Envolverde/Adital)


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terça-feira, 16 de novembro de 2010

AS CRIANÇAS E O CONSUMISMO


Consumismo infantil

Por Yves de La Taille*

Há um verdadeiro exército publicitário trabalhando ininterruptamente para convencer as crianças a comprar toda sorte de produtos.

Enquanto milhares de pais e mães vão freneticamente às compras para adquirir os presentes “encomendados” pelos filhos, poucos deles sabem que está em discussão, no Brasil e no mundo, a problemática relação infância-consumo e a questão da publicidade dirigida ao público infantil.

Quanto a este último tema, aliás, existe um projeto de lei em Brasília que visa coibir esse tipo de publicidade, cuja existência parece ser “natural” para muitos e até desejada por aqueles que, no lugar de pais, exultam com a simples perspectiva de seus filhos aparecerem como garotos propaganda ou que, no lugar de empresários, antevêem gordos lucros graças a esse amplo espectro de jovens consumidores.

À guisa de fio condutor do presente artigo, tomemos a questão da publicidade dirigida ao público infantil, pois ele nos levará necessariamente à questão da relação infância/consumo.

São dois os objetivos básicos da publicidade: 1) informar que tal produto ou serviço existe com tais e tais qualidades, e 2) convencer o virtual consumidor a adquiri-lo. Dos dois objetivos, o segundo é o mais importante e é em torno dele que inúmeros especialistas de marketing queimam as pestanas. Mas vale notar que o primeiro, não raramente, limita-se à mera informação de que um produto existe, pois nada se diz a respeito de suas qualidades. Acontece, por exemplo, em várias propagandas de carro, nas quais o veículo é mostrado em cenas idílicas, sem que nada de objetivo se fale sobre suas virtudes. Se nada falam do automóvel, em compensação sugerem que seu virtual comprador tem ou terá determinado tipo de identidade, em geral associada ao status de pessoa feliz, pois “vencedora”. Mas tal associação já é a tradução do segundo objetivo: seduzir o consumidor.

Isto posto, espera-se de um adulto que tenha recursos intelectuais e afetivos para resistir à sedução publicitária, notadamente quando essas fogem totalmente a qualquer verossimilhança com a vida real. Mas qual será o poder de resistência de uma criança?

Ele é naturalmente menor. A criança carece, em parte, de critérios para avaliar se os brinquedos que ela vê, sabiamente fotografados ou filmados terão, na prática, as qualidades lúdicas apresentadas. Com freqüência, uma vez que tem o brinquedo nas mãos, ela fica desapontada e o abandona no baú dos objetos rejeitados ou esquecidos.

A criança também carece de critérios próprios para avaliar se cada objeto corresponde ao que ela realmente desejaria: suas vontades ainda costumam ser fugazes e, logo, facilmente dirigidas por especialistas em sedução. Outra vez aquilo que é intensamente querido num dado momento, logo cai no esquecimento, trocado por outra coisa eleita como alvo prioritário do desejo momentâneo. Finalmente, também devemos lembrar que a criança ainda é muito suscetível à influência de “celebridades”. Não é por acaso que se contratam “ídolos” para cantar as vantagens de variados produtos e se estampa seu rosto e nome nas embalagens ou até nos próprios produtos.

Em suma, existe um verdadeiro “exército simbólico” que adentra as defesas psíquicas ainda frágeis das crianças, para convencê-las a comprar isto e aquilo. Portanto, têm toda a razão as pessoas que querem, no limite do possível, protegê-las. E têm toda a razão, também, as pessoas que lamentam que, em tempos de Natal, o simpático Papai Noel tenha se transformado, de portador de esperanças e surpresas, em mero entregador de encomendas.

Sigamos adiante em nossas observações e notemos que, para além dos problemas que a suspeita sedução publicitária dirigida a crianças levanta, sua própria existência equivale a um forte incentivo ao consumo.

Vivemos numa sociedade que se convencionou chamar de sociedade de consumo, e, é claro, dela participam as crianças. Não poderia ser diferente e não se trata, portanto, de isolá-las do mundo, como o fez hipoteticamente Rousseau com Emile. Todavia, trata-se de prepará-las para serem consumidores conscientes. Mas, o que significa isso?

Significa, por exemplo, fazê-las paulatinamente compreender as relações entre consumo, trabalho e economia, para terem consciência do real valor das mercadorias e não pagarem, como o fazem tantos adultos de conta bancária abastada, preços claramente abusivos somente porque determinados produtos são vendidos em tal lugar ou produzidos por tal marca. E também para terem consciência dos graves problemas de distribuição de renda, que dão o luxo a poucos e o lixo a muitos. Há, no Brasil, uma proposta de Parâmetros Curriculares Nacionais que propõe trabalhar, desde o ensino fundamental, o tema “Trabalho e Consumo”. Trata-se de excelente iniciativa, infelizmente pouco conhecida.

Significado psicológico
Como é impossível desvincular o consumo da saúde ambiental de nosso planeta, ser consumidor consciente significa também avaliar as consequências de seus atos de compra e usufruto. Dizem os especialistas que se todos tivessem o modo de vida dos habitantes dos Estados Unidos, seriam necessários quatro ou mais planetas Terra para contemplar a demanda.

E ser consumidor consciente é também avaliar o significado psicológico do ato de consumir, ato esse que, sabe-se, é para muitos, na contemporaneidade, um ato frequentemente desvinculado de necessidades concretas, materiais. E aqui o tema se torna complexo e delicado.

Muitos já estudaram e analisaram os motivos que levam as pessoas a se entregarem a uma verdadeira bulimia de consumo. Há várias teorias, todas certamente com sua parte de verdade. Pessoalmente, me inclino a ver no afã de consumir um traço do que chamei de “cultura da vaidade”(1), pois faz todo sentido o seguinte diagnóstico de Jurandir Freire Costa: “O objeto (que é consumido) deve ‘agregar’ valor social – e não sentimental – a seu portador, ou seja, deve ser um crachá, um passaporte que identifica o turista vencedor em qualquer lugar, situação ou momento da vida”(2). Consome-se, entre outros motivos, para poder dar um “espetáculo de si”, para demarcar-se, para parecer (ou mimar) os “vencedores” e as “celebridades”. E isso não vale apenas para as classes sociais financeiramente abastadas, pois, como escrevem os autores do livro Cabeça de porco: “O dinheiro obtido no assalto troca-se pelo tênis de marca, pela camisa de marca. Essa frivolidade é uma pista. A camisa com nome e sobrenome e o tênis notabilizado pelo pedigree apontam numa direção: a grana vai para a marca, não para o calçado ou a camisa, não para o atendimento a necessidades físicas, como a simples proteção do corpo e dos pés. No caso, o que está em jogo é a busca de reconhecimento e valorização, a marca é o que importa, é a marca o objeto cobiçado, é ela que atende à necessidade. O vestuário (na moda) cumpre essa função: quem o consome deseja diferenciar-se para se destacar”(3).

Um desenho humorístico, assinado por Voutch e publicado na revista francesa Le Point, ilustra bem, a meu ver, um aspecto essencial do consumismo atual. Nele vê-se um homem com certo ar de dúvida contemplando, numa revendedora, um desses carros altos e poderosos, 4x4, que têm circulado muito pelas ruas e estradas, atualmente. O vendedor lhe apresenta um argumento “definitivo”: “a relação preço/arrogância é muito vantajosa!”.

Esperemos que nossos filhos, quando forem adultos, exijam ouvir argumentos mais decentes dos vendedores! Isso depende muito de nossas atitudes educativas. Mas quando vejo garotos e garotas, vestidos com roupa de grife, com tênis importado, celular de última geração na mão – como o iPhone –, câmera digital pendurada no pescoço etc., temo não estarmos na direção pedagógica correta.

E de pouco adiantarão leis que coíbam a publicidade dirigida ao público infantil, se os próprios adultos, entregues ao consumismo e à cultura da vaidade, forem às compras, motivados e seduzidos pela imagem que seus filhos, destinatários dos presentes natalinos, terão diante de outras crianças.

* Yves de La Taille é professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP).

(1). Yves de La Taille, Formação ética: do tédio ao respeito de si, Porto Alegre, Artmed, 2009.
(2). Jurandir Freire Costa, O vestígio e a aura: corpo e consumismo na moral do espetáculo, Rio de Janeiro, Garamond, 2004. O autor emprega o termo “turista” no sentido metafórico que lhe deu Bauman: a do homem pós-moderno, que deambula pelo planeta sem amarras e nem projetos de médio e longo prazo.
(3). Luiz Eduardo Soares, MV Bill e Celso Athayde, Cabeça de porco, Rio de Janeiro, Objetiva, 2005.


(Envolverde/Instituto Akatu)


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sábado, 13 de novembro de 2010

Governo de Mianmar liberta Aung San Suu Kyi » Opinião e Notícia

Governo de Mianmar liberta Aung San Suu Kyi » Opinião e Notícia

Leis estranhas ao redor do mundo

Material apócrifo que rola na Internet para reflexão e humor:

Leis estranhas ao redor do mundo:



1* No Líbano, os homens podem legalmente ter relações sexuais com animais, mas têm que ser fêmeas. Relações sexuais com machos são puníveis com a morte.

2* No Bahrain, um médico pode legalmente examinar a genitália feminina, mas ele é proibido de olhar diretamente para ela durante o exame. Ele pode apenas olhar através de um espelho.



3* Os muçulmanos não podem olhar os genitais de um cadáver. Isto também se aplica aos funcionários da funerária... Os órgãos sexuais do defunto devem estar sempre cobertos por um tijolo ou por um pedaço de madeira.

4*A penalidade para a masturbação na Indonésia é a decapitação...

(Estes três itens fazem parte da explicação das altas taxas de suicício entre islamitas...)
(De qual cabeça???).
5* Há homens em Guam cujo emprego em tempo integral é viajar pelo país e deflorar virgens, que os pagam pelo privilégio de ter sexo pela primeira vez.
Razão: Pelas leis de Guam, é proibido virgens se casarem.
(Alguém me explique isso!)

6* Em Hong Kong, uma mulher traída pode legalmente matar seu marido adúltero, mas deve fazê-lo apenas com suas mãos.

7* A lei autoriza vendedoras a ficarem de topless em Liverpool, Inglaterra, mas somente em lojas de peixes tropicais. - Dá para entender?
8* Em Cali, na Colômbia, uma mulher só pode ter relações com seu marido, quando na primeira vez que isso ocorrer, sua mãe estiver no quarto para testemunhar o ato.

(Imagina transar com a sogra assistindo? Fala sério....).

9* Em Santa Cruz, na Bolívia, é ilegal um homem ter relações com uma mulher e a filha dela ao mesmo tempo.

Soube também  que na Bolívia e Peru ainda se faz infundibulação nas "filhas do Sol"....
(Ficar esperando a vez do lado da cama pode!).


10* Em Maryland preservativos podem ser vendidos em máquinas somente em lugares onde são vendidas bebidas alcoólicas para consumo no local.

(Tem que usar no balcão?)


11* Na Nova Guiné, o sexo anal é obrigatório.


Em resumo: muita loucura nesse mundo quando o assunto é sexo!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Fila no Banco

Há muito que me incomodo com o que vejo acontecer nas agências bancárias, particularmente a tal prioridade para idosos. Pelo que entendo, o idoso deve receber atendimento prioritário e parece-me, os bancos desonesta e ardilosamente criaram a caixa especial para o idoso. Qeuem tiver conhecimento de causa, está chamado a contribuir escrevendo abaixo em comentários.

Por outro lado, um outro tópico que incomoda é o tempo de espera na fila de atendimento. Recebi o texto abaixo anônimo e o transcrevo à espera de contribuir para a melhoria de nossa qualidade de vida. Leiam:

FUNCIONA MESMO - LEIA COM ATENÇÃO.
Apenas para complementar, a lei de que trata o email anexo é a Lei nº 13.948/2005.



Senha de horário nos bancos.
Aos amigos,

Vivi essa semana uma experiência que confirmou uma suspeita.

Há cerca de um mês eu entrei no Banco Itaú para fazer um pagamento e, quando vi o tamanho da fila, pensei: 'Vou ficar horas aqui dentro'.

Foi quando me lembrei da lei que entrou em vigor na capital paulista (e no Brasil), que regula o tempo máximo de espera em fila bancária. Salvo engano, são 20 (vinte) minutos em dias normais, e 30 (trinta) em dias de pagamento de pensionistas do INSS.

Assim sendo, solicitei a um funcionário a senha com o horário de entrada na fila, pois se o tempo excedesse, eu encaminharia o papelucho para a prefeitura multar o banco.

Entrei na fila, e notei que de repente aquele som que sinaliza caixa desocupado, começou a tocar com maior freqüência, e a fila foi diminuindo rapidamente.

Quando cheguei ao caixa, ele solicitou a senha para autenticar, e eu fiquei intrigado. No meio de tantos clientes, como ele sabia que a senha estava comigo?

Examinei então os dois horários, entrada e saída e constatei que foram 17 minutos de fila. Eu esperava ficar mais de uma hora.

Percebi que quando eu pedi a senha, o gerente colocou mais caixas e o atendimento fluiu rapidamente.

Hoje, fui novamente ao mesmo banco e dei de cara com a mesma fila imensa. Não tive dúvida. Procurei um funcionário e pedi a senha. Ele, fazendo cara de bobo, perguntou:
- Que senha? Não tem senha. Entre na fila.

Eu insisti.

Ele disse que não sabia de senha alguma...

Procurei os caixas e notei uma plaquetinha discreta que dizia: 'Se necessitar senha, solicite ao caixa'.

Pedi a senha ao caixa, e ele fez outra cara de bobo e disse:
- Que senha?
Parece que os funcionários já estão treinados a não fornecer a senha.
Então eu exigi:
- A senha que diz o horário que eu entrei na fila. É lei...
O caixa meio contra vontade forneceu a senha e eu entrei na fila.

No início continuou lenta, quase não andava.
De repente, o mesmo fenômeno, começou o som que não parava mais, e a fila foi rapidamente diminuindo.

Quando cheguei ao caixa, desta vez não foi surpresa, ele pediu a senha pra autenticar, e após a autenticação, ele se virou para uma senhora que circulava por trás dos caixas, com cara de gerentona, e em resposta à pergunta dela de...'E aí? Tudo bem?'
O caixa respondeu:
- BELEZA.

Matei a charada! 'BELEZA' foi a constatação que o caixa fez.

Fui atendido em 14 (quatorze) minutos.

E a gerentona então deu um sinal que eu entendi que seria para alguns dos caixas voltarem para os locais de onde foram retirados para atender ao público.

MORAL DA HISTÓRIA - Existe sim um número de funcionários nos bancos, suficiente para atender dignamente o público, porém eles são desviados para outras funções mais lucrativas, tais como vender seguro por telefone, enquanto os idiotas dos clientes ficam na fila.

Eu não fico mais.

Cada vez que entrar em um banco, exija sua senha com o horário. Vamos lutar por esse direito obtido.

Não sejamos bobos...

É só a gente divulgar e insistir para a lei ser cumprida.

AFINAL ELES NÃO NOS POUPAM, cobram Encargos, Tarifas, Cestas, Taxas, todas abusivas tornando os Banqueiros os homens mais ricos do Planeta.

Caso você não seja atendido no tempo de 20 min em qualquer agência bancária, você tem o direito a ser indenizado, podendo ir ao Procon, ou ao Juizado de Pequenas Causas e pleitear sua indenização por perdas e danos que poderá, nestas instâncias ser de até 4 a 5 salários mínimos.

É notório que os representantes legais dos bancos preferem fazer logo um acordo, uma vez que a indenização será sempre acrescida de juros e correção monetária, podendo atingir valores de 50 salários mínimos.

Em tempo, quando ficar preso na entrada giratória da agência do banco, não saia, pois o tempo será contado a partir de sua prisão na agência. Chame à atenção para ter testemunhas no processo, pois é muito importante ter testemunhas que anotem o horário em que você ficou preso na porta giratória. Caso o guarda particular do banco mandar você se afastar para entrar novamente, diga a ele que o correto é ele abrir a porta para você adentrar. Se ele insistir para que você ande para trás, solicite que testemunhas registrem o fato para que você possa dar também mais esta queixa, o que gerará mais penalidades contra o banco, além do que todos os que estão do lado de fora esperando a abertura da porta rotatória, também tem direito à indenização, pois o tempo deles também está sendo contado a partir desse momento em que a porta travou e não deixou mais ninguém entrar.
Lembramos que o estabelecimento bancário não limita-se è entrada no banco, pois o estacionamento da agência também faz parte do estabelecimento e fornece um documento na forma de papelzinho sem importância aparente, mas que por ter seu horário de entrada impresso, é prova material do horário de sua chegada à agência.
Sendo a instituição bancária uma concessão do Estado ao direito da empresa explorar financeiramente a população em troca de prestação de serviços, essa concessão poderá ser revista e até mesmo cassada pelo pelo Poder Judiciário quando não há cumprimento das normas de atendimento dos clientes. Todo cliente brasileiro ou naturalizado é eleitor e contribuinte que não pode ter seu tempo furtado dentro de uma agência bancária, sem que seja ressarcido de tal dano material, podendo haver ainda a expectativa de ressarcimento por danos morais.

Todos os juros e tarifas que você paga a seu banco estão em desacordo com a lei, pois o que está valendo é o contrato que você assina com o banco e não a lei que protege o cliente da especulação. Tais contratos podem ser revistos a qualquer momento, pois, sem sombra de dúvida, todos estão fora da lei e são diferentes para cada cliente. Ou seja, se você está nadando em dinheiro, você paga juros e tarifas menores. Por outro lado, se você está passando por dificuldades financeiras, o banco passa a ter comportamento de agiota e lhe cobra taxas e juros sensivelmente maiores, o que pode ser aprecidado devidamente a seu favor pela Justiça.

Curioso é o fenômeno que acontece ao vocÊ começar a analisar uma simples porta rotatória de um banco ou um recibo de estacionamento. Como aparecem ilegalidades....Quanto mais você puxa, mais vem....só para lembrar, os bancos ficam com o dinheiro do seu cheque e o colocam para render sem que você tenha qualquer participação, entre outras artimanhas. Ou seja, tempo é dinheiro. Você perde tempo, o banco o transforma em dinheiro.

Assim, você percebe como o banqueiro tem pressa em fazer um acordo e pagá-lo imediatamente, antes que você se dê conta de como esses valores podem vir a crescer.

Após ler o texto anônimo aqui publicado, consultei um amigo advogado que me deu estes últimos esclarecimentos.

Se gostou, lembre-se repassar a seus contatos!!! Se encontrou alguma falha ou erro, escreva abaixo seu comentário de forma que possamos esclarecer melhor à população.

Vanguarda Abolicionista leva o ativismo gaúcho ao show de Paul McCartney

Fotos: RSantini
paul mccartney

por Marcio de Almeida Bueno, jornalista

Em um domingo de forte calor, a Vanguarda Abolicionista com seus apoiadores, e também ativistas independentes e as siglas Projeto ProAnimal e Ramatis Porto Alegre, passou o dia junto ao estádio Beira-Rio, local do show do ex-beatle Paul McCartney em Porto Alegre. A idéia foi aproveitar a presença do roqueiro vegetariano e ativista pelos direitos animais, e das milhares de pessoas que circulavam pelo entorno do estádio neste 7 de novembro.

paul mccartney

O grupo realizou maciça panfletagem com material preparado especialmente para a ocasião, com os dizeres ‘Escute Paul McCartney – ele tem muito a dizer contra o consumo de carne e sobre direitos animais‘. Não foram poucos os fãs que afirmaram desconhecer a ligação do músico com a causa animal e vegetariana, e como promotor da Segunda Sem Carne.

paul mccartney porto alegre

Outro material produzido para o evento foi um banner em tamanho natural de Paul – autorizado pelo PETA, tratando de sua mudança de vida rumo à defesa dos animais. Dezenas de pessoas posaram ao lado do cartaz para fotografias, e até mesmo uma equipe da RBSTV/Globo gravou reportagem junto ao banner, entrevistando um dos ativistas.

paul mccartney

A ocasião também permitiu a coleta de assinaturas contra a importação de novas girafas para o Zoológico de Sapucaia do Sul, dentro do movimento ‘Lugar de animal é no habitat natural’, do qual a Vanguarda Abolicionista faz parte. Fãs anônimos e famosos, famílias inteiras, gente de vários pontos do Brasil e do Mercosul endossaram o documento em favor das girafas, e até mesmo dois iintegrantes da banda Chimarruts – foto abaixo – deixaram sua assinatura.

chimarruts

Milhares de panfletos e adesivos foram distribuídos, para um público que aumentava à medida que o horário da abertura ds portões se aproximava. A ligação de Paul com o vegetarianismo/vegansimo, explicitada pela Vanguarda Abolicionista na manifestação, provocou as mais diferentes reações. Muitos se declaravam vegetarianos, veganos e até ativistas, outros viam tudo com incredulidade, e alguns poucos ficaram incomodados. “Tu mata o alface e o tomate que não têm como fugir, covarde filho da p***!”, esbravejou um grupo de jovens de classe média, visivelmente alterados. Não se sabe o porquê de terem pago cerca de 500 reais para o show de um artista vegetariano, militante e reconhecidamente sensível em relação aos animais – e outras causas nobres.

paul mccartney

Os ativistas deram entrevista para uma equipe de Santa Catarina que realizava um documentário, e a partir da abertura dos portões circularam por entre as milhares de pessoas que acorriam ao Beira-Rio. Esgotados pelas sete horas de pé sobre o asfalto e sob o Sol, os ativistas recuperaram as forças saboreando lanches veganos oferecidos pela culinarista Pris Machado, presente no ato.

paul mccartney porto alegre

Uma pasta de mini-pôsteres com fotos de protestos da Vanguarda Abolicionista, com apresentação em inglês, foi entregue à equipe de produção do espetáculo, para chegar às mãos do cantor. Alguns dos manifestantes, mesmo exaustos, entraram no estádio para assistir ao show, portando faixas, e o restante do grupo deixou o local para tratar da pós-produção de Comunicação do grupo.

mccartney

Galeria de imagens

Fotos: Marcio de Almeida Bueno
paul mccartney porto alegre

Fotos: RSantini
paul mccartney porto alegre

paul mccartney

paul mccartney

paul mccartney

paul mccartney

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

EXEMPLOS A SEREM SEGUIDOS...


As cidades paulistas de Jales e Matão e Luzerna, Santa Catarina, homenageiam seus recém-nascidos com plantios de árvores.
Jales realizou o plantio de 460 mudas homenagenado as 460 crianças que vieram ao mundo de março a julho de 2010. As mudas foram fornecidas pela Secretaria de Agricultura e do Meio Ambiente, com o apoio da Sabesp.
Em Matão o projeto "Uma nova vida, Matão + Verde", homenageia os recém-nascidos com uma ou mais mudas e os cartórios se encarregam de explicar aos pais os objetivos deste projetos, plantar em áreas públicas degradadas.





Já Luzerna, via projeto do legislativo intitulado "Uma criança, um Ipê", entrega a cada mãe de recém-nascido uma muda desta árvore (Tabebuia Alba) que será plantada em local escolhido pelos pais da criança, podendo ser em espaços públicos, áreas de novos loteamentos ou em áreas particulares de APP. Além disso, todos os anos no dia 21 de setembro, Dia da Árvore, será realizada a entrega de mudas de Ipê, com cartão de informações sobre a planta, a todas as crianças nascidas no ano anterior...
Belos exemplos...

Sabina Cseri

fotos: árvore Cambuí e flor de Ipê : Sabina Cseri

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Serra, você perdeu

Serra, se ainda não sabe, você perdeu por haver ignorado a importância e o valor do professor. Você mentiu ao dizer que sempre apoiou o professor. O que na verdade fez, foi um grande arrocho salarial. Você preferiu ter dinheiro em caixa para suas manobras com as contrutoras.
Também me lembro muito bem que você colocou a polícia para "dialogar" com os professores descontes...
Você sabe o por quê de haver preferido dar dinheiro a construtoras do que pagar professores de forma honrada. Nós também sabemos!

Agora, espero que você e seus tucanos aprendam alguma coisa com essa derrota.

Minha sugestão: plante mais árvores. Literal e metaforicamente.

Lino
Lino Guedes Pires
Projeto Plante Uma Árvore - idealizador

Candidata à Representação de Brasileiros no Exterior

Recebi o seguinte pedido de divulgação de minha amiga Martha Di Monaco:

Caros amigos e/ou conhecidos
No link abaixo, vocês entrarão na pagina de inicio de votação para o CRBE, do Ministério da Relações exteriores Brasileiro.

Eu já havia enviado para vocês os dados e algumas informações a respeito.

Se vocês puderem, votem em mim ; sou uma das pessoas candidatas pela França.

Se puderem também, repassem para os amigos brasileiros que estão fora do pais.

Muito obrigada desde já ; é um pequenino esforço com a minha experiência, para poder cooperar com os brasileiros e com o Ministério junto ao Consulado etc, na questão « comunicação » que nos da’ tanta dor de cabeça quando precisamos fazer contato, não é mesmo ?

Um abraço de agradecimento

Martha Di Monaco Zuquim Pin

Matric consular 5925

Nice - France

http://www.brasileirosnomundo.mre.gov.br/pt-br/News.xml

Girafas: movimento Lugar de Animal promove ação na Feira do Livro de Porto Alegre

Fotos: Marcio de Almeida Bueno
girafa

Na tarde deste domingo, 31 de outubro, o movimento ‘Lugar de Animal é em seu Habitat Natural’ aproveitou o início da 56ª Feira do Livro de Porto Alegre - maior feira de livros a céu aberto das Américas – para marcar presença. Representantes de algumas das dezenas de ONGs que fizeram coalizão em prol das girafas se reuniram na entrada da feira, na Sete de Setembro. Os ativistas realizaram maciça panfletagem, dado o fluxo constante de milhares de pessoas, com recolhimento de assinaturas contra a importação de girafas para substituir as que morreram no Zoológico de Sapucaia do Sul.

girafas

A manifestação teve grande respaldo popular, apoiada pela recente cobertura da Imprensa e pela ágil difusão do caso na Internet. Centenas de pessoas diziam estar acompanhando o caso das girafas, fazendo questão de incluir seus nomes no abaixo-assinado. Outras muitas ficavam surpresas ao saber da seqüência de mortes dos animais.

girafas

Crianças recebiam adesivos com motivos ligados ao movimento, enquanto os pais ouviam as explicações dos ativistas. Alguns, pela primeira vez, tomavam conhecimento das idéias abolicionistas e refletiam sobre a proposta de liberdade aos animais, ao contrário das atuais relações ditadas pela humanidade.

girafa

As assinaturas serão formalmente protocoladas junto à Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, responsável pelo Zôo de Sapucaia - que já adiou a decisão sobre a importação de girafas da África, depois da mobilização popular. Quem quiser endossar o documento, poderá fazer também na versão online, disponível em www.lugardeanimal.com.

Fonte: Vanguarda Abolicionista